terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

...

Do alto onde me encontro,
As estrelas se confundem com as luzes da cidade,
Tudo é sempre tão artificial,
Como meu coração...
Tudo o que foi deixado é o que eu escondo,
Como se eu fosse jovem.
Lamúrias guardadas,
Como versos bem escritos,
Meu desejo é atirar-me para poetizar-me em você.
Contemplo a solidão com o único intuito,
De ter mais tempo pra pensar em você,
Se eu bebo o vinho é pra poder rir,
E parar naquele instante, no relaxar do meu sorriso,
Contemplando-te em câmera lenta.
Ver que meu amor não é uma loucura,
É um sentimento guardado e economizado pela vida.
Pois não me deixe chorar em uma tarde de sábado,
Vamos recordar nossas emoções,
Nosso primeiro abraço,
Fazendo do amanhã um outro dia,
e que a nossa madrugada percorra um outro longo caminho.
Nós queimamos no chão,
Ardemos,
Não tenha medo,
Junte os cacos despedaçados,
E siga a próxima estrela,
que eu me aproximarei outras duas vezes...
Ainda mais atrasado.

Um comentário:

  1. "Meu desejo é atirar-me para poetizar-me em você"...

    Acho que no fundo eu sou uma garota a "moda antiga", dessas que lêem Bukowski, mais que gosta mesmo é de romantismo! rs

    Beijo, poeta!

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