<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214</id><updated>2012-01-22T15:55:40.251-08:00</updated><title type='text'>Diário Mofado</title><subtitle type='html'>Um blog que tem como objetivo contar histórias, trechos e ideias</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>125</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1222139420700339129</id><published>2012-01-22T15:55:00.001-08:00</published><updated>2012-01-22T15:55:40.255-08:00</updated><title type='text'>Ogiva</title><content type='html'>Às vezes, a gente se sente diferente, um merda por assim dizer, acorda com um emaranhado de sentimentos e nunca sabemos qual o lado dentro da gente que está mais fedendo.  Sabe aquelas sensações de quando o nosso coração parece uma pequena ogiva nuclear?  Então, sinto-me assim, um pouco Angra dos Reis. Pareço que estou sempre correndo um grande perigo de ser varrido do mapa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1222139420700339129?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1222139420700339129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2012/01/ogiva.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1222139420700339129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1222139420700339129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2012/01/ogiva.html' title='Ogiva'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-944351320424306120</id><published>2012-01-04T14:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-04T18:18:09.785-08:00</updated><title type='text'>De nada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, quando fechamos os olhos, no fundo a sua música preferida, descobrimos coisas importantes. Não digo de paz interior, de encontro com você mesmo, isso é tudo balela pra bêbado de rua. O mundo precisa de blues, de garotas semi-nuas e de sentimentos que sejam verdadeiramente conivente com o seu pensamento. Nós somos o que pensamos, e qual o erro no pensar? No pesar? Eu não sei porque cismamos em nos esconder, em medir as palavras para nos enganar. A ideia principal que se deve ter é que esse plano é uma lixeira, e ela só é assim porque nós vivemos nela. A gente vive se enganando, pois muitos dos nossos amigos são sanguessugas que se deleitam com nosso sangue e ponto. E a felicidade, puts... Essa não existe, é figurada, transfigurada. Nós corremos atrás dos momentos, que sim, podem ser felizes, porém esses serão momentos raros e calmos. Talvez o nosso comportamento fosse um pouco diferente se lixássemos um pouco nossos miolos com bombril, se tirássemos um pouco desse lodo que nos faz esquecer que existe uma vida, um detalhe tão simples e revigorante que se chama amor. Não falo de paixões meladas de sofrimento e despedida, mas em amar-se com seriedade primeiro para que assim possamos dar uma lição de nada para ninguém.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-944351320424306120?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/944351320424306120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2012/01/de-nada.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/944351320424306120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/944351320424306120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2012/01/de-nada.html' title='De nada'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5856311907830912168</id><published>2011-11-14T14:09:00.001-08:00</published><updated>2011-11-14T14:11:14.819-08:00</updated><title type='text'>15 segundos antes de um colapso</title><content type='html'>Com meus passos falsos, caminhando sobre seu teto de vidro&lt;br /&gt;Com o martelar das minhas profundas pegadas ...&lt;br /&gt;Provocando rachaduras e dores em sua cabeça&lt;br /&gt;Sua tristeza é a minha deixa,&lt;br /&gt;Querendo se aproximar sem saber como!?&lt;br /&gt;A fé que ele mantém em você é a mesma que eu tenho...&lt;br /&gt;Meus cigarros estão aqui cantando seu nome&lt;br /&gt;Venha buscá-los&lt;br /&gt;Não ache que sua diferença é única&lt;br /&gt;Voe por cima das divergências&lt;br /&gt;Não se culpe, não ache que a razão é exclusividade sua&lt;br /&gt;Não deixe que cuspam em você&lt;br /&gt;Levante a cabeça, seja uma rainha ...&lt;br /&gt;Controle com sua força, destrua os dragões&lt;br /&gt;O que você diz ser amargura,&lt;br /&gt;eu digo ser ...Caramelos ... pirotécnicos&lt;br /&gt;Guarde sua fé para algo melhor&lt;br /&gt;Não dê vazão o que ele diz&lt;br /&gt;Seja dura como uma parede de concreto&lt;br /&gt;Não pertença nem ao lado A e nem ao B&lt;br /&gt;Fique comigo no mundo paralelo...&lt;br /&gt;Invente, reinvente, faça o que quiser&lt;br /&gt;Guarde seu coração sangrando&lt;br /&gt;Em um pote de vidro&lt;br /&gt;Se não sente vergonha mostre-o,&lt;br /&gt;Para a peripécias da vida&lt;br /&gt;Mas não se jogue, não se atire&lt;br /&gt;Mostre-me ser o que eu sei que você é...&lt;br /&gt;Mas sempre me surpreenda&lt;br /&gt;Essa é a graça!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5856311907830912168?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5856311907830912168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/11/15-segundos-antes-de-um-colapso.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5856311907830912168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5856311907830912168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/11/15-segundos-antes-de-um-colapso.html' title='15 segundos antes de um colapso'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5475274015461754260</id><published>2011-11-10T05:11:00.001-08:00</published><updated>2011-11-10T05:11:21.058-08:00</updated><title type='text'>O eterno retorno</title><content type='html'>Esse final de semana, será o final, será meu grande retorno as minhas origens. Quando penso em rotornar, penso muito na minha terra, nos meus amigos e no desejo incontrolável de ir ao lago, abrir uma garrafa de brahma bem gelada, sentir a brisa, tocar um violão e trocar aqueles papos agradáveis como sempre fiz. Neste final de semana irei com certeza ao Lago de Javary, sentar, olhar as águas esverdeadas e pensar no quão feliz eu sou por poder estar onde quero!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5475274015461754260?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5475274015461754260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/11/o-eterno-retorno.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5475274015461754260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5475274015461754260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/11/o-eterno-retorno.html' title='O eterno retorno'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8043617541345120244</id><published>2011-10-31T19:56:00.001-07:00</published><updated>2011-10-31T19:56:55.508-07:00</updated><title type='text'>Seu cheiro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei pensando, gélido, como uma estátua de São Petersburgo, parecia que meu sangue havia engrossado, e todo movimento que exercia tinha suas conseqüências, dores abdominais rondavam-me, uma tromba d’água parecia mergulha-me num subterfúgio, eu estava me sentindo mais inútil que um Sudro. Estava irrequieto, a madrugada passava lenta, tão lenta como o veneno mais cruel e aparentemente tudo isso iria circular por horas intermináveis. Abri uma garrafa de uísque e fiquei embriagando-me, era o único ato que parecia ser coerente com o que eu estava pressentindo, eu tomava longas doses, enchia minha boca toda, sentia o álcool corroer o céu de dentes e engolia, literalmente, tudo de uma única vez. Era a única coisa que me fazia sentir mais quente. Era o cobertor mais quente que eu poderia conseguir. Rapidamente a garrafa ia se esgotando, eu parecia um ralo sem rolha, tudo o que caía sobre mim ia descendo por completo. O cinzeiro rapidamente se encheu de cigarro, eu estava desesperado, estava com medo de perdê-la, e toda vez que me lembrava da sua imagem era um novo choro. Eu parecia uma criança, estava mais bêbado do que uma porca, e isso fez reduzir a quantidade dos meus neurônios para o nível mínimo. Fui até a minha pequena biblioteca e peguei o livro “Cem anos de Solidão” do Gabriel Garcia Marquez e o abri, era ali que escondia meu pó, cheirei todo aquele saquinho com apenas uma puxada e me senti um monstro, parado em frente ao espelho, não conseguia me reconhecer, meu rosto havia se tornado um grande borrão, o que acabou me deixando desesperado. Essas horas foram de pavor, de pânico, andava todo o apartamento compulsivamente, tentando devorar minhas idéias, tentando me esconder do medo, dos demônios que cresciam dentro de mim. Entrei no banheiro, tirei a minha roupa e me joguei debaixo do chuveiro, a água percorria a silhueta do meu corpo, e me meu coração batia tão forte como os tambores da guerra, eu estava submerso na idéia fixa de não ter mais Alice, dela pertencer a outros braços, um novo suor, que enriquecesse ainda mais a sua pele de sal. Sai do chuveiro, deitei na minha cama, ainda molhado, e tentei por horas dormir, sem sucesso, eu estava perturbado, havia um pensamento abrasivo na minha mente, estava precisando muito da presença de Alice, precisava sentir seu cheiro e foi o que fiz, abri o seu armário, abri uma mala de viagem dela e senti o perfume das suas roupas, uma por uma, e acabei ficando dentro da mala, misturado as suas peças de roupa, encolhido, até adormecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8043617541345120244?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8043617541345120244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/seu-cheiro.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8043617541345120244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8043617541345120244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/seu-cheiro.html' title='Seu cheiro'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-7558604650901431753</id><published>2011-10-23T08:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-23T08:12:36.523-07:00</updated><title type='text'>A noite nunca tem fim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;span style="color: red;"&gt;Aos meus amigos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Liguei para o Gabriel e pro Francisco para marcar da gente tomar umas cervejas, estava tão feliz que tudo o que eu desejava era compartilhar minha felicidade com meus melhores amigos. Queria apresentá-los a Alice e perguntar o que eles achavam dela. Tinha quase certeza que iriam gostar, mas é sempre bom sentir o que os outros têm a dizer pra se ter certeza quando algo é verdadeiramente importante. Homem quando nasceu pra ser otário, é otário a vida toda e eu não queria ser um daqueles homens que não vê e não ouve nada por causa de mulher. Gabriel disse que iria ao encontro, mas acabou não indo, Emilie, a francesinha dele, havia voltado para França e ele me disse no dia seguinte ao nosso encontro que não estava se sentindo muito bem, algo completamente compreensível, quando algo importante se torna distante. Gabriel me explicou que ela precisava fazer uns exames médicos lá na França e que precisava ganhar uns “Euros” para quando voltar ao Brasil, voltar definitivamente, coisa que não demoraria muito a acontecer, pois em março estaria de volta pra ele. Francisco, sim, iria ao encontro, estava curiosíssimo para conhecer a mulher que tanto me ouviu falar. Encontramo-nos na Rua Dom Hélder Câmara, na altura do Shopping Nova América, para irmos juntos ao “Escritório”- Bar da Tijuca que marquei de me encontrar com Alice. Pegamos o metrô e não mais que meia-hora estávamos no local combinado. Alice me disse que levaria uma amiga pro Francisco que já, antes mesmo de conhecê-la, tinha motivos suficientes pra gostar dela. Gostou ainda mais da Alice quando viu a Raquel, sua amiga, que era tão pequenina quanto ele, porém, apesar da estatura, tinha uma beleza que quimicamente era compatível com a dele. A Raquel tinha um par de coxas grossas, sóbrias, que deixou meu amigo titubeando, ou melhor, babando, apenas no ato de comê-la com os olhos. Entre algumas conversas mescladas entre nós, num curtíssimo espaço de tempo, eles dois já estavam se beijando e beijavam de uma forma que parecia que aquela cena na minha frente nunca iria ter fim. Estávamos mais misturados na nossa amizade do que a fumaça do cigarro que tragávamos, era como se o limite estivesse fugindo da nossa frente e estávamos tão dispostos a ultrapassar o velocímetro desse carro, que duas caixas de cerveja desceram facilmente por nossas guelras. Fomos praticamente expulsos do Escritório, já deveriam ser umas quatro horas da manhã de uma segunda-feira, pagamos a conta e partimos à procura de outro bar que estivesse aberto até àquela hora, coisa que não conseguimos achar. Decidimos ir para outro lugar, iríamos nós quatro no local mais improvável possível. Pegamos um ônibus, e fomos fazendo arruaça, o motorista do ônibus nos encarava com um olhar desafiador, como se pudesse a qualquer momento puxar um revólver e atirar na gente. Descemos na Praça da Bandeira, atravessamos a passarela, e entramos num local escuro, muito escuro mesmo, estávamos na Vila Mimosa. Todas as pessoas que vimos estavam completamente drogadas, aquele local emitia medo, parecia que a qualquer momento poderíamos ser abordados, ser assaltados, porém, nem o risco de perder a vida parecia um motivo grande o bastante para impedir que bebêssemos. Uma chuva fina de repente começou a cair e meus pés encharcaram-se pela água da chuva e por uma água negra, provavelmente de um esgoto a céu aberto, e isso era repugnante, era nojento, pois essa água estava parada dentro do meu sapato e eu a imaginava penetrando dentro da minha pele embriagando minhas células sadias. Vimos um bar ao longe, e ele parecia interessante ou ao menos sossegado; do lado de fora vimos que suas luzes azuladas não aparentavam discrição o que acabou guiando ainda mais os nossos olhos. Entramos e Alice logo foi pedindo uma cerveja, e antes mesmo do garçom encostar sua mão no freezer, Raquel perguntou a ele quanto custava e esse disse: - “Sete reais a garrafa”. Ficamos indignados. Mas não tanto quanto Alice, ela bateu a mão no balcão e disse apontando o dedo indicador na cara do garçom: - “Você é maluco por acaso”? – Francisco apenas colocou a mão no rosto e retrucou para irmos embora. Alice estava quase subindo em cima do balcão e se não a segurássemos teria batido nele devido à fúria que se desprendia do seu lado mais sombrio. E Alice não parava e continuava seu xingamento: -“Seu merda, seu filho da puta, vai tomar no cu seu garçom de merda”. Francisco enlouqueceu, estava morrendo de medo de sermos linchados por todos aqueles “cracudos” que estavam a nossa volta, realmente todos estavam nos olhando e parecia que a qualquer momento iriam vir calar as nossas bocas. Peguei Alice pelo braço e saímos todos nós correndo, vimos o primeiro táxi que surgiu e praticamente nos jogamos em cima dele, e como eu ria daquilo tudo, Alice e Raquel também se deliciavam com o que acabamos de viver, Francisco estava apavorado e só reclamava: - “Essa sua namorada é maluca, é maluca!” – E eu completei a sua afirmação respondendo – “Por isso que eu a amo, meu amigo, por isso que eu a amo”!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-7558604650901431753?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/7558604650901431753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/noite-nunca-tem-fim.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7558604650901431753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7558604650901431753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/noite-nunca-tem-fim.html' title='A noite nunca tem fim'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1142955495331731488</id><published>2011-10-17T14:53:00.000-07:00</published><updated>2011-10-17T14:56:45.355-07:00</updated><title type='text'>Frestas e Arestas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acordei como sempre às 7 horas, eu arriscaria dormir uns quinze minutinhos além do que de costume, mas com aquele despertador dos infernos que não para nunca de martelar é impossível prever uma vitória. Sim, eu sou fraco e me rendo ao lado mais infeliz da invenção humana. Inclinei-me rapidamente numa certa angulação, que como um bom aluno de física que sou, diria que meu corpo alcançou cravados q&lt;span class="text_exposed_show" style="display: inline;"&gt;uarenta e cinco graus. Não há nada pior do que isso quando se está completamente de ressaca, a cabeça dói, os olhos lacrimejam e os ouvidos parecem entupidos, sendo tudo o que você consegue fazer é declinar, vagarosamente, ajustando na parte mais confortável do travesseiro a sua cabeça. Nesses momentos de negação tudo o que você pensa é: - Por que eu fui sair ontem? E não existe nada pior do que você ir contra a sua vontade, ou seja, eu não queria nenhum pouco sair, estava cansado, com sono e com uma determinação ansiosa de finalizar a minha tese sobre a teoria do caos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="text_exposed_show" style="display: inline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="text_exposed_show" style="display: inline;"&gt;&amp;nbsp;O culpado disso foi o&amp;nbsp;&lt;a href="http://frestasearestaspoeticas.blogspot.com/"&gt;Francisco Casa Nova&lt;/a&gt;, meu amigão, que estuda história na mesma universidade que eu. Esses alunos de história só pensam e ejaculam provérbios, suas filosofias, e suas debandadas carregam o mundo todo com suas lábias frescas e convincentes. Eu disse que não queria, mas aquele jeito solto e encantador de me dizer que existem prazeres maiores do que os da física acabaram me levando a um pub. Realmente estava um pouco perturbado de sonhar com as equações trajando biquínis na praia de Copacabana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1142955495331731488?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1142955495331731488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/fresta-e-arestas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1142955495331731488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1142955495331731488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/fresta-e-arestas.html' title='Frestas e Arestas'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-553996867112227054</id><published>2011-10-11T16:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-11T16:42:23.710-07:00</updated><title type='text'>Setembrino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era setembro e o céu estava claro e azul.  Eu novamente estava parado naquele trânsito infernal, preso dentro de um ônibus na Avenida Brasil. Todos os meus dias eram feitos de caos e desordem. Eu estava febril naquele dia, não estava me sentindo muito bem, queria dormir pro relógio passar mais rápido, porém nunca consegui fazer isso dentro do ônibus, eu invejava muito o&lt;span class="text_exposed_show"&gt; garoto ao meu lado que chegava a babar de tamanho cansaço. Tudo o que me entretinha, naquele momento, era que devido ao forte sol saiam fumaças do asfalto, nunca tinha visto isso. Tempo assim, sempre me deixa um pouco doente; é uma reação que o meu corpo tem quando o frio esta chegando, me disse uma vez um médico. Logo comecei a espirrar. Desci na suburbana, passei na padaria do Seu Pedro, esse que já me deu um saco com exatamente quatro pães e fui andando pra casa, peguei um pedaço de pau, como todos os dias faço, pra tocar o cachorro do vizinho que sempre consegue morder as bainhas das minhas calças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt; Eu estava morando há pouco tempo no Rio de Janeiro, eu me mudei pra tentar melhorar de vida, me dar uma oportunidade, só que descobri que quem nasce cuzão morrerá dessa forma. Eu morava menos de seis meses aqui e não tinha nenhum amigo, sequer tive tempo de ir conhecer o Cristo ou ir pra qualquer outro lugar... Eu nunca havia visto o mar. Eu sou do interior do estado e assim que cheguei consegui um emprego em telemarketing, não que eu chame isso de sorte, pois todos os dias eu tomo um esporro do supervisor, ninguém sabe meu nome ou se importa comigo. Não sei sobre as festas, não trai minha mulher, não tenho uma, a única coisa que sei é sobre o Flamengo, tenho o sonho de ir ao Maracanã, porém nunca tive coragem de me arriscar por aquelas bandas. Eu poderia facilmente puxar papos sobre isso lá no trabalho, porém não tive a sorte de encontrar um flamenguista que eu julgava ser legal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt; Eu consegui com muita sorte alugar uma pequena casa numa vila, pago metade do meu salário nela, ainda não consegui comprar os móveis, só consegui comprar um colchão e um rádio de pilha e ter isso me deixava muito feliz, ter as minhas coisas, meus sonhos e meu espaço no mínimo é reconfortante. No Rio de Janeiro faz muito calor e é quase impossível dormir dessa maneira, minha próxima meta é um ventilador, por enquanto vou sofrendo, segurando as pontas das noites mal dormidas. Nessa vila existem muitas pessoas e é engraçado como as pessoas nessas cidades são diferentes, todos vivem na mesma vila e aparentemente umas tem mais dinheiro do que outras, uns ostentam um carro, enquanto, outras madrugam comigo nos pontos de ônibus. As pessoas aqui são esquisitas, pessoas de cidades grandes são entronas fofoqueiras e sempre muito mal-humoradas, não que no interior não tenha isso, só que agora estou vendo isso em escala industrial.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt; Na minha cidade, Miguel Pereira, as pessoas são mais solidárias do que as daqui, aqui tem muito descaso, muita sujeira e poluição. Eu ainda não consegui me acostumar com os mendigos, sempre que vejo fico de coração partido, uma vontade de fazer alguma coisa por todos eles, porém eu não tenho condições pra isso. Pra falar que não faço nada, ajudo um senhor dando o que comer, isso quando ele aparece, teve uma vez que ele sumiu por mais de três semanas. Eu não sei o seu nome, acho até que ele não fala, deve ser isso, ele deve ser mudo, nunca me respondeu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt; Eu sempre janto numa pensão ao lado da vila, a comida lá é barata e gostosa, porém eu me cansei de ter que comer sempre a mesma coisa todos os dias, duas variações de prato, num período de seis meses é dose, mesmo assim, eu não pensava em mudar de lugar pra comer, eu gostava da Tia, ela foi a primeira pessoa que conversou comigo, parece ser a única um pouco interessada em saber como foi o meu dia, como estão às coisas no trabalho, e eu sempre minto, digo que estou gostando, que tenho vários amigos, talvez, eu não queira confessar pra ela que eu sou um fracasso. Ela sempre diz pra eu trazer meus amigos pra ela conhecer e eu digo que um dia trago. Seis meses. Ela me pergunta sobre isso todos os dias. Quando irá conhecê-los, acho que ela tem a leve sensação que eu não sou uma pessoas feliz. Depois de mentir descaradamente pra ela nesse período, ela me disse, hoje, que eu sou uma pessoa boa, uma pessoa especial, eu dei um sorriso meio sem graça, e fingi estar agradecido. Eu não era uma pessoa especial. Era um tolo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-553996867112227054?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/553996867112227054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/setembrino.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/553996867112227054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/553996867112227054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/setembrino.html' title='Setembrino'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8729868811875239261</id><published>2011-10-09T12:39:00.001-07:00</published><updated>2011-10-09T12:39:33.841-07:00</updated><title type='text'>Cantos de desassossego</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sentir-se livre, solto, eram uma das coisas que nunca entendi muito bem, o significado dessa merda toda, os porquês que tudo tendia a necessidade de ser assim. Sempre odiei essas porras de hippies, e continuo odiando essa necessidade de paz, de cor e de viadinhos saltitantes. Sempre fui focado demais nas coisas que me pareciam importante, sempre meu umbigo, o universo que me interessava. Meu umbigo de galáxias era perfeitinho demais pra pedir a necessidade da atenção de alguém. Isso não me tornava uma pessoa ruim, muito pelo contrário, as pessoas me achavam engraçado, às vezes chato, confesso; porém era um circuito de pessoas que eu liberava para freqüentar meus arredores. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8729868811875239261?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8729868811875239261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/cantos-de-desassossego.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8729868811875239261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8729868811875239261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/10/cantos-de-desassossego.html' title='Cantos de desassossego'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2508361680508388383</id><published>2011-09-23T19:00:00.000-07:00</published><updated>2011-09-23T19:02:38.198-07:00</updated><title type='text'>Café com leite de rosas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo começou com uma música e certamente terminará da mesma forma. Essa música representa a intensidade dessa história, desse amor ordinário e controverso. Eu me odiaria se a música fosse outra, odiaria amar outra pessoa, poderiam até trocar as vírgulas, os parágrafos, à intensidade, o calor, a chama ou qualquer outro desenrolar, isso eu guardo pra mim, me basta. Às vezes, estamos tão fundo dentro de nós mesmos que não enxergamos que a solução das mazelas é deixar-se a deriva, deixar que as pessoas entre e estourem a bexiga, explodam aquela consciência fugaz, e te libertem daquele precipitar de solidão. Depois de muito tempo me sentia vivo, vivo o bastante pra me tornar amigo do tempo, das horas... Eu estava pronto pra viver, pra me jogar abaixo desse abismo e voar sem rumo. É bom pensar que a vida é assim, um tiro num peito de um morto, uma constante busca pro nada, uma história que se compõe a partir de um empurrão nas suas costas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A gente ainda não sabe como discernir o que é real ou o que não é: Sabe o que me perguntei um dia desses? Uma pergunta simples. - Por que não? As coisas chegam a um ponto que se você se entregar a dor de barriga, ela, certamente, irá te assombrar pra sempre, eu não queria isso, aceitar que as coisas têm que ser impostas. Sempre aceitei tudo, com os ouvidos de burro, e sempre me senti instintivamente amarrado dentro desses pensamentos inúteis, desses excrementos, desse exercício diário que a rotina propõe. De repente, eu comecei a pensar, pois tê-la fez com que eu enxergasse um pouco a luz que havia sido destinada pra mim. Estava participando do seu céu, caprichosamente, dormindo nas suas nuvens, e esse foi o estímulo bom o bastante para dar um basta na minha vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2508361680508388383?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2508361680508388383/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/cafe-com-leite-de-rosas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2508361680508388383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2508361680508388383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/cafe-com-leite-de-rosas.html' title='Café com leite de rosas'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5251524855451189116</id><published>2011-09-18T13:15:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T13:15:33.244-07:00</updated><title type='text'>Conto - O segundo dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Peguei a calça de moletom no chão, abri o armário, peguei um casaco de lã e constatei que hoje fazia bem mais frio do que ontem. Meus dentes se batiam de tamanho frio, há muito tempo eu não via um frio daqueles, fui abrir a janela do quarto para descobrir que não é pra abrir essa ou qualquer outra janela nunca mais. Peguei o cobertor, joguei-o sobre meus ombros e fui à cozinha preparar um saboroso café. O pão eu coloquei numa chapa para esquentar e sobre ele passei uma manteiga, essa, que derretia com tamanha perspicácia que não me contive em dar uma mordidela. Levei tudo para o quarto, voltei a me cobrir, liguei a televisão e me senti como um conde solitário. Tudo parecia controverso, nenhum pouco satisfatório, porém estava me sentindo disposto e com uma vontade de escrever algumas coisas... Peguei a máquina de escrever, colocando-a sobre o meu colo, e continuei dando valor as fumaças que me rondavam naquele momento. Escrevi umas cinco páginas que até as considerei boas, mas completamente monótonas, estava me sentindo tão confuso quanto Jean Genet no início de o Diário de um Ladrão.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Consegui levantar da cama, de acordo com o relógio, umas duas e quinze da tarde. Tirei as remelas dos olhos, tirei uma meleca do nariz e cocei meu ouvido esquerdo com o mesmo dedo que fiz todo o resto. Por isso é bom estar sozinho numa casa, sei lá, você se sente mais homem nessas horas, se sente mais livre de alguns conceitos. Fui ao banheiro dei uma bela de uma cagada e li metade do jornal que trouxe da viagem de ontem. Lavei minhas mãos e fui diretamente à cozinha preparar uma macarronada sem molho. E como estava ruim aquilo, puta que pariu, eu não sei por que insisto em coisas que não tenho talento. Uma coisa que devo confessar agora, eu sou muito chato com a minha teimosia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estava precisando muito de cigarros e de bebidas quentes. Arrumei-me rapidamente, procurei um casaco bem grosso, coloquei uma touca que tampasse bem os meus ouvidos e procurei um guarda-chuva que fosse grande o bastante pra tampar três de mim. Ontem, enquanto passava de ônibus, vi que havia um mercadinho que julgava não ser muito longe daqui. Errado. O mercadinho era uns vinte minutos afastados da casa de praia, falando assim, nem parece muito longe, mas porra, vinte minutos de baixo de chuva, com toda a água que caía, é se considerar um pouco anfíbio. Enfim, cheguei ao mercado, encharcado, e fui logo à cessão de bebidas. Fui pegando, vinhos, uísques conhaques e afins. Fui ao caixa e perguntei à única pessoa que trabalhava naquele estabelecimento: - “Onde encontro os cigarros”? Ela parecia um pouco entediada e me respondeu: - “Vire-se”. Eu me virei e havia um grande anúncio de cigarros. Peguei três maços de Marlboro Light e perguntei quanto sairia tudo o que havia comprado: - “Tudo sai por quarenta e sete reais” - me respondendo ela friamente. Dei o dinheiro e saí porta a fora.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chegando a casa fui logo tirando todas as roupas molhadas e me direcionei ao banheiro. Fiquei nu, abri o registro do banheiro, e esperei que a água esquentasse o suficiente para que o “box” se enchesse de um vapor fervente. Nessa espera acendi cigarros, um atrás do outro, e fiquei pensando em branco. Entrei em meio à cortina de fumaça e senti aquela água tateando meu corpo, ficando horas e horas me deliciando, perdendo ou ganhando tempo, tanto faz, só sei que aquilo era distante demais do que eu havia sido induzido a fazer. Tomei o banho mais longo da minha vida, apressei-me para colocar roupas secas e bem quentes e abri uma garrafa de vinho. Liguei a televisão e fiquei assistindo a novela das dezoito horas. Acabei, pelo marasmo, cochilando. Acordei passando um pouco mal, uma dor no estômago que me doía intermitentemente, era uma dor tão forte, tão contundente que pensei várias vezes em sair atrás de um posto de saúde.  Porém, chovia muito e o frio, que nos atravessa a carne, era algo indescritível até para um europeu. Por maioria de votos decidi ficar sofrendo no meu silêncio.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei horas e horas implorando que aquela maldita dor passasse... Eu já fui a centenas de médicos, fiz milhares de exames e ninguém nunca me disse o que realmente eu tinha e de onde surgia todo aquele berro. Confesso, eu até comecei um tratamento, certa vez, era uma tratamento homeopático, muito demorado; porém, sou muito impaciente com resultados prolongados e acabava que em vez de tomar um comprimido, eu engolia de três a quatro diariamente. Só existia um método que funcionava contra isso... E eu o fiz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5251524855451189116?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5251524855451189116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/conto-o-segundo-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5251524855451189116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5251524855451189116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/conto-o-segundo-dia.html' title='Conto - O segundo dia'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2503302225832442798</id><published>2011-09-10T16:56:00.000-07:00</published><updated>2011-09-10T16:56:45.504-07:00</updated><title type='text'>Conto - O primeiro dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Chovia bastante, o que estava sendo comum naquela semana, e da janela meu maior divertimento era olhar o percurso da água na calha do telhado da garagem. Normalmente, nessas horas de reflexão, eu acenderia um cigarro e me libertaria de alguns pensamentos contundentes, porém tinha tanta preguiça de molhar meus pés e sentir o frio daquele vento que decidi que pra mim o melhor mesmo era estar na nostalgia. Eu, facilmente, poderia estar vendo um bom filme ou lendo um bom livro, só que não há nada de bom pra se ver ou ler nessa casa de praia. Tudo sempre foi um engano.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Meu maior sonho era ser um escritor, só que eu sempre fui preguiçoso demais pra terminar qualquer coisa. Eu até tinha começado um livro, por um tempo aquilo me fazia perder horas, coisa que ocupava meu tempo e minha cabeça, mas depois tudo se tornou um grande martírio, uma verdadeira encheção de lingüiça.  Alice disse que o livro estava ficando ótimo, só que eu não tinha certeza de quase nada na minha vida, tanto não tinha que nem sabia o que Alice era minha...&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A chuva já não me entretinha mais. Decidi então, por muita vontade de fazer alguma coisa, que cortaria a barba. Fui ao banheiro, fiquei de frente ao espelho, dei uma bela visualizada no meu rosto e decidi que não... Não cortaria a barba. Ela estava do jeito que eu gosto e certamente Alice reprovaria meu ato. Sabe o que ela diria pra mim? - “Marcelo, desespero não combina nenhum pouco com você”. E não existe nada que eu odeie mais do que dar razão a ela. Chuva, chuva, chuva, chuva, chuva.  Sozinho, sozinho, sozinho. No meu discurso profético do anoitecer, certamente, teria muito dessas duas palavras. Já está escurecendo e isso é sempre bom pra se sentir mais próximo do amanhã, pois à noite, eu consigo pensar um pouco melhor, pode parecer mentira, mas com o barulho da chuva e quando não se vê as estrelas no céu eu fico bastante inspirado a escrever. Diferente de alguns poetas eu não preciso da lua pra nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mesmo inspirado, eu tinha preguiça, muita preguiça mesmo. Outra coisa que odeio, tirando dar razão para Alice, é ter sono quando estou com vontade de escrever. Cara, por que isso sempre acontece comigo? – “Não sei, não sei, mesmo”. No relógio da parede marcavam meia-noite e fiquei um pouco realizado em ter lutado contra toda a profundeza do que é a preguiça e o sono em mim. Fui ao banheiro, escovei meus dentes em cinco minutos cravados, como costumo sempre a fazer, levantei a tampa do vaso sanitário, me curvei e joguei um pouco a cabeça pra trás, dei um gemidinho básico, dei uma sacudidela no meu pau, limpei com papel higiênico o canto do vaso que tinha mijado, puxei a descarga, apaguei as luzes, acendi as luzes, pois havia me esquecido de lavar as mãos, sequei as mãos na toalha de rosto e fui tentar dormir.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Exatamente, caro leitor, eu fui tentar dormir. Ao mesmo tempo em que chuva e noite me inspiram elas me tiram o sono, porém lutei como um guerreiro. Meu primeiro ato foi ficar quieto, o segundo ato foi relaxar, o terceiro ato foi tampar meus ouvidos com o travesseiro, o quarto ato foi pedir a Deus pra me fazer dormir, o quinto ato foi mandar tudo se fuder, o quinto ato achei melhor nem escrever aqui. Fui à cozinha. Abri a geladeira e fiz um sanduíche de presunto e queijo, preparei um suquinho de laranja e me sentei à mesa, puto, muito puto mesmo, com essa situação de seu corpo implorar pra dormir e sua cabeça não parar de pensar um monte de sandices. Eu não gosto de criar estímulos para dormir, mas porra, eu já havia me realizado naquele dia e não havia mais nada pra fazer, já havia até começado a escrever alguma coisa. Decidi procurar e só depois de muito tempo que consegui achar o Rivotril. Tomei um comprimido daqueles e mergulhei num profundo e sonolento marasmo, vagarosamente fui me deitando, me cobrindo, me aconchegando, ralando a cama e finalmente apagando.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2503302225832442798?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2503302225832442798/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/conto-o-primeiro-dia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2503302225832442798'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2503302225832442798'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/conto-o-primeiro-dia.html' title='Conto - O primeiro dia'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5935062310716229323</id><published>2011-09-08T12:12:00.000-07:00</published><updated>2011-09-08T12:26:59.786-07:00</updated><title type='text'>Café e Açúcar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu senti algo congelando dentro de mim, parecia que havia água fria passando pelas minhas veias, só de vê-la passando pela porta, indo embora, e nem se passaram três segundos para bater aquela saudade do seu cabelo crespo. Nunca me senti só e imprestável como ontem. Meus planos desmoronaram como castelos de açúcar e todas as chances que havia conquistado não passaram de um deletério. Eu não sei o que acontecia, como as coisas&amp;nbsp;tomaram essa forma, só sei que em questão de segundos me senti pior do que um cão. Eu estava arruinado, assim, como meu amor... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5935062310716229323?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5935062310716229323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/cafe-e-acucar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5935062310716229323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5935062310716229323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/cafe-e-acucar.html' title='Café e Açúcar'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5307878846874205475</id><published>2011-09-04T13:09:00.000-07:00</published><updated>2011-09-04T13:25:15.107-07:00</updated><title type='text'>Afogando-se em seu próprio mar de fel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cama havia sido preparada e eu nem tinha reparado. Não propriamente poderia chamar aquilo de arrumação, mas foi à forma delicada que ela viu para me dar conforto. - Apenas escondeu o lençol e jogou sobre a cama uma toalha úmida. Penetrá-la foi bom, seu corpo movia-se, ora seguindo o meu balanço, ora parecia ter vida própria, seus movimentos descompassados eram ricos e diferenciados, e proporcionaram-me prazeres inolvidáveis. Ficamos por algum tempo deitados, olhando para o teto cheio de infiltrações, sem sequer dizer uma palavra um para o outro. Ela virou-se de lado, com suas costas voltadas para mim, e eu pude claramente reparar nos seus pulmões enchendo e esvaziando de formaofegante, suas costelas sobressaiam estufando sua pele quando o ar a visitava. Abracei-a, generosamente, grudando seu corpo ao meu, dei-lhe um beijo singelo no pescoço, e ela buscou meu braço, como se naquele ato quisesse me dizer algo, como se buscasse a proteção que nunca conhecera em toda a sua vida. Eu achei agradável aquela demonstração de carinho: - “Só não achei que encontraria isso com uma puta” - e estava tão gostoso o momento que ela parecia há primeiro instante ter dormido. Eu consegui desfazer-me dos seus braços e vesti-me rapidamente. Enquanto calçava meus sapatos, sentado à beira da cama, pensei, juro que pensei se a pagava ou não. Confesso, hesitei por um instante, acendi um cigarro como se quisesse nesse ato encontrar o meu caráter. Olhei para ela nua atirada sobre a cama, certamente vencida pelo cansaço, em seu corpo pequeno e frágil e notei a covardia que seria se não a pagasse. Retirei uma nota de cinqüenta reais do bolso da minha calça, muito mais do dobro do preço que me cobrara, e o deixei sobre o criado-mudo ao lado da cama, e sai em silêncio, sem sequer olhar para trás. Na rua, em meio a algumas pessoas bêbadas, olhei para cima buscando, despedindo-me, e surpreendi-me ao vê-la enrolada em um lençol fitando-me, retirei o chapéu como forma de comprimento e, ela sorriu como se quisesse me ver novamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5307878846874205475?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5307878846874205475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/afogando-se-em-seu-proprio-mar-de-fel.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5307878846874205475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5307878846874205475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/09/afogando-se-em-seu-proprio-mar-de-fel.html' title='Afogando-se em seu próprio mar de fel'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4573703314832286206</id><published>2011-08-30T20:04:00.001-07:00</published><updated>2011-08-30T20:06:28.229-07:00</updated><title type='text'>Dirigindo, meu bem, dirigindo pelas estradas abaixo da cintura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando por ruas desertas, caminhos tão ocos quando um coração solitário, o céu compenetrado derrama seu cetim de afazeres. Todo o espaço do mundo estava ao meu lado, e nesse todo, nesse tudo, era onde queria passar minhas horas de desespero, de felicidade, de sabor, uma mística que falava sobre união, sobre manter-se compenetrado, como uma pápula, como uma semente que germina e prontamente se suicida. Eu estava amando tudo aquilo. O cheiro do seu cabelo, o toque em sua pele macia, o deletério não conjugado. Seus olhos me cercam, me matam; olhos que arrancam os tijolos da minha base e me deixam desmoronar numa frouxidão de nervos, em veias que de tão esticadas se desmancham como farelo de pão. Os ventos falsificados que torneiam os nossos corpos descrevem a necessidade que temos de nos manter estáveis nos duzentos graus, de conjugarmos na loucura, na redundância dos nossos movimentos descompassados. Eu amo estar por baixo e passar as minhas mãos por entre as montanhas esperando que tudo, que tudo, que tudo se arruíne e venha abaixo como um vulcão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4573703314832286206?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4573703314832286206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/08/dirigindo-meu-bem-dirigindo-pelas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4573703314832286206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4573703314832286206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/08/dirigindo-meu-bem-dirigindo-pelas.html' title='Dirigindo, meu bem, dirigindo pelas estradas abaixo da cintura'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-7613946200859668799</id><published>2011-08-27T20:10:00.000-07:00</published><updated>2011-08-27T21:39:17.245-07:00</updated><title type='text'>Eu não vou...</title><content type='html'>Pode parecer ridículo, mas permanecer, assim, achando que todos são babacas e menos espertos do que eu, está me fazendo muito mal, está me afastando cada vez mais de mim e do mundo. Queria que Deus fizesse as pessoas pararem de ser babacas e estúpidas, pois se existe alguém que quer me dar uma vida melhor, saiba: - "Eu não vou mudar"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-7613946200859668799?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/7613946200859668799/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/08/eu-nao-vou.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7613946200859668799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7613946200859668799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/08/eu-nao-vou.html' title='Eu não vou...'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1927577459877358796</id><published>2011-08-20T17:08:00.000-07:00</published><updated>2011-08-20T17:19:41.758-07:00</updated><title type='text'>Conto - Pontos de interrogação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Era um sábado, tão monótono como qualquer outro em minha vida, acordei descabelado, bêbado e com uma ressaca que explodia as têmporas das minhas cabeças. O banheiro como sempre se encontrava imundo, papéis encharcados de merda transbordavam as cestas, os espelhos escorriam o flúor das pastas de dentes e dos sabonetes nasciam raízes de cabelos. Do jeito que me encontrava, encharcado pelo mormaço das noites, não podia dar o valor de recusar um bom banho. Sequei-me com uma toalha úmida que de branco passou à marrom, escovei meus dentes com pressa, e como não poderia ser diferente dei uma bola para suportar o resto do dia com um sorriso chinfrim na cara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na geladeira a única coisa tragável era a sobra de um mamão com mel de ontem. Limpei a mesa com apenas um ato e um braço, acendi um cigarro e me senti num mar de veneno, nessa lama inventada, nesse sangue das taças, nessa vida de margens. Entre todos os males o que menos incomodava era a doçura do mel... Eu sabia. Li no seu rosto o fogo, o gosto, o gozo e mesmo assim me virei de lado, ignorei seu sorriso, seu semblante apaixonado que me sussurrava carícias, afagos e gestos nobres no fundo do fim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu pensamento estava nela, no telemarketing, no instigante sorriso que eu não podia sequer seqüenciar, mapear, decodificar. Eu estava tão morto quanto vivia, e dentro desse ato, dessa lama, desse comprado meio de vida, estava limpo e seco de saudade. Uma cigarra canta em meu peito, para assim, quem sabe, encontrar um delírio mais limpo para suportar a sua loucura, sua doçura e as estrelas da sua realidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1927577459877358796?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1927577459877358796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/08/conto-pontos-de-interrogacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1927577459877358796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1927577459877358796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/08/conto-pontos-de-interrogacao.html' title='Conto - Pontos de interrogação'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8989380053003144669</id><published>2011-08-14T20:57:00.000-07:00</published><updated>2011-08-14T20:57:03.193-07:00</updated><title type='text'>Amigos, Amigas, Cachorros e Dragões</title><content type='html'>Muitas pessoas beijam sobre o efeito do álcool, se soltam, se libertam e fazem todo o escarcel de prazer, como se a cachaça limpasse as roldanas do motor do sexo, da libido... Depois, quando acordam desse céu de corpos, culpam o álcool por beijar amigos, amigas, cachorros e dragões. A sensação do álcool é o que liberta o que estava profundo em você e isso é bom, é forte, quente, tentador. As desculpas do arrependimento não... São fracas, falsas e procuram culpar algo que faça os outros acreditarem que não, aquele não era você.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8989380053003144669?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8989380053003144669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/08/amigos-amigas-cachorros-e-dragoes.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8989380053003144669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8989380053003144669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/08/amigos-amigas-cachorros-e-dragoes.html' title='Amigos, Amigas, Cachorros e Dragões'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5635162668664806193</id><published>2011-07-24T16:12:00.000-07:00</published><updated>2011-07-24T16:12:54.139-07:00</updated><title type='text'>Conto – Canções Dentro da Noite Escura</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;O engraçado foi que ela passou por mim e nem sequer um rabo de olho fez. Isso era diferente do que o Francisco havia dito. Eu gostaria que ela me olhasse com aqueles olhos tão pedintes depois de ontem... Acho que fiquei de certa forma frustrado com isso. Não que eu tivesse cem reais para dar se ela quisesse, pois não tinha. Eu queria sentir seu olhar comprado, da mesma forma como ela tinha vendido seu corpo pra mim e para o Sérgio. Eu fui o seu amante primogênito, como parte do combinado com o Sérgio. Primeiramente, ela despiu-se, ficou inteiramente nua, sim, intensamente nua. Olhava-a com olhos de cão faminto, tentando, buscando quais as melhores respostas para me fazer entender a silhueta do seu corpo. Meu cigarro queima, queima e, a fumaça sobe assim distorcendo meus olhos, lacrimejando-os, fazendo com que eu não a veja ou que assim acreditasse. Mas, enxergava bem, mesmo estando por trás das cortinas de fumaça e de todo o clima que nos cercava. Eu queria crer, tentei por minutos entender seu corpo, sua voluptuosidade, e as idéias que ali pairavam esquecidas. Mas não, não existia nada que eu pudesse fazer; tudo estava tão distante de mim naquele momento que preferi fazer os cálculos da sua beleza... Só somatórios. Ela caminhou em minha direção, caminhou não, gingou, bailou com suas pernas de bailarina. Ahhh sim, que belas pernas por sinal, carne macia as das suas coxas, carne assim de primeira, carne nobre. Eu permaneci assim sentado à beira da cama, tragando compulsivamente meu cigarro tão infinito, tão pecaminoso. Uísque, cadê o uísque? Sim, peguei-o, eu queria fazer o meu clima: “vamos esquecer o verão, pulemos diretamente para o outono”. Por que uísque barato e cigarro combinam tão bem com sexo? Não sei, não sei nem por que estou pensando nisso agora, e por que penso uma porrada de coisas assim do nada. Minha cuca pede socorro, eu peço alarme, peço alarde. Ela arrepiou meus cabelos com suas mãos, puxou-os com moléstia, com força, porém de forma carinhosa. Olhei-a bem nos olhos, fitei-a enquanto seu rosto aproximava-se, ela me beijou. Beijo bom, encaixado, ensaiado, apaziguado, fresco; nem tão molhado, nem tão seco, nem tão cheio, nem tão vazio. Perfeito, se é que isso existe. Ela tirou minha camisa, jogou-a em cima do ventilador e puxou-me de volta, de volta para o castigo que seu olhar oferecia. Empurrou-me, deixando-me de forma tão estirada na cama, de forma tão rendida. As mulheres são suficientes, querem sempre ir ao fundo de tudo, espremendo-nos, retirando o último caldo de nós. Pois bem, ela ficou por cima de mim prendendo-me no meio de suas pernas. Eu estava agora de coleiras. Toquei-lhe o seio com suas reverberações inexplicáveis com uma das mãos. Abri os braços sobre a cama, estava sendo crucificado, como um dia Cristo foi. Ela me beijou, passou sua língua sutilmente em meu rosto, e foi descendo, descendo pelo meu queixo, pescoço, peito e abdômen. Eu segurava-lhe pelos cabelos com força, quase que os arrancando, enquanto ela dedilhava suas notas sobre o meu pau. Com a minha outra mão levei o cigarro à boca, aspirava a fumaça enquanto a fazia transpirar. Eu olhava o teto enquanto ela divertia-se abrindo o fecho ecler da minha calça; olhava quase inerte as estrelas plastificadas ali coladas, estrelas de formas e tamanhos distintos que brilhavam, luziam, no escuro. Senti o frescor da sua boca tateando e da sua saliva lubrificando-me suntuosamente. Sim, era minha excitação máxima, como outros tão selecionados homens já sentiram na pele de seus paus. Ela percorria sobre mim como uma enguia, escalando sobre o meu corpo com suas garras afiadas, ferindo-me de um prazer sujo. Beijava-me como se eu fosse o amor da sua vida, honrando com louvor o seu par de seios. Meu cigarro apagou-se e eu deixei-o cair no chão ao lado da cama, estava na minha vez de senti-la, eu queria sugar-lhe pra dentro de mim, queria ouvir seu sussurrar ao pé do meu ouvido. Enfiei dois dos meus dedos em sua vulva e seus olhos fecharam-se como quem não tem vergonha de se declarar excitada; apreciei-lhe tão intimamente com minha língua que seu corpo levitava sobre a cama. Sim, ela estava pronta, podia sentir isso na ponta da minha língua, nos meus lábios a sua ebulição mais profunda. Ergui-me sobre ela e com um único movimento, penetrei-a tão voluptuosamente, tão veementemente, tão tempestuosamente que ficamos encaixados como uma peça certa de um quebra-cabeça. Seus gemidos apavorados ecoavam pelos quatro cantos do quarto. “Vira pra mim”, - eu pedi com uma entonação de ordem, e ela sem ao menos dizer uma única palavra virou-se. Olhei primeiramente, admirei-a para ser mais correto, suas curvas tão pecaminosas merecia tal feito. Seu corpo se mexendo gritava, suplicava de fato para que eu fosse o seu término; e de fato, era o que eu queria ser. Segurei-a pela cintura, enquanto seu rosto afundava sobre o travesseiro, e sim, meti-lhe com tudo o que eu poderia. Entre gemidos ela pedia-me: “Vai, vai, não para, não para”... Isso pra mim foi uma sinfonia. Movimentos horizontais tão encaixados que de fato, éramos apenas um indivíduo de quatro pernas, duas bocas, quatro ouvidos e dois seios. Tudo perfeitamente para se deixar relaxar, tudo propício a isso. Seu gozo saiu quente sobre mim, saiu em forma de grito, de gemido ou apenas de um esplendido sussurro que se fazia voraz naquele momento. Faze-la ter um orgasmo fez-me ter um também... Quando tudo estava acabado deixei meus cem reais na cabeceira ao lado da cama, dei-lhe mais um puxão no cabelo e vi seu rosto humilhado. Nada que afetasse a mim diretamente, não aquele olhar pedinte, aquele olhar que queria me roubar alguns reais a mais. Eu poderia até dar-lhe mais algum dinheiro se eu tivesse sobrando, porém não tenho nenhum puto para passar meus outros dias solitários. Como disse, se eu o tivesse daria sem problema algum, não por seus olhos, e sim, pela foda que tivemos! &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Assim que saí daquele quarto, foi-se o Sérgio apressado feito uma mula, bufando feito um boi bravo quando seu pau é instigado. Fiquei na sala da casa daquela mulher fumando meu cigarro em paz, relaxado em um sofá como deveria realmente estar. Não foi muito tempo que estava ali concentrado com meu cigarro que os gritos libidinosos começaram a ecoar de canto a canto. Depois de algum tempo, Sérgio surgiu com um sorriso estendido de orelha a orelha, feliz como um adolescente quando faz pela primeira vez sexo. Fomos embora, ela levou-nos ainda nua até a porta, e assim tudo tão prontamente desapareceu-se num segredo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Visitem a coluna que escrevo no site Trópico de Câncer clicando &lt;a href="http://tropicodecancer.com.br/category/coluna-guilherme-canedo/"&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt;aqui&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5635162668664806193?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5635162668664806193/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/07/conto-cancoes-dentro-da-noite-escura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5635162668664806193'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5635162668664806193'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/07/conto-cancoes-dentro-da-noite-escura.html' title='Conto – Canções Dentro da Noite Escura'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3285412654302066628</id><published>2011-07-10T15:32:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T16:56:39.840-07:00</updated><title type='text'>Veja bem, meu bem!</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman', 'new york', times, serif; font-size: 16px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="yiv1058682878Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Do que adianta o amor se não existe dedicação? Eu passei uma vida inteira esperando pelo amor, em&amp;nbsp;&lt;/span&gt;absolvição, em me render aos braços de alguém e seguir nessa trilha. Eu várias vezes pisei em falso, caí, me ralei, e no final das contas nada valeu muito a pena. Ter você foi o meu maior sonho. Talvez, como você mesma disse, eu seja um cara do interior e as coisas aí sejam diferentes. Posso não saber o que é o Outback, Ovomaltine; porém, amor, existem coisas que vivi, que senti, que presenciei e aprendi que são muito mais importantes do que qualquer uma dessas coisas. Quando te liguei, me entreguei e me dediquei, pelo simples motivo de te querer bem, de te amar e demonstrar todo o meu amor por você. Se me preocupo é porque amo, se te quero bem é porque te amo e se sou chato é pelo motivo único de sentir amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="yui_3_2_0_1_131033268684521912" style="text-align: justify;"&gt;Eu sou assim, às vezes, meio confuso, mas dentro desse meu emaranhado de esquisitices&amp;nbsp;tenho um sentimento tão nobre, puro, ingênuo que qualquer um poderia roubar. Talvez, necessite ter que mudar da mesma forma que os pássaros trocam as suas penas... Porém, amor, certas convicções são tão grandes dentro de mim que julgo não haver mais jeito, elas estão imaculadas, grudadas, coladas com super-bonder em mim... E não há amor que sobreviva sem a dedicação do fogo, da alma, da atenção, do cuidado e principalmente da responsabilidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não quero brigar com você, brigar é feio, e dentro de mim não cabe esse sentimento... Eu estou tão mal, meu bem, é como se tivesse um inferno em mim. Amor, saiba, no momento que não existir mais preocupação, acredite... Não haverá mais amor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E amor é muito mais do que palavras bonitas, amor é uma demonstração diária de afeto e respeito... Quantas vezes, abaixei a minha cabeça e te prometi mudar? Quantas vezes o silêncio gravou em mim as suas notas? Em qual momento eu não procurei corrigir e aprender? Dedicação por mim nunca faltou! Eu me dedico pela sua vida como se ela fosse minha... E sempre, em quanto estivermos bem, vou procurar fazer isso... atender o que mais te aflinge, o que mais te magoa... Talvez isso que se aprenda por essas bandas daqui...!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitem minha coluna no site Trópico de Câncer... clique &lt;a href="http://tropicodecancer.com.br/category/coluna-guilherme-canedo/"&gt;&lt;b&gt;aqui&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3285412654302066628?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3285412654302066628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/07/veja-bem-meu-bem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3285412654302066628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3285412654302066628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/07/veja-bem-meu-bem.html' title='Veja bem, meu bem!'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5205096248882692908</id><published>2011-05-22T17:33:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T17:33:05.491-07:00</updated><title type='text'>Azulejo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As luzes estavam apagadas e eu encontrava-me brincando com o meu chaveiro, não apenas um chaveiro, muito mais do que isso, era também uma lanterna que emitia uma luz azulada. O relógio prateado encontrava-se na parede e as horas no escuro para nada me serviam. Dei-me conta de que não tenho noção de tempo e chutei que estava nessa brincadeira no breu por trinta minutos. Apontei a luz azulada no relógio prateado e descobri que estava cerca de duas horas refletindo, não sei o que, na imensidão do escuro. E pensei: - “Por que não vivo no escuro”? Por que não perco a noção do tempo? Penso em como seria bom não ser notado, criticado ou até mesmo apunhalado. Às vezes, queria fugir sem sair do meu lugar; saber como perder a noção do que é ter a noção do perder. Se é que dá pra entender isso que disse agora. São tantas coisas ao meu redor, tantas coisas que meus dois olhos castanhos não captam que eu perdi o foco do que olhar. Estava com fome e meu estômago tornou-se num grande ruído que intermitentemente assombra-me. Sinto falta de rever certas pessoas, sinto falta de ser importante; aqui sou apenas mais um desesperado que procura ter um nome. Estou com fome e as pessoas não são generosas... &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5205096248882692908?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5205096248882692908/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/05/azulejo.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5205096248882692908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5205096248882692908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/05/azulejo.html' title='Azulejo'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2222340744686573003</id><published>2011-05-10T21:05:00.001-07:00</published><updated>2011-05-10T21:05:35.525-07:00</updated><title type='text'>O carnaval</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A memória permanece extasiada como um inferno, e dele, o inferno, eu faço um carnaval de drogas e alegorias inquietantes. Como solução de que? De uma possível volta talvez, de uma reviravolta do meu coração em conserva. Não espero disso que escrevo agora um sopro, apenas um espirro de vida, malhando-me, colorindo-me de tons tão claros já que não creio que a felicidade plena exista. Dê-me pelo menos um dos seus pigmentos momentâneos pra fazer-me assim, pelo menos mais humano. Não penso em grito, não penso em ferir minha garganta, não penso em nada que não seja você de volta pra mim. Pensando assim, de forma tão egoísta, decidi-lhe escrever esse livro como forma de recompensa por ter-me abandonado, por ter-me esquecido. Sei dos motivos maiores e das conseqüências que certamente criei, mas espero que pense bem sobre isso quando eu abrir a minha vida, esticando-a como uma bexiga velha. Existe muito de você dentro de mim, meu coração como bem sabe é pequeno e guarda rancor pelo planeta e seu movimento de translação. Não me leve a mal se desagradar-lhe, pois dentro do meu minúsculo coração existe muito seu nome, como alimento, como base de uma suposta inspiração. Você já leu parte dos meus manuscritos, sabe bem sobre o entendimento que tenho das coisas e sobre você. Você é uma prepotente quando diz que não a conheço tão plenamente. Cobrou de mim o entendimento total dos seus neurônios quase mortos. Pediu que escrevesse um livro sobre você, e tão decididamente não escreverei um livro teu, e sim, sobre mim. Como você bem disse: “Você não me conhece essa que se referiu não sou eu”. Pois bem, eu sei cada caminho das suas coxas e cada luz dos seus pêlos, não diga algo que você não sabe sobre você mesma...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2222340744686573003?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2222340744686573003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/05/o-carnaval.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2222340744686573003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2222340744686573003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/05/o-carnaval.html' title='O carnaval'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5452186992256266559</id><published>2011-05-02T06:11:00.001-07:00</published><updated>2011-05-02T06:11:53.031-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabem aqueles dias que você acorda com uma sensação estranha, uma dor aguda dentro do peito, um cheiro diferente, no céu há nuvens negras e na boca um puta gosto amargo de morangos mofados? Então, esse é o sintoma quando algo precioso da nossa vida parte e não há a possibilidade de ao menos dar e receber um abraço.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5452186992256266559?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5452186992256266559/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/05/blog-post.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5452186992256266559'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5452186992256266559'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/05/blog-post.html' title='...'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8214916306900202727</id><published>2011-04-10T18:38:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T18:38:05.730-07:00</updated><title type='text'>Conto - Se juntin nois dois drumisse</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As rezas vinham diante da sua vida por todo o apelo do seu sofrimento, rezava sem parar para que Deus lhe ouvisse; não queria mais ver o solo arenoso e nem as rachaduras infinitas que se penduravam pelos vãos ocultos da sua dor. A sua esperança estava morta como o resto da vizinhança e a solidão pelo contrário do que eu poderia imaginar não foi o seu maior dilema; a vida sim se impregnava com um aroma diferente, uma sensação amarga de se obter uma resposta pelo seu suposto castigo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As pessoas fugiam com medo da seca, algumas fugiam levadas por anjos, outras preferiam morrer no inferno as bordas da linha do equador. A sua pele desmoronava tristeza, sua fraqueza física era evidente e cuidadosa, um disfarce da grande força que se escondida pelos belos vestidos da sua alma, porém a sua vida se esvaíra em um processo paulatino, pois a fome gritava nos seus ouvidos surdos enquanto a sede era o fio de uma morte anunciada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ele sempre viveu à base desse sofrimento, pois ela, a sede, sempre matou e destruiu o amor da permanência, o amor da prolongação de uma vida e da certeza confirmada com o olhar da sua experiência. Mas dessa vez era diferente a estiagem, ela se prolongava pelos meses à dentro, vinha com uma brutalidade que em todas as suas cinco décadas de vida ele jamais havia visto, presenciado, tamanha destruição. A árida paisagem não consolava nem mesmo aos mortos, nem mesmo Deus acreditava que pudesse alguém sobreviver naquele inferno, onde até os sonhos eram evaporados pelo calor presente naquela inapropriada realidade. Eram assim os seus dias, eram assim os seus meses, era a vida que corria fugida pra se consolar com a morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Deus não lhe ouvia e pelo jeito até mesmo o grandioso pareceu ter se esquecido daquele pobre senhor, porém isso era apenas mais um abandono, mais uma tristeza absorvida e embrulhada num papel celofane vermelho. Seus sentidos foram todos acumulados em uma caixa oca e sem vida, porém a única que não cabia em lugar nenhum era a dor de existir um sofrimento em toda a sua vida. Talvez de tanto sofrer seu coração tenha se tornado calejado, pois era fácil pra ele suportar mais uma dor quando tudo o que se via ao seu redor era o nada. À noite ele podia ficar perto de todos, olhava as estrelas em um balé de luz, mesmo não tendo certeza, queria encontrar seus filhos no luzir da lua, no paralelo de uma realidade diferente da sua, no crepúsculo da verdadeira felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A revolta dentro da sua ignorância crescia em progressão aritmética. Por que ele? Já não bastava ser esquecido por todos? - Sua pergunta pairava no ar enquanto a resposta era evaporada pelos raios do sol da manhã...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma decisão – Foi o que ele pensou - Seria o último dia que iria fazer suas preces, não iria direcionar sua fé a Deus e sim ao Diabo que combinava mais no inferno em que ele vivia. Feito e dito. Pediu ao Diabo a bendita chuva enquanto seus olhos se fechavam lentamente ao brilho da última estrela.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando acordou não existia mais o amarelado da luz, enxergava uma escuridão formada pelas nuvens de chuva. Em todos seus anos de vida jamais havia visto um céu daqueles, um negro carregado de ódio, o desejo lúgubre realizado pelo seu lamentoso pedido. Levantou da cama e ficou desfrutando o ar gelado que invadia a única janela da sua casa, um pingo acertou-lhe a testa ferindo sua pele castigada pelo sol; ele saiu de casa e correu feliz, pois estava rodeado pela chuva e grato pela nova vida que o Diabo havia lhe concedido. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Viveu assim, grato pela bondade do Diabo, nunca mais passou fome, havia até esquecido o que era a sede. Viveu muitos anos, até que a canção da morte cantou-lhe os ouvidos. Ele morreu tendo uma amarga ilusão, ele não tinha idéia que a chuva não foi coisa do Diabo e sim as lágrimas de um choro divino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8214916306900202727?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8214916306900202727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/04/conto-se-juntin-nois-dois-drumisse.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8214916306900202727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8214916306900202727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/04/conto-se-juntin-nois-dois-drumisse.html' title='Conto - Se juntin nois dois drumisse'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3719252841312757413</id><published>2011-04-07T15:59:00.000-07:00</published><updated>2011-04-07T15:59:38.253-07:00</updated><title type='text'>O sonho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo sempre começa com um pesadelo, uma sangria a conta-gotas em mim, e com uma vontade de permanecer na horizontal como na freqüência cardíaca de um morto. Eu sempre acordo suado depois desse maldito pesadelo, é algo que me persegue há alguns anos, uma cauterização que não me livra das moscas. Há muito tempo que não rolava essa história, muito tempo mesmo, mas agora ela voltou com tudo e sempre me sinto mal com esse infortúnio em mim. Nunca me lembro muito bem o que ocorre, e sempre agradeço a Deus por isso, fico só com o que julgo ser o final, o enredo sempre se esvai para algum canto no meu subconsciente, porém eu sei que ele está lá e prefiro mesmo que fique coberto. Algumas pessoas dizem que o que eu ando sonhando é referente à morte, no início achava isso uma balela, mas hoje com tudo o que vem acontecendo seria um método de salvação. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3719252841312757413?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3719252841312757413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/04/o-sonho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3719252841312757413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3719252841312757413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/04/o-sonho.html' title='O sonho'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2754858875069078971</id><published>2011-04-02T16:11:00.000-07:00</published><updated>2011-04-02T16:15:11.823-07:00</updated><title type='text'>Memórias de um homem esquecido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas horas foram de pavor, de pânico, andava todo o apartamento compulsivamente tentando devorar minhas idéias, tentando me esconder do medo e&amp;nbsp;dos demônios que cresciam dentro de mim. Entrei no banheiro, tirei a minha roupa e me joguei debaixo do chuveiro, a água percorria a silhueta do meu corpo, e me meu coração batia tão forte como os tambores da guerra, eu estava submerso na idéia fixa de não ter mais Alice, dela pertencer a outros braços, um novo suor, que enriquecesse ainda mais a sua pele de sal. Sai do chuveiro, deitei na minha cama, ainda molhado, e tentei por horas dormir, sem sucesso, eu estava perturbado, havia um pensamento abrasivo na minha mente, estava precisando muito da presença de Alice, precisava sentir seu cheiro e foi o que fiz, abri o seu armário, abri uma mala de viagem dela e senti o perfume das suas roupas, uma por uma, e acabei ficando dentro da mala, misturado as suas peças de roupa, encolhido, até adormecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2754858875069078971?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2754858875069078971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/04/memorias-de-um-homem-esquecido.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2754858875069078971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2754858875069078971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/04/memorias-de-um-homem-esquecido.html' title='Memórias de um homem esquecido'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-9015275436741010673</id><published>2011-03-23T09:55:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T09:55:08.587-07:00</updated><title type='text'>Sudro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;memórias de um homem esquecido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei pensando, gélido, com uma estátua de São Petersburgo, parecia que meu sangue havia engrossado, e todo movimento que exercia tinha suas conseqüências, dores abdominais rondavam-me, uma tromba d’água parecia mergulha-me num subterfúgio, eu estava me sentindo mais inútil que um Sudro. Estava irrequieto, a madrugada passava lenta, tão lenta como o veneno mais cruel e aparentemente tudo isso iria circular por horas intermináveis. Abri uma garrafa de uísque e fiquei embriagando-me, era o único ato que parecia ser coerente com o que eu estava pressentindo, eu tomava longas doses, enchia minha boca toda, sentia o álcool corroer o céu de dentes e engolia, literalmente, tudo de uma única vez. Era a única coisa que me fazia sentir mais quente. Era o cobertor mais quente que eu poderia conseguir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-9015275436741010673?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/9015275436741010673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/03/sudro.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/9015275436741010673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/9015275436741010673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/03/sudro.html' title='Sudro'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3178623152445716226</id><published>2011-03-20T11:56:00.000-07:00</published><updated>2011-03-20T11:56:16.736-07:00</updated><title type='text'>Eu apenas concluí que ela escorregava por entre as cinzas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Memórias de um homem esquecido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pensei em Alice, no que ela estaria fazendo, mesmo sabendo que o nosso amor era presente, sincero, parecíamos estar tão distantes um do outro, um muro de Berlim parecia nos dividir, era como se os nossos corpos permanecessem juntos e as nossas cabeças tivessem sido desgrudadas uma da outra; sentia-me sozinho demais, pensativo demais e via nos olhos de Alice que ela queria outras coisas pra sua vida, coisas essas que eu não era capaz de dá-la. Sentia-me traído pelo meu próprio sentimento, era um amor transformado em algodão, um sentimento amorfo, uma sensação vazia que não tinha mais necessidade de se chamar de sonho.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3178623152445716226?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3178623152445716226/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/03/eu-apenas-conclui-que-ela-escorregava.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3178623152445716226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3178623152445716226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/03/eu-apenas-conclui-que-ela-escorregava.html' title='Eu apenas concluí que ela escorregava por entre as cinzas'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5094787718594782745</id><published>2011-03-14T23:23:00.000-07:00</published><updated>2011-03-14T23:23:45.845-07:00</updated><title type='text'>Conto - O dia em que apresentei o ponto final</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes existe tanto desespero, tanta casca saindo das minhas costas, que esqueço que tudo é uma questão de virar uma página; e a página passada, acredite, foi umas das melhores proezas, uma das melhores coisas que um homem poderia ter lido, provado. Não me acostumei a esquecer aquelas linhas retas, acentuadas, coloridas de uma libido, de uma insinuação que canta, encanta e me mordem as orelhas. Julguei que seria a minha mulher e que a eternidade cavaria as nossas covas rasas. Um dia perdi os compassos da minha própria vida, meus parágrafos rolavam, descambavam, e o que seria um respiro se tornou em um grande abandono...! Tudo por causa dele, que arrancou de mim a minha página predileta, me fez sofrer e cair nesse desespero infindo de querer arrancar os olhos. Roubou, ele, a personagem principal do meu livro, me fez trocar a minha vírgula pelo seu ponto final.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5094787718594782745?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5094787718594782745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/03/conto-o-dia-em-que-apresentei-o-ponto.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5094787718594782745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5094787718594782745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/03/conto-o-dia-em-que-apresentei-o-ponto.html' title='Conto - O dia em que apresentei o ponto final'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5015608698834283945</id><published>2011-03-10T19:22:00.000-08:00</published><updated>2011-03-10T19:26:33.821-08:00</updated><title type='text'>Conto – As Borboletas de Muzo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fecho os meus olhos e lembro-me da exemplar exposição do seu olhar, verde e esplendorosamente singelo, o poder de toda flora carregado nos seus olhos resplandecentes de mulher. Meu vôo é muito mais do que uma aproximação da realidade é o mito que nos acoberta nos devidos sonhos; dentro deles sou complacente com o amor sugerido, revigorado pelos olhares e inoportunas sensações de formigamento em meu peito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sua chegada era programada, depois de anos de viagem. Partiu, feito louca deixando tudo e todos pra trás. Seu desejo era descobrir o mundo, encontrar-se no desconhecido e aprender com culturas distintas a melhor maneira de se definir. Desde criança, era notável sua aptidão e seu real envolvimento em se despir das coisas que a sufocava. Ela saiu de casa com a esperança de preenchimento do seu espírito, pois acreditava que algo maior era reservado pra ela no imaginário particular do seu mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando ela fugiu da casa da minha tia, eu nem entendia seus reais motivos, talvez minha idade inferior e a falta de maturidade foram determinantes pra que isso ocorresse. Pra ser sincero, nem gostava muito dela quando criança, talvez por meus pais acharem que ela era meio maluca. Não sei. Só sei que sentia um pouco de receio, algo que me repelia da minha prima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Uma quinta-feira chegou à notícia que ela havia partido, sem rumo, sem uma estrada predefinida. Foi um burburinho só, uma vergonha encarecida no lúgubre da alma da minha tia. Deixou apenas um bilhete falando que voltaria um dia, e que mandaria inúmeras cartas pra contar seus passos e inquietar um pouco o coração da sua mãe que tanto amava.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Pra mim suas cartas eram verdadeiras sagas, repletas de aventuras e fantasias. Comecei a admirá-la de tal forma, denominando-a como a aventureira dos meus sonhos. Com os anos fui esquecendo-me do seu rosto. Mas a cada capítulo, a cada versículo, a cada sensação de liberdade que ela me transmitia; era criado em mim centenas e inúmeras versões de uma mesma mulher.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A última carta dizia que voltaria em breve, que não agüentava de tanta saudade dos seus entes queridos. No momento eu senti certo pavor, um medo que escondia uma felicidade inquieta. Como estará ela agora? O que direi? O que farei? A curiosidade me matava a cada dia. Eu a esperava, procurando o desfecho de vê-la, de senti-la. Mas os dias iam pingando frustrações e eu as escrevia com o pensamento nela. Como será a sensação? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O engraçado é que tudo acontece quando menos se espera. Lembro-me como se fosse hoje ela chegando à casa da minha tia. Usava uma fita vermelha prendendo o seu brilhoso cabelo negro, um chapéu longo e um poncho dos Andes. Pra ser sincero não reparei nada disso assim tão rápido, eu fiquei fascinado por aquela mulher de olhos verdes. Minha prima.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A verdade é que aqueles olhos continham cristais romboédricos, de uma magia indescritível. Brilhavam como gotas de azeite. Aqueles olhos oblíquos. Feitos de uma pedra não talhada. Pareciam aquelas grandes esmeraldas da cidade de “Muzo”, que eu como químico e admirador do estudo da mineralogia soube ver e contempla-los com grande entusiasmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fiquei surpreso por seu modo relaxado e dado. Sem nenhuma preocupação veio e me deu um abraço daqueles. Gostoso. A silhueta do seu corpo, o melhor desenho que Deus podia ter elaborado, a obra perfeita. Meu péssimo agosto dava lugar para um quente e acolhedor setembro, presente nas curvas do corpo daquela mulher idealizada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em questão de segundos parecíamos velhos confidentes. Eu sempre reclamando da minha vida. Dizendo que estava cansado de ser amorfo... Que a solidão é algo presente em meu espírito, que os meus sentidos foram aprisionados em uma cauda de estrela e levado pra não sei onde. Blá, blá, blá. Com ela tudo era diferente, ela era a lua e olhava tudo de cima sempre com maestria, sabia dentro de suas concepções que não há lógica em escrever, mas virtudes em se perder pra se encontrar depois. Uma mulher mágica que me chamava de anjo, o recipiente onde eu depositava meu amor gigantesco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; De certa forma ela fazia parte de mim, vivíamos entre as fumaças dos cigarros e da degustação de vinhos baratos. Sempre nos perdíamos naquele silêncio momentâneo, o presságio configurado pela repentina troca de olhares. O amor estava nascendo e a tentação expelia a grande histeria de nos possuirmos logo, de uma vez... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não demorou muito pra sentirmos nossos sangues com laços familiares coagulados na loucura do desejo. Como descrever o sentir da encruzilhada das suas pernas?Não faço idéia. Só sei que fui absorvido dentro dela e minutos depois filtrado, como se tivesse sido acompanhado passo a passo no precipitar de minhas asas. Na minha concepção o erro é envolvente como nasceu para ser; e era na certeza que se criou entre nós.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia ela me disse... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sempre soube que partiria, ingenuidade minha achar o contrário. Eu gostaria de não sentir saudades, mas é algo que parte de dentro de mim e não tem como conter. Eu não poderia prendê-la, pois ela fugiu do destino mais certo... Que era estar comigo. Seus olhos significavam as mais belas borboletas, pois voavam sem destino certo... E sei que tais borboletas são muito mais bonitas quando podem exalar para o mundo toda a sua liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5015608698834283945?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5015608698834283945/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/03/conto-as-borboletas-de-muzo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5015608698834283945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5015608698834283945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/03/conto-as-borboletas-de-muzo.html' title='Conto – As Borboletas de Muzo'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2025618496601677161</id><published>2011-02-28T19:38:00.000-08:00</published><updated>2011-02-28T19:38:43.534-08:00</updated><title type='text'>Anacrônico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Memórias de um homem esquecido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dias de espera sempre são gigantes embora trajem mangas curtas. Talvez seja a mágica do tempo, do gostar, do sentir mais perto. Eu esperei tão desesperadamente nesse curto espaço de estrelas que acabei perdendo-me nos compassos do relógio. Finalmente consegui entender que tudo tem o seu tempo e o meu tinha acabado de chegar; viver com Alice me trouxe alegria e uma vontade que eu não estava muito habituado. Estávamos tão tomados um pelo outro que cada vez mais nos tornamos unidos, tínhamos todos os ingredientes de um casal feliz: - “Uma pitada de carinho, uma xícara de amizade e muito sexo a gosto”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2025618496601677161?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2025618496601677161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/anacronico.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2025618496601677161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2025618496601677161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/anacronico.html' title='Anacrônico'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3586951266460726115</id><published>2011-02-24T07:48:00.000-08:00</published><updated>2011-02-24T07:48:15.062-08:00</updated><title type='text'>Conto – A Casa Pré-Fabricada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com seu corpo estirado no chão: “chão esse que lhe parecia um tapete borbulhando de um fervor rubro”, nada lhe parecia distante, tão diferente das situações que lhe ocorrem ontem, ou anteontem, não se sabe ao certo... No seu tapete tudo se criava; suas idéias e reverberações de destaque e alegorias. Não sabia ele nada sobre a vida, mas ali no pseudo-tapete, era possível, bem possível que germinassem sementes, que brotassem árvores assim tão frutíferas. Esse era o seu espaço de dimensões restritas, de comprimento e largura que pra ele poderiam ser maiores do que qualquer teoria, do que qualquer outra medida. Sim, ele podia deleitar-se ali jogado, crucificado no mar de um tapete que parecia sua casa com paredes de vidro. Sentia-se feliz por ter seu espaço: “espaço esse infinito que não cabia mais ninguém”, só ele. Ali parecia seu lugar de silêncio, de maestria, onde as notas titubeavam para um sono profundo e eficaz. Muitas vezes procurou um sentido lógico, porém esse sempre inatingível, ininteligível percurso. Nada no mundo parece melhor do que aquele espaço, nenhum lugar é tão reconfortante e sossegado, ao seu entendimento, para estar-se morto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3586951266460726115?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3586951266460726115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/conto-casa-pre-fabricada.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3586951266460726115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3586951266460726115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/conto-casa-pre-fabricada.html' title='Conto – A Casa Pré-Fabricada'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4797722199750001998</id><published>2011-02-12T11:26:00.000-08:00</published><updated>2011-02-12T11:40:43.971-08:00</updated><title type='text'>Conto – A fantástica história que se escondia no útero de Maria Isabel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Providencialmente antes de começar a relatar algo, eu digo sem estremecer as minhas bases que amo Maria Isabel. Tão belos são seus olhos castanhos, tão resplandecentes são as vestimentas de pele cobrindo toda aquela carne magra, como são belos aqueles seios arredondados, aveludados, seios tão firmes, que diria que qualquer criança o trocaria por qualquer urso de pelúcia. Tudo o que eu poderia esperar dela era construir definitivamente uma família. Quando a beijava sentia meu corpo oscilar, sentia que a qualquer momento nossos lábios seriam suturados entre as salivas repetidas que trocávamos em qualquer canto escuro. Não digo totalmente de algo carnal, pois a carne nasceu para ser devorada, servindo apenas para completar o espaço que falta dentro do meu estômago. Era muito mais do que isso. Tinha que ser... Toda vez que sentia as mãos salientes de Maria Isabel percorrendo pelo meu peito era como se meu coração quisesse pular de dentro de mim para dar-lhe um grande abraço. Eu tinha a necessidade de ver as nossas sombras juntas, mescladas, compartilhadas pelo mesmo feixe de luz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; As horas martelavam incessantemente, os ponteiros decaíam, mergulhavam intermitentemente na profundeza e ao mesmo tempo queriam respirar, lançando uma corda para enforcar o número mais alto; e nesse movimento cíclico de funcionalidade, entre se salvar e morrer, as horas eram extintas, queimadas rapidamente como nos cigarros que tragávamos. Amávamos-nos tanto e era tanta a libido que circulava entre nossas veias, que o destino fez o seu papel perfeitamente: Maria Isabel estava grávida...!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A felicidade ao mesmo tempo em que me enchia fazia meus músculos retesarem. Primeiramente arrumaria um emprego, segundo procuraria uma casa para vivermos e terceiro oficiaria nosso relacionamento. Queria dar uma grande festa, uma daquelas que o noivo fica tão doido que nem ao menos consegue dizer sim. Porém, eu queria dizer essas três letras com toda certeza que se pode ter. Os planos percorriam pela minha cabeça, pois eu queria fazer tudo certo e mostrar a todos como se é feliz quando se pode compartilhar isso com alguém. Contei a todos na cidade que iria ser pai e que dentro de alguns meses me casaria com Maria Isabel; estava pronto para estar ainda mais completo. A cidade queria, desejava, se preparar para uma grande festa. Porém, Maria Isabel puxou-me pelos braços e me disse: “Eu vou abortar”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O meu céu encheu-se de vermelho e o meu coração que antes queria abraçar desejava enforcar-lhe: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Como assim Maria Isabel abortar? Pra que? - Eu vou assumir todas as minhas responsabilidades e você sabe bem disso. Porém, ela parecia estar decidida demais para desistir do que estava memorizado na sua mente: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- Não quero ter um filho nessa altura da minha vida – respondeu ela com os olhos molhados – Tenho tanta coisa para viver, tanta coisa pra ver, que ter um filho é a única coisa que não quero ter nesse momento. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;– Não que eu não goste de você, às vezes acho até que te amo, mas a questão primordial é que não estou preparada pra tanta responsabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; A cada palavra que Maria Isabel proferia era uma facada dura no meu peito, era ela tentando se livrar do meu sonho para ter o dela. Fui embora tão desesperadamente da sua frente, tão furioso, que nem seu choro foi capaz de me fazer refletir pra onde estava indo... E a partir do meu desespero algumas pessoas me perguntavam: - Quando que o mais novo papai vai se casar? Pensaram no nome do bebê? Está feliz? Você se sente com sorte, meu filho, por se casar com uma mulher tão linda? Essas notas estavam doendo no meu ouvido, minha cabeça parecia girar e tudo o que eu queria era gritar e sumir num sopro de vento qualquer. Foi então que tive a idéia mais louca que alguém poderia ter...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp; Em plena praça pública eu dizia tudo o que havia acontecido e as pessoas cada vez mais iam se aproximando para me ver cantar todo o meu lamento. Estava decidido a fazer um abaixo assinado impedindo que Maria Isabel abortasse. Eu havia provocado uma revolta popular.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4797722199750001998?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4797722199750001998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/conto-fantastica-historia-que-se.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4797722199750001998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4797722199750001998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/conto-fantastica-historia-que-se.html' title='Conto – A fantástica história que se escondia no útero de Maria Isabel'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2018938637813585824</id><published>2011-02-10T18:31:00.000-08:00</published><updated>2011-02-10T18:31:15.561-08:00</updated><title type='text'>Todo embrulhado em cobertura de açúcar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje eu posso dizer que olho todos de cima, estou tão alto, mas tão alto que o décimo primeiro andar é o mais próximo dos dedos dos meus pés. Poderia simplesmente jogar todo meu peso abaixo, ser puxado pela gravidade, apagar tão profundamente que não estranharia se me confundissem com uma lâmpada queimada. Estou cego. Sou o primeiro cego que consegue enxergar e sou tão surdo quanto uma pedra no fundo do mar mais fundo. Tudo parece constante, constantemente correto, constantemente incorreto, e nessa confusão do é ou não, prefiro pensar no foda-se, sim no foda-se... Tudo o que eu quero é esparramar-me no vento, sentir o que arbitrariamente é distinto hoje pra mim. Quando se alcança qualquer coisa tudo o que se tem a fazer é segura-la pelos braços, oportunidades como essas são raras quando se leva toda uma vida no pecado, na indecência, na imoralidade de não se reconhecer numa poça de chuva em plena quarta-feira. Quando caminho trajando minhas imperfeições e seu sorriso me acompanha logo largo minhas armas. Eu me desarmei por completo e essa sensação de sentir-se livre é uma das coisas que mais prezo. Sinto-me melhor do que a grande maioria das pessoas, eu arriscaria dizer que estou feliz... Felicidade, felicidade. Soa bonito quando se diz em momentos certos. Felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2018938637813585824?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2018938637813585824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/todo-embrulhado-em-cobertura-de-acucar.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2018938637813585824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2018938637813585824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/todo-embrulhado-em-cobertura-de-acucar.html' title='Todo embrulhado em cobertura de açúcar'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4096314643225007183</id><published>2011-02-04T10:45:00.001-08:00</published><updated>2011-02-04T12:28:44.825-08:00</updated><title type='text'>Quando ela me beija...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Dentro do ar existem vozes, voando, vagando notas desconhecidas ao pé dos meus ouvidos. Talvez nem sejam tão desconhecidas assim, apenas esquecidas tamanha à vontade por uma única. Todas as outras soam baixas e imperceptíveis pra mim, e isso não é auto-suficiência, pois pra isso eu deveria ser sozinho e nas reais circunstâncias não tenho me sentido. Tenho o zumbido que caminha ao meu lado configurado sua canções antropofágicas, e isso me faz querer esquecer o mundo, e o mundo não é nada se não existe tais corpos-cancionais... Essas são as cordas que quero pestanejar, fazer o acorde saudoso da gaita e dos abraços no luzir da lua cheia. E essa canção me salva da selvageria, me salva da correria de uma cidade tão grande como meu umbigo. Escutar tal voz me faz querer dar um passo após outro, e assim me fazer correr tão decidido ao seu encontro. Porém, o encontro nunca é feito por uma única pessoa... O meu bem, raramente aparecia, raramente me dava uma chance de penetrar de cabeça em sua vida. Eu estava amando essa mulher, essa mulher que não poderia ter um nome, pessoas assim não precisam de nome; são preciosidades e um nome é o que de menos valioso se pode ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red; font-size: large;"&gt;Carlos Posada e o Clã da pá virada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/X54hFkK-ZM0/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/X54hFkK-ZM0&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/X54hFkK-ZM0&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4096314643225007183?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4096314643225007183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/dentro-do-ar-existem-vozes-voando.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4096314643225007183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4096314643225007183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/02/dentro-do-ar-existem-vozes-voando.html' title='Quando ela me beija...'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2843388821879073369</id><published>2011-01-14T18:16:00.001-08:00</published><updated>2011-01-14T18:21:11.045-08:00</updated><title type='text'>Dirigindo, meu bem, dirigindo pelas estradas abaixo da cintura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passando por ruas desertas, caminhos tão ocos quando um coração solitário, o céu compenetrado derrama seu cetim de afazeres. Todo o espaço do mundo estava ao meu lado, e nesse todo, nesse tudo, era onde queria passar minhas horas de desespero, de felicidade, de sabor, uma mística que falava sobre união, sobre manter-se compenetrado, como uma pápula, como uma semente que germina e prontamente se suicida. Eu estava amando tudo aquilo. O cheiro do seu cabelo, o toque em sua pele macia, o deletério não conjugado. Seus olhos me cercam, me matam; olhos que arrancam os tijolos da minha base e me deixam desmoronar numa frouxidão de nervos, em veias que de tão esticadas se desmancham como farelo de pão. Os ventos falsificados que torneiam os nossos corpos descrevem a necessidade que temos de nos manter estáveis nos duzentos graus, de conjugarmos na loucura, na redundância dos nossos movimentos descompassados. Eu amo estar por baixo e passar as minhas mãos por entre as montanhas esperando que tudo, que tudo, que tudo se arruíne e venha abaixo como um vulcão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2843388821879073369?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2843388821879073369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/01/dirigindo-meu-bem-dirigindo-pelas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2843388821879073369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2843388821879073369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2011/01/dirigindo-meu-bem-dirigindo-pelas.html' title='Dirigindo, meu bem, dirigindo pelas estradas abaixo da cintura'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3450924942581813427</id><published>2010-12-26T10:49:00.000-08:00</published><updated>2010-12-26T10:58:01.428-08:00</updated><title type='text'>Conto - Em algum lugar entre a vigília e o sono</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;O meu bem estava apreensivo, levava-me às pressas, puxava-me pelos braços desejando a minha morte em Si maior. Nas ruas descalças não havia ninguém, morreríamos no silêncio, no segredo da nossa efêmera consumação. A nossa poesia morta era como o esterco que me floria e todas as nossas imperfeições queriam dançar, dançar grudadas, como se fossemos um único ser de corpo enjaulado. A chuva havia terminado; as guimbas de cigarros ainda eram carregadas ao bueiro mais próximo e meus pés irrequietos afogavam-se na passagem da água. E eu só pensava em beijá-la por inteiro. O mundo ao meu lado parecia girar mais rápido devido aos movimentos dos nossos passos apertados, tudo nos pertencia, e o mais importante de tudo era que dentro da imensidão a nossa volta o que mais desejávamos era o deleite de um abraço. A luz fraca do poste perdia sua grandeza diante do gigante Málaga, que piscava seus olhos no charme da noite que nos acolhia. Sua porta estava escorada no silêncio, no segredo, de casais que procuravam o refúgio daquele lugar para se amar as escondidas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Queríamos um quarto para pernoitar, e dormiríamos ali, como imaginávamos antes, abraçados, amando-nos de forma fictícia; contudo saciaríamos o nosso desejo ao recebimento da chave do quarto 203 pela simpática funcionária que nos atendera. Subimos as escadas que se engalfinhavam como caracóis e tudo o que nos fazia algum sentido era o silêncio que emanávamos. Tudo isso poderia ser explicado apenas por uma palavra, um adjetivo, que resumiria toda a apreensão de descobrirmos desnudos por completo. Medo. Medo do que seria a força que nos moveria para frente, a força que nos deitaria um sobre o outro e nos penetraria na colisão de dois corpos, dois ímãs, que nem o trágico ousaria separar. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Os corredores vestidos de sexo e a tentação do vermelho da luz bruxuleante nos atingiam de tal forma que era impossível a nós descrever qualquer plano, qualquer pensamento antes premeditado. Tudo se apagara ao brilho da última porta, e a partir dali tudo seria dirigido, guiado pela libido natural, que naquele momento nos perfurava como uma bala perdida. Entramos devagar, olhamos com admiração onde estávamos e gostamos do que o nosso dinheiro poderia nos conceber. A cama lisa como um mar calmo era definitivamente onde queria morrer afogado.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3450924942581813427?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3450924942581813427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/12/em-algum-lugar-entre-vigilia-e-o-sono.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3450924942581813427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3450924942581813427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/12/em-algum-lugar-entre-vigilia-e-o-sono.html' title='Conto - Em algum lugar entre a vigília e o sono'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3857290539091305838</id><published>2010-12-18T12:02:00.000-08:00</published><updated>2010-12-18T12:08:27.592-08:00</updated><title type='text'>Tipica coisa do sentir-se livre</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Dias de calor, muito calor, olhos cansados, uma maresia inventada e um tanto de mentiras pra alimentar. Sem tempo de ser quem sou, de fazer o que realmente gosto, de alimentar meu vício e minha amarga súplica. Pesadelos me rodeiam, minha cabeça gira e tudo o que desejo é ir pra casa descansar. Sinto saudade das cervejinhas infindas, dos casos que o acaso me trazia e de um beijo molhado durante a noite. Tenho medo de ser assaltado, porém não me privo do gosto que o risco tem a me trazer. Às noites quentes, esporadicamente, vou pra Tijuca, encontrar o que hoje tem sido uma satisfação; levo meus melhores amigos... Conversamos, bebemos, morremos e ressurgimos até um suposto imaginário galo soltar seu forte canto. As ruas entrelaçam-se pelas esquinas e um vento forte me sopra o amanhã. O sábado se derrete de imaginário, na Lapa tudo sugere um novo encontro e mais doses de beijos construídos, uma chegada ao aeroporto e mais pensamentos e constatações em longo prazo. Loucura, insanidade, um pequeno sonho de adolescência se concretiza, estou feliz e feliz por estar assim... Quente como o calor que sugere a verdade erradicada pra fora, um isolamento dos meus dias de cão, um final em grande estilo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3857290539091305838?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3857290539091305838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/12/tipica-coisa-do-sentir-se-livre.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3857290539091305838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3857290539091305838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/12/tipica-coisa-do-sentir-se-livre.html' title='Tipica coisa do sentir-se livre'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1665302433427064433</id><published>2010-12-14T13:41:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T13:42:51.854-08:00</updated><title type='text'>Plush - Stone Temple Pilots - Circo Voador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe frameborder="0" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/EkkhVRDWgFo?fs=1" width="425"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1665302433427064433?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1665302433427064433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/12/plush-stone-temple-pilots-circo-voador.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1665302433427064433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1665302433427064433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/12/plush-stone-temple-pilots-circo-voador.html' title='Plush - Stone Temple Pilots - Circo Voador'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/EkkhVRDWgFo/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-6376826047643155353</id><published>2010-11-27T18:04:00.001-08:00</published><updated>2010-11-27T18:05:24.593-08:00</updated><title type='text'>Embriagando-se com Neruda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Deitado na minha cama as idéias parecem mais descompassadas do que quando estou perto do meu desassossego. É como se a inquietude me possuísse tornando-me um tanto recluso dentro da minha própria cela. Nessas horas acendo cigarros atrás de cigarros, desenterro um licor de tangerina, que mesmo fiz, no fundo do meu armário e começo a contemplar a minha fuga. No jornal, a notícia de que o mundo lá fora se diverte com a encruzilhada de balas desmancha qualquer possibilidade minha de vê-la. Sim, sairia pra qualquer lugar, com tiro ou sem tiro, só pra poder encostar-me em sua camada de açúcar. Vou colocar fogo num ônibus por não poder encontrá-la. Quer maior prova de fidelidade? Não tente entender o que certas pessoas têm na cabeça. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lua está estatelada num céu de mercúrio e se aprumar um pouco meus braços para a direita, talvez, consiga encostar os meus dedos. É com essa imagem de proximidade que penso nela e na vontade de dizer tudo o que vem a minha cabeça. Hoje, tenho com o que sonhar e vender pra quem quiser comprar o meu melhor produto. Acho que é assim que se começa bem disposta à morte de poetas marginais. Talvez precise de Neruda perto de mim pra consolar-me.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-6376826047643155353?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/6376826047643155353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/deitado-na-minha-cama-as-ideias-parecem.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6376826047643155353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6376826047643155353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/deitado-na-minha-cama-as-ideias-parecem.html' title='Embriagando-se com Neruda'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5281510987376293411</id><published>2010-11-21T16:14:00.000-08:00</published><updated>2010-11-21T16:14:25.537-08:00</updated><title type='text'>Todo embrulhado em algodão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria saber como são aquelas notas devorando meus tímpanos, beber do sopro que me eleva e nunca esquecer o beijo que me alimenta. Às vezes, enquanto ando pelas ruas, penso em como seria se esses meus casos não tivessem morrido de morte prematura. Como eu seria hoje? Como agiria? De repente, me lembro que vivo a plenitude dos meus vinte quatro anos e que pensar, agora, não é o que mais tenho feito na minha longa estrada. Mesmo desfrutando de tudo que um homem pode ter, eu sei que sinto um medo muito grande, como se existisse um grande câncer devorando-me por dentro. Cada vez que os segundos mergulham no passado me vejo ainda mais vestido desse medo. Acho que quero abraçar o mundo sem encostar a borda no meu peito. Quero ter tudo e ao mesmo tempo mantê-lo afastado de mim. Ultimamente, tenho pensando mais em mim do que em qualquer coisa, não que eu esteja priorizando apenas o “eu”, mas tenho pensado que sentir-se vivo é o que de mais importante tenho. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5281510987376293411?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5281510987376293411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/todo-embrulhado-em-algodao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5281510987376293411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5281510987376293411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/todo-embrulhado-em-algodao.html' title='Todo embrulhado em algodão'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-6023818738943125254</id><published>2010-11-11T16:22:00.000-08:00</published><updated>2010-11-11T17:19:11.519-08:00</updated><title type='text'>Conto – A segunda mulher de um homem esquecido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;As paredes continuavam encardidas de nós e o chão preso aos cadarços que criamos. Pode-se achar estranho isso, mas realmente parecia que a nossa casa arrebentaria e abriria um abismo entre nós. Eu estava de fato desatando esses “nós” e voava tão alto sobre esse abismo que não me importava em cair. O erro começa sempre depois de suscetíveis acertos e tem hora, convenhamos que fazer as coisas certas é um pé no saco, o meu foi chutado algumas centenas de vezes, só pra esclarecer. Eu tinha dezessete motivos para amá-la e não sobrou um sequer pra fazê-la pensar em como seria bom uma possível volta, sabe como essas coisas são, o tempo vai passando, passando e a nossa cabeça vai ficando cada vez mais orgulhosa. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Tentei inúmeras vezes convencê-la de que foi apenas um deslize, apenas um, mas ela é difícil de convencer do contrário, é irredutível quando se toma uma decisão, principalmente, pra sua vida ou pra sua morte. Supliquei tantas vezes que me perdoasse, surrei tanto minha cabeça contra a parede para fazer que meus miolos se reagrupassem, como uma forma de autopunição, mas nem o sangue, nem a dor de se rachar aquilo que me comanda foi o suficiente para fazê-la reabrir o seu peito. Tudo o que mais queria era o seu perdão, mas era como se tivéssemos caído em uma gravidade horizontal oposta. Sem ela parece que sou metade em tudo e no que se diz respeito às estrelas a minha parece que perdeu a luz e inebriou-se de vazio. Não sinto vergonha de dizer que toda a minha luz provinha dela, mas sinto orgulho de dizer que pequei em não dar o devido valor na hora certa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Parecia um dia tão fútil quanto todos os outros na minha vida, os relógios continuavam batendo seus ponteiros sobre a minha cabeça, enquanto lá fora o mundo atravessava seu corriqueiro caos de pernas e carros. Nada que eu não estivesse prontamente acostumado. Quando mais acho que estou certo sobre algo, mais desesperadamente preciso procurar algo para me amordaçar. Acho que a rotina estava me matando paulatinamente, não estava tão feliz como antigamente, estava tão triste como uma nuvem de chuva em época de estiagem. Eu queria quebrar esses conceitos, esses pudores, queria viver algo novo sem me esquecer de quem de fato eu amava. Suplicava por debaixo dos panos um caso, uma amante, uma coisa que me trouxesse de volta pra casa, para a minha mulher. Era como se Deus tivesse me ouvido e prontamente colocado sua melhor moldura, sua melhor modelagem, em minhas mãos para eu poder brincar e me acostumar com o distante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Sua inteligência, sua astúcia e sua beleza eram coisas que não podiam ser prontamente entendidas, deviam ser devoradas e engolidas a seco. Foi, de fato, o que fiz. Alguma coisa nela, alguma magnitude, alguma coisa que eu não era capaz de resistir, parecia querer me puxar para o fundo daquele seu vestido. Seu cheiro me hipnotizava e seu nome me lembrava nome de pedra preciosa... Não demorou muito para que eu provasse das suas garras, que me deleitasse com elas rasgando minha pele, foi como se sua alma tivesse impregnado na minha.&amp;nbsp; A suntuosidade das suas curvas, o deslize macio da sua pele e a quentura do seu corpo marcou-me muito mais do que uma simples foda. Eu estava amando pela segunda vez a minha própria mulher, amando uma que ela não orgulhava nenhum pouco em ser.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-6023818738943125254?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/6023818738943125254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/conto-segunda-mulher-de-um-homem.html#comment-form' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6023818738943125254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6023818738943125254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/conto-segunda-mulher-de-um-homem.html' title='Conto – A segunda mulher de um homem esquecido'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1549386309782543047</id><published>2010-11-06T13:20:00.000-07:00</published><updated>2010-11-06T14:22:51.591-07:00</updated><title type='text'>Miles Davis' funeral</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se afoga qualquer sentido tudo o que vem a minha cabeça é: - “Como me livrar desse vácuo permanente”? Daquela vez, juro a vocês, eu quase morri afogado e seria capaz de repetir tudo novamente para ir atrás daquela sensação de anestesia na minha pele. Meus carbonos ferviam e minhas proteínas enovelavam-se, tudo parecia me consumir e mesmo sabendo que a morte me habitava e me punha dentro do seu cercado particular, o prazer e os significados da liberdade faziam um significado muito maior do que qualquer outra coisa pra mim. Ela era a melhor droga enquanto nos drogávamos juntos, era como se amá-la levasse os tons para cima e para baixo e toda a melodia tocasse ainda mais rápida. As horas de torpor queimavam conforme as fabulosas velas romanas, e era dessa forma que meu coração alcançava seu próprio término. A superfície que aproxima do fim me proporciona suas intenções e suas saudades; o contato mútuo, a faísca, a combustão e a fuligem... Tudo isso era fácil de encontrar e só podia ser encontrado naquelas horas especiais. Depois de erradicá-la das minhas frases, me senti como os sonetos mortos que leio todos os dias; porém, mesmo assim penso nela, exatamente, na sua última nota soprada nos meus ouvidos, como um saxofone, aquela nota doída que me disse para amá-la para sempre. Meus pulmões não agüentam tanta fumaça.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1549386309782543047?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1549386309782543047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/miles-davis-funeral.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1549386309782543047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1549386309782543047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/miles-davis-funeral.html' title='Miles Davis&apos; funeral'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-7316237715825666035</id><published>2010-11-01T19:26:00.000-07:00</published><updated>2010-11-01T19:26:56.287-07:00</updated><title type='text'>Morangos flambados</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, penso muito no que há por dentro da carne e no que isso remete do lado de fora do cerne dos seres vivos. Eu comeria a minha própria carne se isso fosse condizente com a atmosfera padrão. Nada mais pude crer a não ser na matriz perfeita daquela canção e no quanto estamos errados sobre as coisas que admiramos. Tudo parece querer sangrar no final, seja isso uma verdade ou uma mentira. Tudo se completa e é redundante quando estamos de peito aberto; prefiro viver a minha mentira que viver me enganando com a sua verdade. Tenho tantos sonhos e nenhum deles parece ser propriamente belo para merecer um destaque na prateleira dos intocáveis. Talvez, eu viva na nuvem do último carnaval, querendo, almejando que a súplica de outros seja a única coisa que me baste. Meus olhos correm tanto e a cada jeito que vejo alimento algum tipo de esperança. Dizem que a esperança é a última que morre, mas esqueceram de mencionar que essa mesmo é a primeira a matar. Morro quase todos os dias. Aos poucos tudo o que sou vai esvaindo-se para o ralo e a nova versão da minha atitude posta à mesa. E a cada adjetivo que recebo vou tornando-me outra pessoa, uma distante daquilo que imaginei pra mim. Isso me machuca tanto, num primeiro instante, que chego ao ponto de querer começar do zero, e realmente tentar fazer as coisas de uma melhor maneira, não para mim, mas para quem for. Mas essa não é a minha realidade...! Tudo isso sempre remete ao abandono e nunca a uma entrega.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-7316237715825666035?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/7316237715825666035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/morangos-flambados.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7316237715825666035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7316237715825666035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/11/morangos-flambados.html' title='Morangos flambados'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3977459993080139999</id><published>2010-10-26T15:30:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T14:50:21.336-07:00</updated><title type='text'>Je N'en Connais Pas La Fin</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se existisse alguma coisa no céu que escrevesse sobre permanência leria linha por linha suas regras, ininterruptamente, paulatinamente. À noite parece que cobriu as estrelas com sua capa protetora e nada mais posso esperar além da fumaça que solto de mim. Tudo se resume do nada e esse tudo é o que admiro nesse exato momento; é a solidão enobrecendo o meu espírito. Penso muito no que vai ser daqui pra frente, no quanto o tempo é capaz de curar as feridas e tudo o que surge são promessas.  Não sei o bastante sobre a vida, mas sei o bastante para manter-me vivo. Tenho um lugar, um mundo, entre a multidão e tudo o que queria era jogar todos no lixo com suas falsidades. A solidão é desonesta quando se alcança o outubro e me vejo distante demais pra conseguir pegar com a mão o pouco de sanidade que resta. Isso tudo voa para o olho do furacão e é inalcançável, inacessível; são os resquícios do final do mês escorrendo seus pecados. Quando aquele simples pecado não te enxerga como deveria as mutilações começam pelo peito, e tudo isso faz parte da cabeça, da dança. É como nas distorções, nas luzes lançadas no palco, onde o vermelho camufla todo o ócio enquanto o azul faz a mente girar no ritmo da nova juventude. Eu queria o mar inteiro e tudo o que tenho é um filete de água, um azul, que não me pertence.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt; Tipo Uísque - If You Go&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="344" style="background-image: url(http://i4.ytimg.com/vi/CiRXkhIFN0g/hqdefault.jpg);" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CiRXkhIFN0g?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CiRXkhIFN0g?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3977459993080139999?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3977459993080139999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/je-nen-connais-pas-la-fin.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3977459993080139999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3977459993080139999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/je-nen-connais-pas-la-fin.html' title='Je N&apos;en Connais Pas La Fin'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2815454682603682640</id><published>2010-10-18T16:31:00.000-07:00</published><updated>2010-10-18T18:39:09.487-07:00</updated><title type='text'>Pecando na vontade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não foi dessa vez, provavelmente numa outra ocasião, num tempo de verossímil desamparo e tristeza, no qual necessitava desesperadamente de um abrigo. Eu quase me obriguei a isso, tentei forçar as coisas por detrás de uma cortina que parecia ser segura o bastante para se esconder, se encolher. Necessariamente, não acho que pensar seja sinônimo de compreensão, de sabedoria, isso tudo a meu ver não passa de medo escancarado. O meu problema no geral foi à necessidade de não ter, de estar numa eterna procura sabe-se lá de que. O que pode se considerar uma gigante babaquice. Por cerca de seis meses evitei intimamente os meus amigos, evitei sair com eles e me misturar a um tanto de pessoas que não me traziam nada, só mais tristeza e dor. Confesso que um amigo em especial, às vezes, conseguia me envolver nas suas conversas e me convencia a fazer alguma coisa a seu gosto; e com ele sempre me sentia bem, talvez por me sentir especial ao seu lado. Fiquei com inúmeras mulheres, algumas bem interessantes e outras nem tão interessantes assim. Eu creio que nessa época de desespero sem fim, estava acreditando demais no amor e nas poesias. Pra cada mulher que me envolvi eu escrevia um texto, um conto, mas nunca poesias; talvez por não oferecer o que tanto procuravam ou simplesmente por não ser capaz de fazer uma boa poesia mesmo. Fernando Pessoa sempre foi capaz de me fazer sentir um merda. Nessa época tornei-me amigo de uma grande pessoa e todos os dias nos encontrávamos num bar para conversar sobre livros, filmes, mulheres, imbecilidades e porque não para tomar umas cachacinhas. Eu adorava ler suas poesias, não eram aquelas poesias rebuscadas, eram intensas e sortidas dentro do seu desespero. Agora imagine quando chegávamos à noite já bêbados e discutíamos sobre nossas divergências poéticas? Palavrões cantavam e tapas quase saiam... Mas sempre nos encontrávamos e assim ficávamos presos dentro dessas brigas todo santo dia. Eu acho que por causa dele saí um pouco do sofrimento que estava sentindo, os problemas já não eram tão confusos assim; o tempo foi capaz de cavar a sua própria cova. Sentia-me feliz novamente, arrisquei até algumas poesias ao seu conselho, e ele dizia adorar. Mentiroso. Certo dia ele não apareceu para nosso encontro diário, no seguinte, no seguinte e no seguinte também. Soube por outros que ele quase morreu e que estava internado em uma clínica para alcoólatras. Logo que saiu ele me ligou e marcamos de fazer algo, fomos para o mesmo bar e passamos a tomar coca-cola, não era tão legal como antes, mas mesmo assim me senti feliz, não por mim, mas por estar retribuindo indiretamente a ajuda que ele tanto me deu.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2815454682603682640?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2815454682603682640/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/pecando-na-vontade.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2815454682603682640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2815454682603682640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/pecando-na-vontade.html' title='Pecando na vontade'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3815220441638573577</id><published>2010-10-14T14:18:00.000-07:00</published><updated>2010-10-14T15:41:34.219-07:00</updated><title type='text'>Exibição do quadro da dama</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu tentei parar a chuva para não transbordar a imensidão do mar em nós. O que você ouviu sobre isso? O que você pensou sobre isso? Sei que você chorou e tantas lágrimas não mudaram as coisas, o carrossel continua tocando a música alta em nossos ouvidos. Quando te beijei, beijei sem ter motivo algum, beijei por sentir as poesias que escrevo, por sentir as gavetas postas em seu lugar novamente. Mas nada disso se parece com um raio, nada disso levanta suposições, nada disso é destruidor o bastante. Rabisquei as horas e um tanto de pele que me sobrava e nem o contato mais essencial te trouxe os meus sonetos. Você sabe o quanto não me prendo as regras, as grafias; tudo deveria ser livre como naquilo que sei fazer de melhor, porém nem o meu melhor é o suficiente para encher a puta dos seus olhos. Como estou enfraquecendo não sinto muito isso, você é tudo o que me faz acreditar e amo poder acreditar.  Creio nisso tudo e em um tanto de idiomas que se diz na alma, esse tipo de coisa que você não se interessa nenhum pouco.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3815220441638573577?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3815220441638573577/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/exibicao-do-quadro-da-dama.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3815220441638573577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3815220441638573577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/exibicao-do-quadro-da-dama.html' title='Exibição do quadro da dama'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8759102645586437556</id><published>2010-10-11T19:23:00.000-07:00</published><updated>2010-10-11T19:27:14.350-07:00</updated><title type='text'>Lamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Memórias de um homem esquecido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;- “E se todos os olhos se fechassem na brisa gelada e apenas eu pudesse enxergar”? – “O que enxergaria primeiro”? Na verdade queria saber o tão cego sou agora e quanto não sou capaz de enxergar certas coisas. Um dia me defini como um sujeito atroz, e isso é a mesma coisa do que pisar sobre o fogo esperando que ele se fundisse a mim sem me queimar. Certas características não são propriamente verdades e tão pouco mentiras; é como viver no ar dependurado sobre as nuvens esperando ser empurrado. Há algum tempo atrás fervia idealizações e tantas coisas assim me fazia feliz ou apenas ausente da tristeza. Por muito deixei de sonhar e por tão pouco deixei os detalhes escaparem por entre meus dedos. Hoje vivo a plenitude de qualquer realidade, a que eu quiser pra mim ou a que quiser inventar. E isso é excelente, isso me traz maturidade, me traz experiência e um tanto de aventuras, um tanto de loucura, de insanidade e de atrocidade. Minha pergunta é: - “Quando tudo isso não tiver mais valor o que eu pretendo olhar”? Não tenho aqueles tipos de preocupações casuais de encontrar o amor da minha vida e de ser feliz para sempre. Sou o tipo de pessoa que se apaixona todos os dias e que prefere morrer a viver restritamente uma ânsia coletiva. Se uma pessoa ainda falasse comigo diria que geminiano é um pé no saco. Está aí uma coisa que sinto saudade de ouvir. Às vezes tenho vontade de sair e encher a cara de conhaque, uísque e cerveja, como se já não fizesse isso, e me casar com uma prostituta qualquer. Iria apresentá-la a todos os meus amigos e ainda a levaria na festa de final de ano na casa do meu chefe. Quando me perguntassem como nos conhecemos diria: - “Não me lembro”, - e caso uma dessas pessoas a conhecessem da noite e viesse me dar um “toque”. – “Cara, como você se casa com uma puta dessas”? Eu responderia que havia me casado exatamente por isso. Nunca tive essa distinção ou esse pensamento de saber separar detalhes, de priorizar parênteses de aspas. Eu não morreria por amor, mas seria capaz de matar pra cultivar meu jardim de serenidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Carlos Posada - Lamento&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;object height="344" style="background-image: url(http://i3.ytimg.com/vi/jyrTO56guqQ/hqdefault.jpg);" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/jyrTO56guqQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/jyrTO56guqQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8759102645586437556?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8759102645586437556/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/lamento.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8759102645586437556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8759102645586437556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/lamento.html' title='Lamento'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4652727563714776634</id><published>2010-10-10T16:12:00.000-07:00</published><updated>2010-10-10T16:22:11.608-07:00</updated><title type='text'>Cores de Almodóvar</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Memórias de um homem esquecido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre a mesa tudo o que sobrou foi apenas uma flor artificial e resquícios de pó branco. Cobertores e travesseiros espalhados completam minhas nuvens pretas. Latas de cerveja, sobras de comida, formigas lavando seus pés no açúcar, e um esquadrão de "Gregórios" saindo pelo ralo do banheiro saboreiam a luz entrante do basculante. Eu levanto, cansado de não fazer nada, sem camisa, apenas trajando uma calça xadrez vermelha e preta e me sento no sofá, acendo um cigarro e vejo a mulher sem nome de ontem vestindo-se apressadamente diante dos meus olhos saindo porta a fora. Pra ela faço uma cara de deboche e tento imaginar o que fiz na noite de ontem. Minha barriga ronca, pelo jeito ontem não comi nada a não ser... Enfim, isso só alimenta meu âmago. Na geladeira meia dúzia de frutas podres e um leite mais azedo que limão verde. Evidentemente estava numa ressaca daquelas e esse cheiro de leite azedo quase me fez vomitar. Os dias parecem ter perdido suas cores, nuvens negras estaladas num céu de mercúrio e um tanto de esquizofrenia instalada no ar. Meus pés pareciam mortos em meio a cacos de vidros e meus ouvidos poluídos pelas notas algébricas de um dia tão triste quanto chuvoso.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Às vezes tento encontrar razões pra justificar quais os motivos que me levam a ser assim tão leviano com tudo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4652727563714776634?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4652727563714776634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/cores-de-almodovar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4652727563714776634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4652727563714776634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/cores-de-almodovar.html' title='Cores de Almodóvar'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1336936900808586083</id><published>2010-10-04T17:32:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T17:42:33.246-07:00</updated><title type='text'>Onde o rio flui</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif; font-size: 11pt; line-height: 115%;"&gt;Todo o gosto que poderia sentir encontrei entre aquelas pernas, uma adesão de conhecimento, de estranheza e de uma benevolência experimental. Nada parece fazer sentido quando o sentido está a sua frente mexendo sua franja e te olhando com a meiguice dos bêbados. Nada parece ser forte o suficiente para separar a magnitude do que estava acontecendo; nem chuva, nem relâmpagos e nem ao menos a sua provável amante. &amp;nbsp;Eu tinha na cabeça a sua imagem a vida toda e toda a vida parece ser curta quando estou sentado ao seu lado na mesa de um bar da Lapa aos raios do amanhecer. Entre os muros apertados, entre caminhos rearranjados com mármores do céu das calçadas e com o forte cheiro de amônia proveniente de uma noite regida a fermentação, eu poderia facilmente gritar que me sentia seguro o suficiente pra morrer, ainda mais quando tudo o que mais desejava caminhava no mesmo sentido do meu sangue.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1336936900808586083?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1336936900808586083/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/nas-entrelinhas.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1336936900808586083'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1336936900808586083'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/10/nas-entrelinhas.html' title='Onde o rio flui'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-6213780199382409387</id><published>2010-09-19T10:49:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T10:57:30.191-07:00</updated><title type='text'>Conto - Dançando valsa nos salões do céu</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Os santos jazem com seus braços erguidos na incumbência da prece, as janelas continuam abertas, as plantas continuam mortas no canto abandonado. A televisão ligada foca sua imagem enquanto assimilo o seu ruído de interferência. E eu venho andando, andando... Saindo pela porta a luz se torna negra, funda, e o que me sobra é uma turbidez enquanto desço degrau a degrau a escada. A bicicleta da rua passa, os pássaros tentam cantar, os carros caminham seguindo a turbulência das suas cores que correm apressadas como um tiro: - “Balas de revólver deviam ser coloridas”. O céu grita que vem chuva e a paisagem com nuvens pretas assustam as poeiras. E eu venho andando, andando... Uma voz não me chama a atenção, duas vozes conversam, porém nem a curiosidade é capaz de me fazer parar. O trajeto é o mesmo do atropelado da semana passada, trilhas e trilhas de sangue levam ao final, ao início. As fumaças são gloriosas e eu as respiro, as devoro, puxando pelas minhas guelras abaixo uma característica da natureza que me faz querer ser esse complemento dançando no ar. Na praça, o gramado é verde e as flores amarelas são as mais bonitas pra se compartilhar num sonho. O mar está a minha frente e na areia branca escrevo meu nome: “Nunca tinha feito isso”. Tiro a roupa, fico nu, e contemplo a água gelada tatear meu corpo enquanto o sal penetra minha pele. É pouco tempo, e quero nadar, nadar... Meus amigos estão no bar tomando cerveja e a afeição de felicidade também não se completa. Queria pedir-lhes perdão pelo abandono, por não saber usar o telefone de vez em quando. Tenho tão pouco tempo... Não quero ir embora daqui. Onde estive esse tempo todo que não reparei...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: red;"&gt;St. Vincent - Marrow                       &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;object height="295" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-9prpAv6kvo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-9prpAv6kvo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="480" height="295" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-6213780199382409387?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/6213780199382409387/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/09/conto-dancando-valsa-nos-saloes-do-ceu_19.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6213780199382409387'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6213780199382409387'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/09/conto-dancando-valsa-nos-saloes-do-ceu_19.html' title='Conto - Dançando valsa nos salões do céu'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-9191027756644229825</id><published>2010-09-16T17:33:00.000-07:00</published><updated>2010-09-16T17:33:32.058-07:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Postulei versos calmos sobre água benta e conhaque, e sem querer me vi inundado dentro desse lago de contradições. Às vezes era condecorado com estrelas ofuscantes, noutra suicida de um colapso intermitente de espaços vazios. Quando me imaginei perdido dentro daquela quimera desperdiçada com caprichos e inércia, rotulei minha atitude de leviana.&lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Encostei minha cabeça nesse travesseiro de plumas e me descobri outro homem devido à consciência das reflexões. E assim levantei de manhã, animado por não ter recaído, feliz por não poder mais usá-la... Pego a mesma van e percebo que a cada quilometro que atravesso da minha casa até lá, um sentimento, um pressentimento de que o ontem pode ser hoje desaba sobre mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-9191027756644229825?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/9191027756644229825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/09/blog-post.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/9191027756644229825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/9191027756644229825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/09/blog-post.html' title='...'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8577167302125654074</id><published>2010-09-04T12:02:00.000-07:00</published><updated>2010-09-04T12:43:37.220-07:00</updated><title type='text'>Dentro de qualquer espelho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conheço pessoas importantes, e elas não parecem tão importantes assim quando as conheço, isso ocorre depois de algum tempo. Uma vez, surpreendi-me ao conhecê-la, e sem dar seu merecido valor acabei ignorando seu sorriso. Erro que certamente não cometi na segunda vez que a conheci: -"E o que teria ela demais"? Permaneci anestesiado dentro dessa pergunta por algumas semanas, e acabei descobrindo que pra perguntas sem respostas o tempo não interfere nada na minha vida, nem para acalmar-me. Não sei como certas coisas brotam dentro de mim, não sei como elas florescem, criam galhos; porém, de alguma forma aquilo não poderia acontecer, não comigo, deveria então podar alguns de seus pedaços amorenados sobressaídos de mim. Vê-la todos os dias tornou-me, deixe-me ver, um tanto quanto paranóico, um tanto quanto diferente de mim mesmo dentro de outros dias, a qual jurei, que me reconheceria diante de qualquer espelho. Algo havia mudado em mim, não era mais eu mesmo, era apenas mais humano e mais previsível do que a grande maioria dos desconhecidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8577167302125654074?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8577167302125654074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/09/dentro-de-qualquer-espelho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8577167302125654074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8577167302125654074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/09/dentro-de-qualquer-espelho.html' title='Dentro de qualquer espelho'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-6748422127729418920</id><published>2010-08-27T18:11:00.001-07:00</published><updated>2010-08-27T18:12:43.338-07:00</updated><title type='text'>Magnólia</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria ter formas, criar algumas delas, pra poder digitar aquele sorriso. Não sei exatamente de onde ele surgiu e como conseguiram inventar tamanha imensidão. Têm um espaço vazio, e me parece, de alguma forma, ele ter me completado. De repente descobri que queria aquele sorriso pra mim, acordar e dormir observando-o. Queria sentir nos dias transcorridos de suor sua reprovação, sua felicidade, sua tristeza, sua mágoa; o encontro dos nossos dois sorrisos únicos. Sinto-me mais preenchido quando posso admirá-lo, quando o tempo nos aproxima e posso fazer dela inteira uma grande gargalhada. Sua energia transpira e com seus sais quero fazer da minha água negra um mar, um banho de gostar, molhando nossos conceitos quebrados. Eu te quero penetrando meus poros, refocilando minha pele, fazendo-me ser presencial, obsoleto e intermitentemente uma variação daquilo que mais amo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-tt01qejxl4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/-tt01qejxl4?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-6748422127729418920?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/6748422127729418920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/08/jeff-buckley-last-goodbye_27.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6748422127729418920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6748422127729418920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/08/jeff-buckley-last-goodbye_27.html' title='Magnólia'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3963936120415773056</id><published>2010-08-17T18:17:00.000-07:00</published><updated>2010-08-17T18:17:35.562-07:00</updated><title type='text'>Certa vez</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Certa vez, esperei que me salvassem... Eu sabia que essa probabilidade era remota, mesmo assim arrisquei me expor na rua com uma cartolina gigante escrito “salvem-me”. Igualmente a Aimee Mann, não queria pertencer ao grupo dos esquisitos. Porém, enquanto esperava, surgiu uma voz que me dizia: “Cara, esse é seu grupo, esse é o seu carma”. A verdade é que queria ser notado pela minha excentricidade, pelo meu modo vagaroso de andar, e por saber notar nos sorrisos secretos das pessoas. Aos poucos vamos deixando de ser analfabetos, vamos corrigindo nossos próprios erros, e logo, assim que possível, vamos tornando-nos poetas. Queria ser poeta o tempo todo, fazer poesia igualmente ao meu coração. Quando penso no que posso ser, sempre olho para o chão e, sinto vergonha em dizer que só posso ser isso. Queria que me lessem nas entrelinhas, de forma bilíngüe, que entendessem quais são as coisas que quero dizer quando entrego minhas poesias. Porém, essa é a forma que gozo, que me divirto, muitas vezes, por não ser entendido. Não que seja algo proposital, não penso muito nisso tudo, lembro-me disso, quando me perguntam o que quis dizer com tais adjetivos. E eu respondo-lhe, diretamente: ”Isso é só uma preparação para quando te entregar o eu poeta”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" style="background-image: url(http://i3.ytimg.com/vi/bNbTC6xLVg0/hqdefault.jpg);" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bNbTC6xLVg0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bNbTC6xLVg0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Save me - Aimee Mann&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3963936120415773056?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3963936120415773056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/08/certa-vez_17.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3963936120415773056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3963936120415773056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/08/certa-vez_17.html' title='Certa vez'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1542016223911023884</id><published>2010-08-10T16:27:00.000-07:00</published><updated>2010-08-10T16:45:08.489-07:00</updated><title type='text'>Conto – Versões plastificadas de uma célula.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Algo que escrevi e não recordava&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Todos nascem iguais, isso independe de classe social, religião ou credo. Não importa se é homem ou mulher, somos iguais. Uns nascem em uma relação sexual pelos frutos da paixão, com o incomensurável desejo sustentado pelo laço mais forte, o laço do amor. Outros como eu, nascem de uma relação sustentada pelo nunca mais, como à tormenta do mais revoltoso mar, como se eu fosse um movimento inciso, uma moradia errada para todo o mal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu nunca fui muito bom em biologia, e nem sei por que se estudar tantas células, se a verdade independe delas, e também não sei qual motivo de se citar células e verdades nesse relato, mas de alguma forma procuro respostas entre os vãos da incompreensão de tais fatos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando cheguei a esse mundo, a convicção de que nasci da mesma forma que todas as crianças se fez mais do que evidente pra quem quer que fosse. Todos nascem pelo primor da igualdade, todos nós nascemos pelados, sem dentes e chorando. O que nos diferencia uns dos outros é quando crescemos e nos tornamos uma vida independente, ou seja, viramos a real compreensão dos nossos atos; onde a árvore de uma má criação ganha galhos e revelando-se negra na inclemência do mundo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem foi meu pai? Eu não sei o que posso inventar para deduzi-lo. Não faço a mínima idéia de quem ele tenha sido, mas provavelmente um amante de boteco, sujo e sem escrúpulos. Minha mãe foi uma prostituta, que se encurvava por qualquer mísero tostão, não por necessidade e sim por ser uma delicada apreciadora do sexo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Talvez cada um tenha o futuro que mereça ter, o meu foi feito pela falta de amor, a ternura esquecida naquele verso estranho da mais estranha poesia. Isso foi arrecadando maus sentimentos em mim, foi me juntando traumas e mais traumas, era o desejo da morte no júbilo da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tornei-me um homem frio, sem coração, calculista e desconfiado. O mundo pra mim era feito de plástico, a cor cinza com o rancor da vida tornou-se meu estilo de vida. Isso não é sentido figurado nem nada, eu via o mundo em distorções de polietileno e polipropileno. Árvores secas a massacrar a vida de um homem sem motivo pra viver. Mulheres de plástico pra me julgar covarde, era a vida atrás de uma pergunta qualquer, um mísero sentido apagado de luz, o fervor inexistente de um coração que não irradia sangue e sim óleo diesel.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ludibriar mulheres com juras de amor inexistente, histórias e proezas que eu supostamente tinha passado pelo mundo. Eu era o grande charlatão. Não tinha moradia fixa, subia na minha motocicleta e ia de cidade em cidade, espalhando aos sete ventos minhas ardilosas e plastificadas versões de mim mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu era um freqüentador assíduo de bordéis, era a versão ainda mais nojenta e ordinária que meu pai. Talvez por ter nascido dentro de uma casa de prostituição, me fazia sempre o melhor, o mais esperto, o complemento irregular das verdades supostas. Vivia sempre rodeado por mulheres, sabia compreender suas cabeças, sabia como afeta-las. As palavras eram minhas “piores” armas, o complemento de muitas delas... As benditas frases. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Minha fama foi se propagando. Muitas mulheres por onde passava suicidavam-se, o amor exagerado que as fazia sentir era um balé de passos tristes conduzido pela dependência da minha partida. Mesmo não tendo nada haver com suas mortes, porém era perseguido pela polícia como um inimigo da sociedade cristã, um inimigo público. Procura-se “O colecionador de almas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tornei-me um tipo de Don Juan, um monstro que vaga sugando e colecionando todas as almas em um vidrinho. Nos jornais saiam muitas histórias, como verdadeiras sagas ao meu respeito, o que proporcionava fantasia nas cabeças de todos. Muitos afirmavam convictos que havia feito um pacto com o Diabo, outros afirmavam que eu era o próprio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que não sabia o que estava fazendo, talvez nem seja esse psicopata todo que estejam noticiando. Apenas preciso procurar a parte do quebra-cabeça, o pedaço que seja primordial para acender a fagulha de uma nova emoção. Eu preciso sair dessa sombra, quero... Mas sou fraco.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dia resolvi mudar, pois havia conhecido uma formosa mulher em um bordel, cuja alma não conseguia roubar. Ela tinha grandes e oblíquos olhos como os de Capitu, o que me deu uma verdadeira e diferente sensação de preenchimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Don Juan do novo século havia se aposentado. A certeza fez-se o firmamento para o novo e existencial contorno de minha aura. Enfim entrelacei minha vida em outra, o que é uma forma quase irracional de contentamento. Só faltava-me conquistar a minha Capitu, para despojar a verdadeira essência de ser um novo ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No jornal havia saído à verdadeira face do colecionador de almas, um esboço perfeito do meu rosto. Seria o fim? Por incrível que pareça aquilo foi algo que encantou a minha Capitu, ela finalmente mostrou o que o amor contido nela poderia ser em uma pessoa como eu. Subimos as escadas apavoradamente loucos para desfrutar os prazeres recíprocos do amor, uma inflamação voraz de paixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi-se horas e mais horas, era a noite que se deleitava com as verdades inacabadas de um suplemento quase mágico de uma vida passada. Era o fulgor, éramos uma simbiose... Somos resquícios de fuligem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia seguinte eu descobri que realmente era um tipo de monstro, pois eu havia ido embora, deixado o lado esquerdo da cama, onde o frio se fez por horas quentes. Havia feito mais uma mulher se suicidar, mais uma alma... A melhor delas. A verdade é que nasci diferente, não foi meu pai e nem minha mãe que me tornaram assim, foram minhas células de plástico que se fizeram metástase em um todo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1542016223911023884?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1542016223911023884/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/08/conto-versoes-plastificadas-de-uma.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1542016223911023884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1542016223911023884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/08/conto-versoes-plastificadas-de-uma.html' title='Conto – Versões plastificadas de uma célula.'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-7965185380973958030</id><published>2010-07-31T16:38:00.000-07:00</published><updated>2010-07-31T16:38:40.190-07:00</updated><title type='text'>O futuro da esquerda</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sobre um mar de fúria, onde as promessas, antes engarrafadas, triunfavam o encontro; a certeza de uma existência perdida, ou pelo menos que existiu, deixou sua marca. Eu sou assim, um mar em fúria, e muitas vezes deparo-me com meus sentimentos à deriva em mim. É difícil de assimilar certas coisas, ainda mais quando isso navega pelas suas veias e triunfa sobre seu rio de sangue. Parece que têm algo se infiltrando, algo perdido em mim, alguma coisa que quer revelar-se, e eu sei exatamente como fazê-lo; porém prefiro deixar que isso queime em minha pele. No início, pensei em monitorar seus passos, sentir as marcas de suas sapatilhas, escorar-me sobre suas poesias, e isso talvez fosse um bom plano para enganar-me. Tudo vem de repente, feito um coice, levando-te ao chão, e essa é a sensação que mais gosto. Nunca pensei em voar, pra mim sempre foi esborrachar-se no chão; voar todos voam, mesmo que suas asas estejam podadas ou quando não estão esquecidas no armário. Quantas frases soltas encontrei, sobre voar, sobre nuvem, sobre anjos? Eu quero que você seja certeira, que atire em mim quando achar que for a hora; talvez esse seja o futuro do lado esquerdo: - "Levar um tiro".&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-7965185380973958030?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/7965185380973958030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/07/o-futuro-da-esquerda.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7965185380973958030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7965185380973958030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/07/o-futuro-da-esquerda.html' title='O futuro da esquerda'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2888521225197687381</id><published>2010-07-24T18:39:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T19:44:14.892-07:00</updated><title type='text'>Esboços de um coração embriagado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Trecho de algo muito maior&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderia ser uma noite comum como tantas outras em minha vida, porém aquele clima, aquele jeito torto que encaramos a vida, de certa forma, parece me trazer luz. Sinto-me bem olhando para esquerda, para a direita, um tanto quanto protegido e solto de certos pesos que carrego. A vontade era entregar-me num grande abraço, mas não era necessário, pois antes mesmo de pensar, eles já haviam se entregado a mim. E como é bom sentir-se assim, saber que não precisa fazer nada mais do que ser você para agradar. Os bares na Lapa morrem um a um, como se fossemos seguir um processo evolutivo: - "Nós eramos os assassinos da noite". Um gato passa beirando as janelas, e por alguns minutos ficamos olhando ele entrelaçando-se entre os fios de eletricidade. E olhando o gato notamos, como são bonitinhas aquelas casinhas antigas: " Porra, vamos morar numa dessas casas"? Sim, nós três temos o sonho de morar naqueles cafofos da Lapa. Isso antes de juntarmos dinheiro e irmos juntos para a França, tomar vinho na Praça Clichy, tudo na ilegalidade. Podendo ficar nós três, juntos novamente, dessa vez agora na terra dela, talvez à quatro, pois lhe pedi uma amiga francesa. Mais um bar aniquilado, e assim seguimos, para algum lugar que queira nos abrigar e nós o encontraremos, pois somos incansáveis, sempre o mais interessante do bares; ou seja, o mais sujo. Caminhamos entre a imensidão de lixo, de uma cidade que não quer parar, que não pode esquecer de que está viva um instante. Quase sós, escolhemos as ruas que nos parecem as menos perigosas, e assim seguimos o nosso trajeto beirando a embriaguez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Dedicado a duas pessoas especiais&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2888521225197687381?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2888521225197687381/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/07/e-pode-ser-o-nosso-teto-lapa-o-rio.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2888521225197687381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2888521225197687381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/07/e-pode-ser-o-nosso-teto-lapa-o-rio.html' title='Esboços de um coração embriagado'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5410681522208158433</id><published>2010-07-10T12:22:00.000-07:00</published><updated>2010-07-10T12:22:00.587-07:00</updated><title type='text'>Claves de sol</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu pensei em várias formas, e as formas quando penso criam cores, e o céu tem uma infinidade dessas cores contraditórias. Tudo o que eu queria era sentir, sentir a necessidade de não sentir-me assim. Às vezes, do nada, sinto saudades. E essas saudades são torturantes, são sentimentos quase apagados dentro de mim que voltam a berrar suas claves de sol empenadas. E por onde andaria ela? Senti tão vividamente o corte dentro de mim, aquela nota quase inatingível alcançando-me... Eram seus beijos úmidos, sua língua, sua linguagem; eram seus gemidos ao pé do meu ouvido, eram suas coxas presas entre mim e a parede. Adorava quando ela vinha até mim, e sussurrava: "Amor". Seus abraços comigo eram sempre intensos, e entregues - passei a gostar mais de abraços com ela - vi no abraço, a representação de uma saudade presente, e isso prossegue, hoje, sem esse abraço. Por onde andaria, tal pessoa? Talvez seja o maior dos beijos, o mais concentrado, o com mais sabores... Às vezes, caio em mim, e esse é o maior peso que poderia sentir; nosso movimento uniformemente variado, nosso tempo de queda. Dessa forma imagino o seu retorno, pingando, sangrando sobre mim seu peso, sua forma mais pura.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5410681522208158433?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5410681522208158433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/07/claves-de-sol.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5410681522208158433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5410681522208158433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/07/claves-de-sol.html' title='Claves de sol'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-9158053019998188796</id><published>2010-07-03T12:31:00.000-07:00</published><updated>2010-07-03T12:40:31.045-07:00</updated><title type='text'>Chiaroscuro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/TC-P0neMnGI/AAAAAAAAAQA/WzLUc14nfbk/s1600/pera_chiaroscuro.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: left; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" rw="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/TC-P0neMnGI/AAAAAAAAAQA/WzLUc14nfbk/s320/pera_chiaroscuro.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto escrevo, está anoitecendo e certamente as pessoas já estão a caminho de casa. Outras tão certeiramente, devem passar como fantasmas em minha mente, porém faço um distúrbio na frequência das ondas tentando não imagina-las; e fico decepcionado por saber que elas passaram dentro de mim e nada pude fazer. Prefiro andar e não me importo em saber que dentro de outras veias estou, prefiro passar naquela passarela à noite, onde certamente outras pessoas&amp;nbsp;sentiriam medo de serem assaltadas. E eu não sinto, no máximo sinto o medo de ter que sentir medo daquilo e não reparar que os carros ali em baixo estão soltando luzes turvas, feito vagalumes presos no mesmo sopro de ar, seguindo a trajetória imposta por seus firmamentos, pelo sentimento de que algo importante o aguarda entrar na estação. Então penso: - Estamos de passagem - e assim fico corroendo-me por ser um passageiro também. Muitas vezes, nada surge-me à cabeça, a não ser fumaça, esse é o momento mais lúdico que poderia ter, pois é nesse instante que cuido de mim, que querendo ou não, planejo meus próximos passos. Se tudo fosse uma questão de ter que andar, seria um esquizofrenico proposital, andaria tanto, tanto que feriria meus pés em meio a arames farpados. Lembro-me de que não devo ter medo, mas a verdade que não totalmente se é uma questão de sentir-se na pele e sim uma questão de ser cortado, o que arbitrariamente não deveria ser uma questão coloquial e sim uma questão assumida quando assim ocorresse: "Quer dizer que sou um passageiro"? Então, deixe-me comprar meus bilhetes pra não sei onde.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-9158053019998188796?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/9158053019998188796/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/07/chiaroscuro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/9158053019998188796'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/9158053019998188796'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/07/chiaroscuro.html' title='Chiaroscuro'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/TC-P0neMnGI/AAAAAAAAAQA/WzLUc14nfbk/s72-c/pera_chiaroscuro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1254654758038127569</id><published>2010-06-27T15:26:00.000-07:00</published><updated>2010-06-27T15:26:05.297-07:00</updated><title type='text'>Gosto de Guarda-chuva</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As paredes vão diminuindo enquanto o lodo parece ser a única coisa preocupada comigo. Reconfortante é se esmagar pelas estradas móveis da sua própria percepção de desespero, e se escorar nelas, e ralar sua pele devido à confusão, à agitação, ao pensamento de incapacidade remota. Seria eu mais um inconstante? Acho que a mente me condena, extrai de mim minhas capacidades produtoras, meu alterego de nada, de uma vazia superioridade. Nada passa absolutamente, algo sempre fermenta, se diz alcoólico, denomina-se expansivo e na verdade retrai-se nas horas de desespero, tem medo daquilo que congestiona artérias, que povoa com algodão as partes que estão faltando. Enquanto isso, acende-se cigarros um após outro esperando não ser visto, não ser flagrado, pois se for encontrado será criticado pela inércia, pela má vontade ou simplesmente por ser assim mesmo: "Relaxado". O vento toca meu rosto e assim sinto a sensação da liberdade, meus pêlos tornam-se quimeras e a cada mistério descubro outras coisas para desvendar, e eu sempre tive o sonho de desvendar o horizonte, porém ele é tão distante, tão corrompido de falsas possibilidades que o chão parece-me mais seguro para se machucar. Queria apenas sentir saudades, porém sempre quero algo mais e mais. Acaba que nada disso posso ter, pois a saudade me condenou em outras estações e sobre o "algo a mais" nunca soube qual era seu verdadeiro significado, talvez não devesse me preocupar com suas soletrações, devesse escreve-lo de trás pra frente, escreve-lo errado, pois assim que me sinto na maioria das vezes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1254654758038127569?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1254654758038127569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/gosto-de-guarda-chuva.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1254654758038127569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1254654758038127569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/gosto-de-guarda-chuva.html' title='Gosto de Guarda-chuva'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4993984668186262036</id><published>2010-06-21T18:27:00.000-07:00</published><updated>2010-06-21T18:32:35.296-07:00</updated><title type='text'>Macelas amarelas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu dia se faz diante de uma janela quase sempre empoeirada. Olho o mundo de fora sabendo que estou do lado de fora também e isso me remete no pensamento de quantas pessoas existem nas ruas, umas seguindo o mesmo caminho que eu, e as outras procurando suas próprias nuvens: “Quantas linhas se cruzando em bases de concreto”. Eu vejo o Cristo da mesma forma que vejo aquela pobre alma de rua vagando, enrolada a um cobertor, à procura de algo que sacie seu vício. Depois de algum tempo você se torna absolutamente cego pra esse tipo de coisa, talvez seja a normalidade não tão natural assim do nosso cotidiano. O dia estava feio de manhã cedo, tempo chuvoso, mas nada mais acentuado quanto o cinza dentro de mim; acho que quando os raios de sol tocam a pele essas coisas vão embora, evaporam-se em forma de suor. Definitivamente não queria mais olhar o Cristo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes, penso nela e nas suas macelas amarelas, e isso faz o tempo passar mais rápido, faz-me esquecer do círculo de gotas de veneno que caem das minhas nuvens particulares, e acaba que não vejo as horas correrem. Pensamentos também tem pernas e os meus correm atrás dela, mas ela parece querer fugir... talvez sua mente tenha afundado, naufragado, tenha se tornado tão surda quanto uma pedra debaixo d'água. Eu grito seu nome e ela não me ouve mais. Seu pensamento se ligou a algo mais próximo, numa conexão mais perto do seu peito. E isso faz chover, o dia não é tão belo assim, sinto a cada dia um pedacinho de mim saindo de dentro dela; sou farelo e meus pedaços não podem ser encaixados, pois eles se desfazem com a água. Queria eu ver por onde seus pés passam, por quais estradas de terra se encontram suas pegadas, pois o meu desejo é&amp;nbsp;deixar o meu desenho nessa terra molhada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4993984668186262036?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4993984668186262036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/meu-dia-se-faz-diante-de-uma-janela.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4993984668186262036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4993984668186262036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/meu-dia-se-faz-diante-de-uma-janela.html' title='Macelas amarelas'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1120981525013465989</id><published>2010-06-16T14:43:00.000-07:00</published><updated>2010-06-16T19:36:53.611-07:00</updated><title type='text'>As pessoas não podem ser assim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Às vezes tenho vontade de abandonar tudo, tenho mesmo. Não me importa o quanto valioso seja ou o quanto hei de me arrepender, abandono e pronto!&amp;nbsp; Acho que dessa vez enfiei-me num lugar bem diferente, bem canibal; acho até que estou num mato cheio de onças de jaleco, lendo seus livros prediletos: Lehninger... Não, pessoas não podem ser assim. Eu fico olhando as onças que do nada falam alemão: “Den Mund halten”, eu penso. Nossa, pessoas não podem ser assim. Eu sou doente? Acho que sim, mas tem gente mais louca do que eu nesse mundo. E como tem...! Eu tenho, mas não quero ler o Lehninger.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1120981525013465989?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1120981525013465989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/as-pessoas-nao-podem-ser-assim.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1120981525013465989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1120981525013465989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/as-pessoas-nao-podem-ser-assim.html' title='As pessoas não podem ser assim'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1043326676833650804</id><published>2010-06-08T14:48:00.000-07:00</published><updated>2010-06-08T14:48:33.886-07:00</updated><title type='text'>Perpétua</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem pólvora nas cortinas e sêmen escorrendo pelas paredes. O corpo entrega-se, perpetua-se na correnteza de lábios, é o instinto, o canibalismo excêntrico, a profundeza de um poço com lodo em suas bordas... Eu gosto de escorregar, de patinar sobre o gelo fino, de rolar sobre aquelas folhas caídas que um dia você irá me mostrar. O sabor da língua desconhecida ao som das cervejas e o cruzar dos braços sobre o pescoço é bom, porém falso. E isso nos magoa não é? São corpos que tento te encontrar, são bocas que tento encontrar o seu encaixe perfeito; são nossos fracassos constantes, e isso é demais pra nós dois, serve apenas para nos afirmar cada vez mais e mais. E pra que? Quero a sua particularidade, como creio que você também queira a minha... Sua imagem moldada com esquadros em minha cabeça é o que anda me satisfazendo, acariciando o que um dia foi tão arredio e machista. A sensação do dia do toque, do estalar dos seus lábios se faz intenso em mim, o assobio das suas palavras reais, o seu canto sulista, suas reverberações e seu espirro freqüente. Quero isso pra mim! O vazio não nos cabe, não fala a nossa língua, queremos mesmo é ir à procura do encontro, atravessar estados, entender sotaques e poesias pingadas no nosso próprio chão... E nesse chão é onde eu quero me despir, ficar variavelmente nu de certos conceitos e práticas. Entrega. Talvez a palavra seja essa, seja límpida como a cachoeira que percorre por entre as quimeras das suas imperfeições, é onde quero fazer minhas acrobacias, dar meu melhor mergulho e ir tão fundo em ti que meu afogamento contextualiza-nos. E isso não é acidental, é previsto, é revisando, não é homicídio, e sim o suicídio construído com pedras talhadas, com cristais romboédricos; no âmago, no cerne das conjunturas da sua visão enviesada por uma janela qualquer... E isso perpetua em nós... O encontro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1043326676833650804?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1043326676833650804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/perpetua.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1043326676833650804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1043326676833650804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/perpetua.html' title='Perpétua'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3887561428469365185</id><published>2010-06-03T15:32:00.000-07:00</published><updated>2010-06-03T15:32:04.068-07:00</updated><title type='text'>Alvará de soltura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do ar existem vozes, voando, vagando notas desconhecidas. Talvez nem sejam tão desconhecidas assim, apenas esquecidas tamanha à vontade por uma única. Todas as outras soam baixas e imperceptíveis pra mim, e isso não é auto-suficiência, pois pra isso eu deveria ser sozinho e isso não sou. Tenho o zumbido que caminha ao meu lado configurando suas canções antropofágicas, e isso me faz esquecer do mundo e o mundo não é nada se não existe tais corpos-cancionais... Essas são as cordas que quero pestanejar, fazer o acorde saudoso da gaita e dos abraços no luzir da lua cheia. E essa canção me salva da selvageria, me salva da correria de uma cidade tão grande como meu umbigo. Escutar tal voz me faz querer dar passos um após outro, e assim me fazer correr tão decidido ao seu encontro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3887561428469365185?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3887561428469365185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/alvara-de-soltura.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3887561428469365185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3887561428469365185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/06/alvara-de-soltura.html' title='Alvará de soltura'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4784264111636682520</id><published>2010-05-28T16:11:00.000-07:00</published><updated>2010-05-28T16:11:09.022-07:00</updated><title type='text'>Sangrando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu antes sentia dor por não saber qual o seu significado. Sentia dor por não ter mais a fé cega de uma criança. Sentia dor por não acreditar e eu amo acreditar. Sentia dor por não saber dar um abraço apertado. Sentia dor por não saber projetar os versos que eu plantei. Sentia dor por descobrir que o céu havia morrido e que estava sangrando. Sentia dor por achar que a terra camufla centenas de verdades. Sentia dor por descobrir que havia perdido minha dor e ainda não me acostumei com a sua ausência. Sinto dor por saber que de todas as minhas dores tenho uma preferida...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Saudade ferve em nós quando ensaiamos algo em movimento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4784264111636682520?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4784264111636682520/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/sangrando.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4784264111636682520'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4784264111636682520'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/sangrando.html' title='Sangrando'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1666734320445988602</id><published>2010-05-21T20:18:00.001-07:00</published><updated>2010-05-21T20:18:55.915-07:00</updated><title type='text'>Aroma de café e pele lilás</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por favor, não morra...! Traga consigo a lenha, e o veneno para alimentarmos as cobras. Dê valor a areia, deixe-a cair, deixe-a fazer o nosso alimento, pois da sua queda tiramos o aprendizado do infinito e a permanência da nossa reinvenção constante. Eu sinto você e sua presença ática deslizando pela minha pele; e às vezes sinto a sua pétala escorar, sangrar sua essência desconhecida sobre o oxigênio mesquinho que eu respiro. Quero me embriagar pelas margens do seu rio santo, beber o vinho que seu corpo produz, e dançar além das árvores estateladas a nossa versão mística do encontro, da chuva e dos gozos. Por favor, não me deixe morrer, a nossa construção independe da distância, independe da razão de olhos distorcidos e incrédulos: “Vamos dançar”? Pois acho que encontrei minha companheira de dança.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1666734320445988602?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1666734320445988602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/aroma-de-cafe-e-pele-lilas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1666734320445988602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1666734320445988602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/aroma-de-cafe-e-pele-lilas.html' title='Aroma de café e pele lilás'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8786355620527937875</id><published>2010-05-18T21:20:00.000-07:00</published><updated>2010-05-18T21:20:55.614-07:00</updated><title type='text'>In somma</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vendo as suas fotos notei a sutileza da essência congelada, a receptividade da ternura do seu abraço inventado, e a doçura da sua fragrância inusitada descendo pelas minhas guelras. Seu sorriso é assim, me faz querer parar e ser tão imóvel quanto à fotografia: “Talvez pra vivermos o mesmo plano, a mesma realidade ou somente a espera daquilo que se faz voraz dentro de nós suturar”. Eu quero ser o cachecol que enrola o seu pescoço, o cheiro do xampu que circula pelos seus cabelos, quero ser a outra metade da fotografia que está faltando. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8786355620527937875?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8786355620527937875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/in-somma.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8786355620527937875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8786355620527937875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/in-somma.html' title='In somma'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2653900298970143895</id><published>2010-05-14T20:49:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T20:49:24.929-07:00</updated><title type='text'>Lua</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu plantei meia-dúzia de palavras em meu peito, vesti suas frases experimentadas no ardor e me senti acolhido ao ponto de não querer tirá-las mais. Eu lacei-a entre o céu estrelado e não há nada no mundo capaz de roubá-la de mim. Ah sim, minha Lua de pele clara, de um suntuoso sorriso e de olhos castanhos tão fundos que mal consigo encostar os meus pensamentos. Perto dela não vejo, não ouço, apenas exalo sua essência, seu início, meio e fim. Isso não deveria de forma alguma se chamar amor de tão irreconhecível, de tão desconhecido... Poderia se chamar universo, pois jamais o conhecerei por inteiro, poderia se chamar abismo, pois me atiro ao seu encontro. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2653900298970143895?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2653900298970143895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/lua.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2653900298970143895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2653900298970143895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/lua.html' title='Lua'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1161700209286983115</id><published>2010-05-10T21:28:00.000-07:00</published><updated>2010-05-10T22:03:31.888-07:00</updated><title type='text'>O dia em que faremos contato</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venha pra mim como uma bala, e acerte-me no peito enquanto eu estiver atravessando a Presidente Vargas... Finja que vai me matar, encene seu balé dentro de mim, e faça meu coração sangrar com seu salto alto. Posso sentir você oxidando meu corpo, abrindo meus poros tão fechados e fazendo parte do contexto, do roteiro que o livro descambou pra nós. Sinto o metal escaldando, e os vestígios de pólvora estourando meus fragmentos de músculos... E isso é calor... São as ondas me cobrindo da noite escura. Os baleados têm pressa, mesmo morrendo o pensamento permanece em sentido extático. Agora estou anestesiado; um torpor, uma vertigem que permanece tão fundo em mim que considero-me sua cápsula protetora... Venha pra mim como uma bala, e acerte-me no peito enquanto eu estiver atravessando a Presidente Vargas... Finja que vai me matar, finja apenas, por favor, estou confiando em você.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1161700209286983115?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1161700209286983115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/o-dia-em-que-faremos-contato.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1161700209286983115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1161700209286983115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/o-dia-em-que-faremos-contato.html' title='O dia em que faremos contato'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3173367544997139296</id><published>2010-05-08T11:48:00.000-07:00</published><updated>2010-05-08T11:48:02.027-07:00</updated><title type='text'>Paz na solidão</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A madrugada vive no tenor dos seus olhos, na vontade e no desejo da descoberta, do insaciável parágrafo do seu rosto. Nada posso pensar nessa semana sem ser ela, pois meu desejo é senti-la no calor do seu abraço de três braços. Eu quero nadar onde seu corpo habita, quero remar onde o desconhecido revela-se usando sua máscara de carnaval. Sua beleza é composta e, sabe bem ela que seu reflexo no espelho tem vida, e isso, de fato, é um pedaço que admira... Queria trocar o sol que me traz luz, pela neblina e o frio que se faz o seu ambiente, trocaria sem ao menos pensar, sem ao menos lembrar-me do que foi feito do meu passado. Sobre ela nada mais posso escrever, seria um abuso da minha parte, pois não conheço adjetivos para isso.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3173367544997139296?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3173367544997139296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/paz-na-solidao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3173367544997139296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3173367544997139296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/paz-na-solidao.html' title='Paz na solidão'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4429461762299428448</id><published>2010-05-02T16:01:00.000-07:00</published><updated>2010-05-02T16:16:24.781-07:00</updated><title type='text'>Canto do Equador</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Pra mim obscenidade é a guerra!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corri meus olhos sobre aquela pequena mulher e pensei inúmeras formas de lhe dizer o que sentia. Queria fazer da sua pele meu cobertor de células de cetim, enxergar-lhe por dentro das suas calças de couro e sentir o tinir dos seus lábios estalando... Sim, como queria. Uma menina que aos poucos coloca esses pensamentos dentro da minha cabeça, não pode passar-se despercebida, ainda mais por olhos tão certos e maduros como os meus. Não posso imaginar ninguém mais do que ela para estar comigo, para dormir comigo: “pelo menos naquele instante momento”. Ela tem uma beleza distinta das muitas variedades que costumo encontrar, e não só por ter uma complexidade que se diz incompreendida, mas também pela forma aprazível do seu rosto e das suas coxas. Sinto no fundo da minha maldade, no poço sem fim da minha canalhice que ela quer algo comigo também, sem colocar pontos ou vírgulas. Eu vi dentro dos seus olhos lúbricos, o interesse e a vontade dela em me descobrir. Ficava admirando-me enquanto eu falava sobre Henry Miller; e notoriamente a necessidade que ela tinha em fazer-se um conto meu. Poderia facilmente escrever dez páginas apenas descrevendo-a, apenas beijando o seu pescoço. Sua bebida favorita era vodka, não que ela tenha me dito, mas por sempre voltar do bar com uma dose pendurada em seus braços. Bebia como um passarinho, bicando com elegância, embriagando-se de forma homeopática. Não devia ter muito mais do que dezoito anos, isso era certo, pois estava no início da sua faculdade de literatura. Entre uma bicada e outra em sua vodka, recitava pra mim trechos de “Romeo e Julieta” como não poderia ser diferente. Achei tudo formidável, pois sua voz nasceu para Shakespeare e para cantar-me aos ouvidos. Seus pés surpreendentemente começaram a roçar nas minhas pernas e ainda tão mais eram seus olhos compenetrados em mim, tudo parecia não ter mais importância para nós; o que era para ser acabou sendo ligado diretamente na fonte, e nossos carbonos estavam agora eclodidos, sem existir sequer palavra para descrever nosso composto orgânico desmantelado... Estávamos, de fato, em uma combustão. Segurei-lhe as mãos, mordi-lhe a orelha e sussurrei: “Vou ao banheiro, siga-me”. Sem deixá-la responder, levantei-me e segui meu caminho ao banheiro do bar. Alguns segundos depois; ouço quatro batidas fortes na porta. Destranquei o trinco e a abri para ver se era realmente quem eu estava pensando que fosse. Sim, era ela, e estava toda possuída de seus atributos femininos, com seus cabelos caindo sobre o rosto; deixando-a ainda mais irresistível e suntuosa em sua beleza incandescente. Ela empurrou-me de volta ao banheiro com uma das suas mãos em meu peito, seu olhar parecia sedento, e sôfrego de um desejo que iniciou-se entre as suas pernas. Sutilmente, ela fechou a porta com as costas e ficou parada fitando-me; seu corpo parecia gritar meu nome, como se fosse um engodo, como se quisesse descambar a lua até nós. Fui até seu encontro, segurei uma das suas pernas e enrolei-a em minha cintura, acariciei seu rosto mansamente enquanto fechava diante de mim os seus olhos: “Estava condenada, ao seu gosto, à sua entrega”. Nossos lábios como conseqüência foram suturados na presença de um beijo, foram encaixados no feitiço incompreensível que nos cercava. Minhas mãos percorriam a sua cintura, caminhavam pelas suas coxas sóbrias, e derretiam-se pela sua vulva de fina pele de flor. Levantei a blusa e toquei-lhe os seios, seus gemidos explodiam nos meus ouvidos, misturados a um ranger de dentes; e sua voz pedia-me mansamente para sugá-la, logo, de uma vez. Beijei seus mamilos róseos, passei minha língua entre as formosas curvas dos seus seios e segurei-a bem forte pelo cabelo enquanto ela se ajoelhava à minha frente. Desabotoou minha calça e tomou o meu pau em suas mãos puras, e com uma destreza, uma perícia que jamais eu havia sentido, colocou-o em torno de sua boca, em seus lábios, apenas para provocar-me, para depois, finalmente chupar-me até o talo. Ergui-a em cima da pia, retirei sua calça e toquei suas pernas nuas, alisei-a em meio a alguns apertões enquanto ela transava-se em torno de mim; apertava-me como se não quisesse mais deixar-me fugir. Ela esprimia meu rosto sobre os seus seios e sem fazer sequer força, com a naturalidade dos amantes, penetrei-a tão vividamente que senti a quentura do seu interior mais profundo; aveludado e acolhedor é seu intimo, afetuoso e justo, como certamente havia imaginado. Meu corpo oscilava no encontro do seu. Nossos corpos ficaram unidos em meio a movimentos peristálticos tão elaborados e ensaiados. O meu amor próprio prevalecia-se daquele contato com a sua pele; e seus risos de prazer cantavam as notas presas dentro do seu útero. Nossos olhos fecharam-se, estávamos tão cegos como uma lâmpada queimada. Dentro de nós eclodiu o desejo de saciar-se, de gozar, de terminarmos o que havíamos prontamente começado, e que velozmente, no acelerar de nossos movimentos, se resumiria a vozes tão dissonantes e lânguidas; com o espasmo do seu corpo e a certeza da realização de um conto seu.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4429461762299428448?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4429461762299428448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/canto-do-equador.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4429461762299428448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4429461762299428448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/05/canto-do-equador.html' title='Canto do Equador'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-6378935122698696283</id><published>2010-04-29T20:07:00.001-07:00</published><updated>2010-04-29T20:07:35.433-07:00</updated><title type='text'>Ninguém</title><content type='html'>Ninguém ontem veio até mim &lt;br /&gt;E tão só quanto eu&lt;br /&gt;Sentou-se ao meu lado para conversar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém ninguém ontem nada podia dizer.&lt;br /&gt;Talvez, como eu, estava tão refocilado na lama,&lt;br /&gt;Que sua voz sumira devido à tristeza tão lúbrica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se faz meu sósia. &lt;br /&gt;Ambigüidade desesperada de olhos diáfanos e solitários,&lt;br /&gt;Permanência tipicamente nua,&lt;br /&gt;Porém vestida de verdades compridas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se finge de morto&lt;br /&gt;Sua voz transparente,&lt;br /&gt;Em mim só vem a acrescentar&lt;br /&gt;Uma nova versão líquida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém me consola&lt;br /&gt;Por isso a amizade escancarada na testa&lt;br /&gt;Eu não consolo ninguém&lt;br /&gt;Por isso somos unha e carne&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-6378935122698696283?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/6378935122698696283/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/ninguem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6378935122698696283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6378935122698696283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/ninguem.html' title='Ninguém'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8233743218258572391</id><published>2010-04-26T20:09:00.000-07:00</published><updated>2010-04-26T21:12:29.219-07:00</updated><title type='text'>Egonizando</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Em mim tudo antes era festim! Jorrava em minhas veias tão finas o vinho para fervilhar e alimentar minha alma: “Um calor ausente de suas faculdades descritivas”. Tudo resumia-se há confetes e serpentinas. Hoje sou ocioso como um sapo a coaxar numa noite sem estrelas, e nada pretendo ser mais do que isso. Sobre o valor da sinceridade afirmo: “nada mais serei”! Tem algo que me puxa pelas pernas; algo tão repugnante que sequer tem a coragem de retirar a máscara do seu rosto. Eu estou exposto ao mar e tão instintivamente como qualquer um tento salvar-me da fúria turbulenta das ondas. Bato meus membros sobre a água, canso-me, e sinto a escassez das energias saindo, voando, pelos meus poros. No início acreditei piamente que conseguiria chegar a algum lugar, e consequentemente recobraria a consciência daquilo que antes me fazia sobrevivente. Porém, há muito tempo atrás, senão me engano, eu investi cegamente num princípio tão baixo de condenação... Eu havia, de fato, estrangulado a felicidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8233743218258572391?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8233743218258572391/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/egonizando.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8233743218258572391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8233743218258572391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/egonizando.html' title='Egonizando'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5679013096286241724</id><published>2010-04-24T12:35:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T16:45:22.951-07:00</updated><title type='text'>Conjecturas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À noite sento, olho ao redor, no meu eixo de quimeras e enganos ao vento, ao frio, ao relento. Não sou bem vindo, apenas observado com olhos e veias tão esticadas. O que faz de mim ruim e pecaminoso? Sim, posso imaginar... Minhas verdades tão subliminares, sem importância a olhos tão certos de si. Mentiras então, por que não? Seja como for, eu me desarmei há muito tempo. Se lhes disser a verdade serei vilão, se lhes disser mentiras serei expulso do meu próprio eixo, e se fizer o certo serei o herói mais triste do mundo. Tristeza não me parece o mais correto, o mais lúdico dos afazeres. Pois bem, matem-me da maneira mais cruel, talvez mereça mesmo ser cortado, fatiado; porém jamais engula-me, porque vão ter uma azia insuportável. Sei, e muito bem por sinal, que não sou o mais simples dos seres humanos e nem o mais fácil de se lidar sobre qualquer coisa. Infelizmente, tenho a resposta de tudo, mesmo que soe como uma grande idiotice. Como diz o Leandro pro Sérgio: Você quer porfiar com uma faca, logo, com um samurai. Dessa forma nada posso ser, se não isso, um cancro no coração de quem me ama!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5679013096286241724?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5679013096286241724/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/conjecturas.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5679013096286241724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5679013096286241724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/conjecturas.html' title='Conjecturas'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-6024219127851877146</id><published>2010-04-21T21:01:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T21:01:50.015-07:00</updated><title type='text'>Manhã roubada</title><content type='html'>A sensação permanece&lt;br /&gt;Como luz, como adorno&lt;br /&gt;E, hoje tudo tão vívido&lt;br /&gt;Que nada pretendo esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu corpo&lt;br /&gt;Seu copo&lt;br /&gt;Silenciosas águas perfurantes&lt;br /&gt;A sensação de inacabado em mim se faz com fastio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queria eu ser reservatório &lt;br /&gt;Queria ser fuligem&lt;br /&gt;Ter fome de estômago, &lt;br /&gt;Pois saciar-te-ia por completo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precipitação em seu leito fluvial&lt;br /&gt;Verdade cortada...&lt;br /&gt;O que serei pra você? &lt;br /&gt;O que serei por você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bobo, dramático, &lt;br /&gt;Falsidade largada,&lt;br /&gt;Verdade engolida à ferro &lt;br /&gt;Oceano vazio ou só fogo morto...?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-6024219127851877146?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/6024219127851877146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/manha-roubada.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6024219127851877146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6024219127851877146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/manha-roubada.html' title='Manhã roubada'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5736092087060898068</id><published>2010-04-19T20:44:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T20:58:10.503-07:00</updated><title type='text'>Falta-me Lua</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu queria postar algo, porém não estou conseguindo. Nada me vem à cabeça, nada sequer passa do lado de fora. Falta-me lua. Falta-me muita lua mesmo. Eu até tenho escrito alguma coisa, mas não sinto muita vontade de postá-lo Pra falar a verdade, é um único texto que percorre pela minha cabeça há uns seis meses, uma seqüência de acontecimentos que vão se seguindo, que vão criando uma lógica pelo menos pra mim... Não que eu tenha medo de postar, pois ainda tenho tanta maluquice, tanta doideira, tanta sexualidade, tantas coisas que ainda não aconteceram pra relatar que ainda não me sinto pronto totalmente... Não que tudo que eu escreva seja verídico, pois não é. Hoje andei relendo tudo desde a primeira página, tem tantas coisas pra consertar, são tantas frases que quero mudar, tantas ideais que acabaram antes da hora. Fora a revisão que enche a porra do meu saco... Eu juro que não sei o que fazer realmente com essa montoeira de papel. Tem texto pra tudo quanto é lado; tem salvo no computador, tem escrito a mão no caderno do Mickey, tem escrito na parede do meu quarto, fora os pendurados no mural e os que eu escrevi no armário do meu quarto. Tem tanta coisa dentro de mim que eu necessito esvaziar... Digo que isso, nada mais é que minha súplica diária. Não que eu escreva bem, pois sei que não escrevo. E muito menos que o texto seja bom... Pois não é! Hoje eu juntei todo esse texto e vou levar para o Sérgio dar uma olhada, uma sugestão, uma crítica, um puxão de orelha. Ele que quis ler... tá fudido. Comprei até uma porra de um fichário. Amanhã vai ser um dia de muitas cervejas, e muita discussão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“O meu mundo não é como o dos outros, quero demais, exijo demais; há em mim uma sede de infinito, uma angústia constante que eu nem mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa; sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde está, que tem saudade… sei lá de quê”!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;em&gt;Florbela Espanca&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5736092087060898068?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5736092087060898068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/falta-me-lua.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5736092087060898068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5736092087060898068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/falta-me-lua.html' title='Falta-me Lua'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-7066806781552543104</id><published>2010-04-14T20:14:00.000-07:00</published><updated>2010-04-14T20:16:05.993-07:00</updated><title type='text'>Corredor de Praças</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O céu daquela noite era escuro, mas escuro do que normalmente estava habituado, um céu recém-nascido, carregado de uma beleza afoita para amanhecer. Enquanto o mundo dormia, certas reflexões feitas de acaso criam formas, como se estivessem preparando a sua irreal, mas compreensiva surpresa. O céu de nuvens espessas, ao mesmo tempo tão escuro se fazia revelador, bastou-me apenas erguer os meus olhos, que logo me vi obrigado a perguntar: onde eu estive esse tempo todo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sim, eu sou invejoso. Não ao ponto de desejar o mal a ninguém, longe disso. Mas sabe aqueles dias em que você sai, e senta no banco da praça e fica admirado em ver as criancinhas correndo pelo infinito gramado, sem nenhum tipo de preocupação, sem a cobrança de ter sempre algo muito mais do que revelador? - Queria eu ser assim. Uma criança. Um corredor de praças.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-7066806781552543104?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/7066806781552543104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/tons-de-amerelo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7066806781552543104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7066806781552543104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/tons-de-amerelo.html' title='Corredor de Praças'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3649933636133505810</id><published>2010-04-07T20:52:00.000-07:00</published><updated>2010-04-07T20:52:26.760-07:00</updated><title type='text'>Alice</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Para as mulheres&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alice é uma pessoa de idealizações, cheia delas. Mesmo sendo tão transparente, sua vida se resume a palavras... É um conjunto de palavras em formato itálico, mesmo tombando, mesmo caindo pra direita, seguram-se, equilibram-se, sem jamais cair. Ela nunca pensa em desistir de si, mesmo sendo assim, se vê culpada em todo tipo de situação, e se martiriza por isso. &lt;em&gt;Carinho, amor, doce e arredio&lt;/em&gt;. Se manifesta dessa forma, é a junção dessas quatro palavras; assim em itálico, sempre tombando pra direita. Suas idealizações, seus sonhos, são basicamente iguais a de qualquer pessoa. No final das contas Alice é a descrição perfeita, é a própria personificação do sonho. Jamais cai, ela só não gosta de sempre ter que recomeçar. Mergulha de cabeça quando se interessa por algo, e se culpa quando as situações se diferem dos seus sonhos. Ela gosta do prático, do simples; mas adora complicar tudo. Coloca seus questionamentos, e seus pontos de vista em situações que não merecem tal complicação. Gosta é da intensidade e de viver tudo como se fosse o último dia. Adora ouvir, adora conversar, só não aceita as críticas alheias. Ama a música, vive sempre dentro de uma canção, vive permanentemente na freqüência de sua imaturidade, dentro do seu jeito de eterna menina.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início de nossa relação, eu achei que ela se parecia muito comigo, mas acabei notando que nossos valores se diferem, não de uma forma prejudicial; longe disso. Mas vejo Alice em cores, cores essas muito fortes e muito intensas. Quando sinto seu cheiro, penso que estou em um jardim, com flores amarelas, vermelhas e roxas. Vejo abelhas, em seus banhos de néctar, sinto as folhas das árvores com sua leveza caindo, caindo, caindo, mergulhando sem resistência sobre o meu abraço. Alice procura a felicidade como quem procura a própria vida. Perde seu tempo procurando, se perdendo dentro de suas idéias. Ela faz de si mesma uma moradia de tantos outros casos; morde e absorve os impactos, e consente, consente e se entrega com um sorriso. Sua armadilha é seduzir, seu sonho é permanecer, intacta, inviolável; até quando lhe for conveniente trocar a permanência por seu sinônimo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3649933636133505810?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3649933636133505810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/alice.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3649933636133505810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3649933636133505810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/alice.html' title='Alice'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5456483998783936493</id><published>2010-04-04T19:39:00.000-07:00</published><updated>2010-04-04T19:39:04.036-07:00</updated><title type='text'>Conto – A Casa Pré-Fabricada</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com seu corpo estirado no chão: “chão esse que lhe parecia um tapete borbulhando de um fervor rubro”, nada lhe parecia distante, tão diferente das situações que lhe ocorrem ontem, ou anteontem, não se sabe ao certo... No seu tapete tudo se criava; suas idéias e reverberações de destaque e alegorias. Não sabia ele nada sobre a vida, mas ali no pseudo-tapete, era possível, bem possível que germinassem sementes, que brotassem árvores assim tão frutíferas. Esse era o seu espaço de dimensões restritas, de comprimento e largura que pra ele poderiam ser maiores do que qualquer teoria, do que qualquer outra medida. Sim, ele podia deleitar-se ali jogado, crucificado no mar de um tapete que parecia sua casa com paredes de vidro. Sentia-se feliz por ter seu espaço: “espaço esse infinito que não cabia mais ninguém”, só ele. Ali parecia seu lugar de silêncio, de maestria, onde as notas titubeavam para um sono profundo e eficaz. Muitas vezes procurou um sentido lógico, porém esse sempre inatingível, ininteligível percurso. Nada no mundo parece melhor do que aquele espaço, nenhum lugar é tão reconfortante e sossegado, ao seu entendimento, para estar-se morto. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5456483998783936493?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5456483998783936493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/conto-casa-pre-fabricada.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5456483998783936493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5456483998783936493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/04/conto-casa-pre-fabricada.html' title='Conto – A Casa Pré-Fabricada'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5222017189896268852</id><published>2010-03-31T21:27:00.000-07:00</published><updated>2010-03-31T21:27:23.761-07:00</updated><title type='text'>Conto – Canções Dentro da Noite Escura</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela despiu-se, ficou inteiramente nua, sim, intensamente nua. Olhava-a com olhos de cão faminto, tentando, buscando quais as melhores respostas para me fazer entender a silhueta do seu corpo. Meu cigarro queima, queima e, a fumaça sobe assim distorcendo meus olhos, lacrimejando-os, fazendo com que eu não a veja ou que assim acreditasse. Mas enxergava, a enxergava bem, mesmo estando por trás das cortinas de fumaça, e de todo o clima que nos cercava. Eu queria crer, tentei por minutos entender seu corpo, sua voluptuosidade, e as idéias que ali pairavam esquecidas. Mas não, não existia nada que eu pudesse fazer, tudo tão distante de mim naquele momento, que preferi fazer os cálculos da sua beleza... Só somatórios. Ela caminhou em minha direção, caminhou não, gingou, bailou com suas pernas de bailarina. Ahhh sim, que belas pernas por sinal, carne macia as das suas coxas, carne assim de primeira, carne nobre. Eu permaneci assim sentado à beira da cama, tragando compulsivamente meu cigarro tão infinito, tão pecaminoso. Uísque, cadê o uísque? Sim, peguei-o, eu queria fazer o meu clima: “vamos esquecer o verão, pulemos diretamente para o outono”. Por que uísque barato e cigarro combinam tão bem com sexo? Não sei, não sei nem por que estou pensando nisso agora, e por que penso uma porrada de coisas assim do nada. Minha cuca pede socorro, eu peço alarme, peço alarde. Ela arrepiou meus cabelos com suas mãos, puxou-os com moléstia, com força, porém de forma carinhosa. Olhei-a bem nos olhos, fitei-a enquanto seu rosto aproximava-se, ela me beijou. Beijo bom, encaixado, ensaiado, apaziguado, fresco; nem tão molhado, nem tão seco, nem tão cheio, nem tão vazio. Perfeito, se é que isso existe. Ela tirou minha camisa, jogou-a em cima do ventilador e puxou-me de volta, de volta para o castigo que seu olhar oferecia. Empurrou-me, deixando-me de forma tão estirada na cama, de forma tão rendida. As mulheres são suficientes, querem sempre ir ao fundo de tudo, espremendo-nos, retirando o último caldo de nós. Pois bem, ela ficou por cima de mim prendendo-me no meio de suas pernas. Eu estava agora de coleiras. Toquei-lhe o seio com suas reverberações inexplicáveis com uma das mãos. Abri os braços sobre a cama, estava sendo crucificado, como um dia Cristo foi. Ela me beijou, passou sua língua sutilmente em meu rosto, e foi descendo, descendo pelo meu queixo, pescoço, peito e abdômen. Eu segurava-lhe pelos cabelos com força, quase que os arrancando, enquanto ela dedilhava suas notas sobre o meu pau. Com a minha outra mão levei o cigarro à boca, aspirava a fumaça enquanto a fazia transpirar. Eu olhava o teto enquanto ela divertia-se abrindo o fecho ecler da minha calça; olhava quase inerte, as estrelas de plástico ali coladas, estrelas de formas e tamanhos distintos que brilhavam, luziam&amp;nbsp;no escuro. Tão escuro mesmo ficou quando amanheceu e eu tive que partir...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Um dia eu termino&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5222017189896268852?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5222017189896268852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/conto-cancoes-dentro-da-noite-escura.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5222017189896268852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5222017189896268852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/conto-cancoes-dentro-da-noite-escura.html' title='Conto – Canções Dentro da Noite Escura'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5708847868977777180</id><published>2010-03-30T20:48:00.000-07:00</published><updated>2010-03-30T20:48:25.735-07:00</updated><title type='text'>A tão sonhada bicicleta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu permanecia assim: confuso, delirante, morto, vivo, estacionado, subversivo, eloqüente, incapaz, enclausurado, libertino, ultrapassado, transfigurado...! Enquanto definhava-me em adjetivos, Viviane começou acariciar o meu rosto, sossegando o meu espírito arredio. Ela tem esse poder sobre mim, de acalmar-me. Seus olhos líquidos são penetrantes, são confortantes... Fiquei olhando pra ela, diretamente nos seus olhos castanhos, olhava-a diretamente no berço da sua alma. Viviane é doce, é madura, e segura de si, é a mulher que eu procurava nos meus dias, nas minhas noites delirantes e febris. A mulher que eu sonhava na frente do espelho, a mulher que me fazia mais homem no sentido de reinventar-me cada vez melhor, cada vez mais sadio, cada vez com menos palavras. Beijei-lhe o rosto, como se deixasse um pedaço meu ali, como se me despedisse...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5708847868977777180?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5708847868977777180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/tao-sonhada-bicicleta.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5708847868977777180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5708847868977777180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/tao-sonhada-bicicleta.html' title='A tão sonhada bicicleta'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-6235267423728564895</id><published>2010-03-28T17:11:00.000-07:00</published><updated>2010-03-28T21:48:39.964-07:00</updated><title type='text'>Verde limão</title><content type='html'>Sobre as minhas costas &lt;br /&gt;Carrego o céu e um tanto do inferno.&lt;br /&gt;Dentro das idéias perdidas, feito água escura,&lt;br /&gt;Cometo suicídio sem ao menos me ver &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos delírios que não sei admitir &lt;br /&gt;Transformo-te em quimera.&lt;br /&gt;Contraste de preto em fundo preto&lt;br /&gt;De dois olhos se apagando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espremo-te &lt;br /&gt;Feito limão verde&lt;br /&gt;Tiro o suco de ti, desviriginando-te&lt;br /&gt;Como quem está morrendo pela seca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então assim enveneno-me&lt;br /&gt;Então assim morro...&lt;br /&gt;Pela vontade própria&lt;br /&gt;De um desejo que se quer impróprio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo mole como uma boneca de pano&lt;br /&gt;Desfalecendo-se dos miolos&lt;br /&gt;Da mente,&lt;br /&gt;E de um entulho de coisas que não sei explicar... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o mar&lt;br /&gt;Sobre o mal&lt;br /&gt;Sobre o sexo&lt;br /&gt;E sobre mim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-6235267423728564895?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/6235267423728564895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/verde-limao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6235267423728564895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6235267423728564895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/verde-limao.html' title='Verde limão'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8851515393662063506</id><published>2010-03-25T21:22:00.000-07:00</published><updated>2010-03-25T21:24:05.078-07:00</updated><title type='text'>Mais um "Hey"</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Como eu não tinha nada pra fazer nessa madrugada, acabei revirando uns textos meus e encontrei isso... Foi um e-mail que mandei&amp;nbsp;respondendo Maria Alice, uma amiga minha Virginiana Ferrenha. Achei engraçado e decidi posta-lo. Os erros dele achei melhor mantê-los, pois assim fica mais informal e mais pessoal.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hey&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Opa, o bom é que estamos mergulhados entre as nossas próprias “porras”. É tanta excitação que pra porra sair é só uma conseqüência dos nossos atos. Rs...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu estou bem, continuo a mesma merda molenga de sempre, talvez eu esteja tentando encontrar o meu espaço, porém cada vez mais eu acho que vivo numa parte diferente do mundo. Como se eu fosse ou visse algo que as pessoas não vêem ou não se importam o suficiente. Talvez eu enfatize muito o “Eu” e fico falando essas bobeiras todas... É como se eu fosse um planeta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois é, Maria, eu sei como você se sente! Eu lembro que no início da nossa “relação” achava-mos que éramos quase iguais. Nossos pensamentos batiam muito, e talvez por isso, estamos juntos, preservados naquilo que chamamos de amizade. Eu te entendo, acho que você me entende também e isso talvez seja um ponto a nosso favor. Em questão a ligação, eu estou morrendo de saudades da sua voz, porém já não sei mais que horas você está em casa ou que horas te ligar... Isso acaba criando um empecilho, eu também não quero te incomodar como os meus blá, blá, blás... Você agora é uma mulher ocupada. Rs...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fico feliz que você tenha a mesma sensação que eu quando leio seus e-mails. Olha, eu fui quarta-feira ao Rio fazer a matricula da pós-graduação. As aulas começarão em Abril caso abra uma turma; ou seja, que tenha um mínimo necessário de alunos, o que é uma grande merda! Já estou meio bolado com isso. Sempre as coisas pra mim são um grande dilema. Eu acho isso um saco!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu sou muito parecido com você nessa parada de chutar o balde, sempre quero fazer isso. Mas sei lá meu bem, insista nas coisas que o grande prêmio já está a sua espera, nada nessa vida é em vão. Tudo tem um motivo e um por que. Basta apenas procurarmos as perguntas certas, pra vivermos uma vida tentando achar uma droga de resposta. Frustrante!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse Rio de Janeiro é apavorante pra mim. Não em termos de violência, não em termos de transito, mas sim, onde é que eu vou me enfiar dessa vez... Tudo muito grande, muito tentador, muito acelerado nesse tal de Rio de janeiro. O engraçado é que todos vêem o Rio como a parada, como um meio de salvação, como meio de independência e, eu pelo contrário vejo o Rio como um local de condenação. Vou acabar me enfiando no breu dessa cidade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porra, você é foda, escreve pra caralho e fica assim toda melindrosa, toda achando que não escreve bem... Deveria como jornalista se enfiar nesse meio, quem sabe virar uma escritora. Acho que tem talento o suficiente para isso, basta apenas escrever o que transborda dentro de você, que as coisas saem naturalmente. Tem que perder esse medo e esse senso crítico particular. Bundona!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se fosse um tempo atrás, eu poderia até achar que fosse pra mim isso que você escreveu, poderia até fantasiar algo inexistente, poderia até sentir uma pseudo-felicidade. Mas o tempo me fez desencanar a respeito disso, me fez desencanar pra uma porrada de coisas... Eu sempre achei que eu fantasiasse demais, porém algo, mas precisamente na terça-feira, fez cair esse meu conceito. Sérgio sempre lê as coisas que escrevo, ele está lendo agora o que eu escrevi, ele acha horrível, faz uma cara... Não sabe nem mentir aquele viado. Rs. Ele me diz que tenho que fantasiar mais, inventar coisas. Deve ser porque eu disse que estou escrevendo coisas reais, e não curto inventar coisas, ainda mais sobre mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então chega dessa merda. Cansei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8851515393662063506?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8851515393662063506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/mais-um-hey.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8851515393662063506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8851515393662063506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/mais-um-hey.html' title='Mais um &quot;Hey&quot;'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3988293932415374920</id><published>2010-03-23T22:18:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T22:09:40.163-07:00</updated><title type='text'>Atire no geminiano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia eu vi um sorriso. Eu sempre adoro sorrisos. Fiquei imaginado o que há por dentro dele, e qual seria o seu segredo. Ah sim, adoro o sorriso de uma mulher. Andei um tempo sumido de mim, porém continuo sumido dos outros... Eu sou assim difícil de conquistar às vezes, difícil até mesmo quando sou conquistado. Como diz Sérgio: “Falta-te Lua”, falta-me mesmo. Talvez, precise ver mais um sorriso igual ao do outro dia que mencionei. Isso sim é conquistar, é ter vontade por algo distante. É curiosidade aguçada... &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevendo meus manuscritos intermináveis, saiu de mim a seguinte frase: “Pensar em mim é o que congestiona todo o resto”. Eu nunca estive tão certo sobre mim. Mas e aquele sorriso? O que faço com ele? Eu só sei o que ele fez comigo. Descongestionou-me: “mesmo que por um instante”. Tão lindo e tão distante. Não quero pensar no tão impossível, prefiro pensar no tão distante. É torturante saber que existe o seu sorriso, e que ele anda, que ele é capaz de respirar. Dilacerante é imaginar que um sorriso pode abraçar, pode beijar. Queria eu ganhar esses tons seus... Verde, azul, vermelho e amarelo, por que não?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3988293932415374920?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3988293932415374920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/atire-no-geminiano.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3988293932415374920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3988293932415374920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/atire-no-geminiano.html' title='Atire no geminiano'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-5419638823069496966</id><published>2010-03-22T21:23:00.000-07:00</published><updated>2010-03-22T21:23:51.675-07:00</updated><title type='text'>Vontade</title><content type='html'>Há um tempo atrás eu descobri que não tenho nome&lt;br /&gt;Só tenho vontade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade dos seus olhos&lt;br /&gt;Vontade do seu sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um tempo atrás eu me descobri&lt;br /&gt;No mesmo tempo que você reinventava-me &lt;br /&gt;Cada vez com menos palavras&lt;br /&gt;Cada vez com menos nome&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o brilho repouso-me, &lt;br /&gt;Com o breu durmo,&lt;br /&gt;Pasmado...&lt;br /&gt;Com os pés descalços sobre a terra seca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua aura,&lt;br /&gt;Diante da altura dos planetas&lt;br /&gt;Cintila...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A freqüência quebrada pela fragrância.&lt;br /&gt;Uma aspiração mecanizada&lt;br /&gt;Dentro de um sentido falso que achei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faço com as perguntas sem respostas,&lt;br /&gt;Enfio no bolso?&lt;br /&gt;Pois pra mim você sabe ou deveria saber...&lt;br /&gt;Que isso não é uma coisa qualquer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-5419638823069496966?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/5419638823069496966/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/vontade.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5419638823069496966'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/5419638823069496966'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/vontade.html' title='Vontade'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-117392937416807528</id><published>2010-03-18T07:51:00.001-07:00</published><updated>2010-03-18T07:51:16.834-07:00</updated><title type='text'>Conseqüência da pele</title><content type='html'>Depois de ontem&lt;br /&gt;Comecei a me sentir tão entre parênteses&lt;br /&gt;Tão sublinhado no termo de minhas emoções&lt;br /&gt;Que comecei a me sentir um mar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão aparentemente desesperado&lt;br /&gt;Tão subliminarmente grifado,&lt;br /&gt;Tão por assim dizer... Afogado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sinal das árvores que ao sol irradiam&lt;br /&gt;Como trovoadas e metáforas não escolhidas&lt;br /&gt;Um torpor,&lt;br /&gt;Uma vertigem e um sono&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não há um sol nesse meio-dia&lt;br /&gt;Existe um sol ainda não escolhido&lt;br /&gt;De permanência irrefutável&lt;br /&gt;De grandeza infinita...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como conseqüência da pele&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-117392937416807528?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/117392937416807528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/consequencia-da-pele.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/117392937416807528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/117392937416807528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/consequencia-da-pele.html' title='Conseqüência da pele'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4005824337957873788</id><published>2010-03-14T21:51:00.000-07:00</published><updated>2010-03-14T21:52:05.810-07:00</updated><title type='text'>Se o inferno são os outros, eu já não sei mais o que sentir...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabe como é se sentir a cem quilômetros por hora? Pois assim que estava me sentindo, como se meu corpo estivesse acelerado enquanto todo o resto passava lento, vagaroso, com uma vontade de encostar-se em um sofá e dormir sem ao menos retirar os sapatos. O mundo estava com sono e eu alinhavado em um quesito de tensões de minhas células, de neurônios, de opiniões que não iriam levar-me a lugar nenhum, apenas afogar-me. Idéias que pairavam no ar, idéias desgovernadas que iam se perdendo devido à velocidade e a falta senso. Pensamentos que vagam, viajam não com o intuito de chegar a um ponto preciso, mas a tantos outros pontos; que devido à aceleração pode se considerar um ato de suicídio, não só da mente, mas também do subsidiário, do terceirizado e defectível corpo. Não sei quando começou ou quando vai começar a revolução. Só sei que dentro de mim existe uma guerra; não uma batalha com soldados, mas uma batalha feita de idealistas e seus ideais... Um combate de tuberculosos. Pois bem, morre dentro de mim milhares de poetas por dia. Dizem que assim se faz um homem, o que é uma grande mentira. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4005824337957873788?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4005824337957873788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/se-o-infernos-sao-os-outros-eu-ja-nao.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4005824337957873788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4005824337957873788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/03/se-o-infernos-sao-os-outros-eu-ja-nao.html' title='Se o inferno são os outros, eu já não sei mais o que sentir...'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-60787340569072527</id><published>2010-02-21T15:32:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T15:32:16.311-08:00</updated><title type='text'>Linha do Equador - 1° parte</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro do ar apago as vozes como quem não quer encarar as notas. Dentro do gelo apago o frio como se isso não fosse muito importante. Mas a verdade é que caio e, se pudesse apagaria o tombo também. Não me recordo o que foi feito de mim, mas se pudesse o apagaria como quem apaga o próprio texto. Eu respiro porra, eu respiro... E me perco dentro dos emaranhados dos meus próprios laços, dentro dos labirintos da minha casa de sapê. Talvez seja recesso de espírito, falta de combatividade; mas pode também ser tempo, sim, tempo de espera, tempo de reabastecer. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Afogou-se a vontade, afogou-se o critério e eu contínuo aqui, queimando como uma tocha e meia de outros desejos. Sou o âmbar de luz e faísca que conserva dentro de si um tanto de outras estrofes, de tantos outros “causos”. E aquele sonho? Aquele mesmo que jurei que havia me matado? O vento? Sim, carregou-o para respirar outros ares, outros corpos. Nossos sonhos são impermeáveis, são líquidos imiscíveis de conflitos e de redenções esporádicas. Sopro forte, arrancou de mim, arrancou das minhas glândulas secas... Pra que forçar tanto a memória? Apagar, sim, por que não consigo apagar isso também...?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mentiras e verdades recheadas de deletérios descem pelas minhas guelras, acotovelando-se, atirando-me de volta daquele precipício. Por que minhas verdades tem o mesmo peso das minhas mentiras? É dessa forma que congelo-me, apagando-me assim sucessivamente, paulatinamente... Não sei se existiu um ponto forte, mas o lado fraco certamente rompeu-se e eis que a espinha dorsal de tudo isso só poderia ser... Só poderia mesmo. Pensar em mim congestiona todo o resto e, o mundo atrasa enquanto mantenho-me firme dentro da primavera de um espelho partido. Eu me anulo cortando meus pulsos, eu esmiúço-me caracterizando um outro fato, uma outra sucessão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dos males “concerto-me” ajeitando a cabeça enquanto a reclusão de sentido vaga sobre a catarata que há em mim. Não há um corretivo, apenas uma verdade escamada, uma verdade preferida servindo como interlúdio, como fuligem a se desfazer com um sopro qualquer. Com os outros lados, vejo-me em quadrado: por que meus lados são tão iguais, tão perfeitinhos, tão simétricos...? Ah, sim, condenação quadrática de paredes umedecidas, de paredes surradas por tantos golpes repetitivos, tantos infortúnios, tantas quimeras... Tantas outras canções.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meu abraço sussurra, enquanto meu beijo queima como flâmula. Eu suavizo porra, eu suavizo... Não da maneira correta, mas de forma autêntica, inviolável e questionável. O limite em mim foi demarcado com uma linha. Meu peito foi cortado, dividindo meus pontos ardorosos, mapeando-me assim como a geografia do desfalque das roupas, com a silhueta do imperfeito, do defectível; marcando-me com uma linha imaginária como na teoria da Linha do Equador. Por onde começar não imagino, mas eu sou o infinito e não tenho fim, minto, não vejo um final propriamente quando baseio em mim ou no que eu posso fazer. Dentro do limite sou ilimitado de erros, ilimitado de abandonos e de sucessivas coisas que partem de dentro para fora, de fora para dentro. Não sei como pode ou como explicar que não sou tão bondoso como julgam-me ser, porém existem coisas como calor latente e dentro dele pareço revelar-me, não para os outros, mas para mim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-60787340569072527?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/60787340569072527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/02/linha-do-equador-1-parte.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/60787340569072527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/60787340569072527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/02/linha-do-equador-1-parte.html' title='Linha do Equador - 1° parte'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4665689474932412141</id><published>2010-02-16T11:25:00.000-08:00</published><updated>2010-02-16T11:25:18.816-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>Do alto onde me encontro, &lt;br /&gt;As estrelas se confundem com as luzes da cidade,&lt;br /&gt;Tudo é sempre tão artificial,&lt;br /&gt;Como meu coração...&lt;br /&gt;Tudo o que foi deixado é o que eu escondo,&lt;br /&gt;Como se eu fosse jovem.&lt;br /&gt;Lamúrias guardadas,&lt;br /&gt;Como versos bem escritos,&lt;br /&gt;Meu desejo é atirar-me para poetizar-me em você.&lt;br /&gt;Contemplo a solidão com o único intuito,&lt;br /&gt;De ter mais tempo pra pensar em você,&lt;br /&gt;Se eu bebo o vinho é pra poder rir,&lt;br /&gt;E parar naquele instante, no relaxar do meu sorriso,&lt;br /&gt;Contemplando-te em câmera lenta.&lt;br /&gt;Ver que meu amor não é uma loucura,&lt;br /&gt;É um sentimento guardado e economizado pela vida.&lt;br /&gt;Pois não me deixe chorar em uma tarde de sábado,&lt;br /&gt;Vamos recordar nossas emoções,&lt;br /&gt;Nosso primeiro abraço,&lt;br /&gt;Fazendo do amanhã um outro dia,&lt;br /&gt;e que a nossa madrugada percorra um outro longo caminho.&lt;br /&gt;Nós queimamos no chão,&lt;br /&gt;Ardemos,&lt;br /&gt;Não tenha medo,&lt;br /&gt;Junte os cacos despedaçados,&lt;br /&gt;E siga a próxima estrela, &lt;br /&gt;que eu me aproximarei outras duas vezes...&lt;br /&gt;Ainda mais atrasado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4665689474932412141?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4665689474932412141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/02/blog-post_16.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4665689474932412141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4665689474932412141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/02/blog-post_16.html' title='...'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-8660031872327102664</id><published>2010-02-01T18:11:00.003-08:00</published><updated>2010-02-01T18:11:17.602-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fico leve, leve como uma pluma, e meu passo se torna mais firme, mais calmo, mais uniforme. Que bela noite! As estrelas brilhando tão luminosamente, tão serenamente, tão longinquamente. Não precisamente caçoando de mim, mas lembrando-me a futilidade de tudo. Quem é você, jovem, para estar falando da terra, de reduzir coisas a pedacinhos? Jovem, nós estamos aqui penduradas há milhões e bilhões de anos. Nós vimos tudo, todas as coisas, e ainda brilhamos pacificamente toda noite, iluminamos o caminho, serenamos o coração. Olhe ao seu redor, jovem, veja como tudo é quieto e bonito. Está vendo, mesmo o lixo caído na sarjeta parece bonito esta noite. Apanhe a pequena folha de couve, segure-a delicadamente em sua mão. Curvo-me e apanho a folha de couve caída na sarjeta. Parece-me absolutamente nova, um universo inteiro em si própria. Parto um pequeno pedaço e examino-o. Ainda um universo. Ainda indescritivelmente belo e misterioso. Tenho quase vergonha de jogá-la de novo na sarjeta. Abaixo-me e coloco-a delicadamente entre outros restos. Fico muito pensativo, muito, muito calmo. Amo todos no mundo. Sei que em um lugar qualquer neste momento há uma mulher esperando por mim e basta eu prosseguir muito calmamente, muito delicadamente, muito vagarosamente, para chegar até ela. Estará em pé em uma esquina talvez e quando eu chegar ao alcance de sua vista me reconhecerá – imediatamente. Creio nisso, portanto que Deus me ajude! Creio que tudo é justo e ordenado. Minha casa? Ora, é o mundo - o mundo inteiro! Em qualquer lugar eu estou em casa, só que antes não sabia disso. Mas agora sei. Não há mais linha fronteiriça. Nunca houve linha fronteiriça: eu é que a criei. Caminho vagarosa e beaticamente pelas ruas. As amadas ruas. Onde todos caminham e todos sofrem sem dar demonstração. Quando paro e me encosto em um poste para acender um cigarro até mesmo o poste parece amistoso. Não é uma coisa de ferro – é uma criação da mente humana, modelada de certa maneira, torcida e formada por mão humanas, soprada com sopro humano, colocada por mãos e pés humanos. Viro-me e esfrego a mão sobre a superfície de ferro. Parece quase falar-me. É um poste humano. É de casa, como a folha de couve, como as meias rasgadas, como o colchão, como a pia da cozinha. Tudo permanece de certa maneira em certo lugar, como nossa mente permanece em relação a Deus. O mundo, em sua substância visível e tangível, é um mapa do nosso amor. Não Deus, mas vida é amor. Amor, amor, amor. E no meio mais central de tudo caminha este jovem, eu mesmo, que não é outro senão Guilherme Canedo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-8660031872327102664?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/8660031872327102664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/02/blog-post.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8660031872327102664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/8660031872327102664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/02/blog-post.html' title='...'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-6070500001079455012</id><published>2010-01-30T09:34:00.000-08:00</published><updated>2010-01-30T09:37:30.573-08:00</updated><title type='text'>Um bar, Uma foto e muitas cervejas depois.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S2RtOXdJiZI/AAAAAAAAAMY/-IMcLbcqdZw/s1600-h/uiuiuiuiuiuuiui.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" kt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S2RtOXdJiZI/AAAAAAAAAMY/-IMcLbcqdZw/s400/uiuiuiuiuiuuiui.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Uma imagem ou mil palavras?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-6070500001079455012?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/6070500001079455012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/um-bar-algumas-cervejas-e-uma-bela-foto.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6070500001079455012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6070500001079455012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/um-bar-algumas-cervejas-e-uma-bela-foto.html' title='Um bar, Uma foto e muitas cervejas depois.'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S2RtOXdJiZI/AAAAAAAAAMY/-IMcLbcqdZw/s72-c/uiuiuiuiuiuuiui.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-6242336119452506518</id><published>2010-01-27T18:45:00.000-08:00</published><updated>2010-01-27T18:50:42.282-08:00</updated><title type='text'>Joãozinho e Mariazinha</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando teve consciência do que fazia, seus dedos já haviam apertado o botão do porteiro eletrônico. Não conhecia aquele prédio nem ninguém que morasse ali. Também não conhecia a rua e se acontecesse algo, como um policial perguntar o-que-fazia-ali-àquela-hora, não saberia responder. Sabia que era noite, que era domingo, e não estava sequer um pouco bêbado. Sabia também que não sentia nada especial, nem mesmo uma vaga vontade de aventura. Mas soube disso tudo muito tarde, pois seus dedos (uns dedos um tanto grossos e meio avermelhados que, vistos agora, pareciam estranhamente independentes) já haviam apertado o botão, e sua voz (uma voz também estranhamente independente, também grossa e como que avermelhada pelo frio) perguntava:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— A Maria está?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— É ela mesma — ouviu a voz feminina e sorridente saindo distorcida pelos orifícios do aparelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi só no elevador, apertando o botão do sétimo andar, que lhe ocorreu que não conhecia nenhuma Maria (conhecia muitas Marias, mas nenhuma em especial), que poderia não ter entrado, não ter aberto a porta do elevador, não ter apertado o botão. Mas novamente era muito tarde. O elevador subia, a fórmica amarela doendo um pouco nos olhos. Quando abriu a porta, uma réstia de luz no corredor orientou-o até o apartamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, ainda então, poderia ter voltado. Da mesma forma que os dedos e a voz, agora eram suas pernas, independentes, carregando-o para a porta e para a mulher que o cumprimentava sorrindo:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Boa noite — ele disse. E antes de poder conter-se: — Eu sou amigo do Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Paulo? — (Mas ele também não conhecia nenhum Paulo, ou conhecia vários, como todo mundo, nenhum em especial.) — Claro, o Paulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E como vai ele?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mulher se afastou para que entrasse. Havia um abajur aceso a um canto, um sofá de plástico avermelhado imitando couro, duas poltronas iguais, uma mesinha com cinzeiros e nenhum quadro nas paredes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Vai bem, vai muito bem. — A voz continuava dizendo coisas que ele não pretendia dizer. — Passou no exame, está muito contente. — Viu as cortinas um pouco encardidas e, além delas, o bloco de edifícios tapando a visão. Acrescentou: — Está até pensando em trocar o carro por um mais novo, deste ano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Que ótimo — a mulher sorriu novamente. — Não quer sentar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele sentou numa das poltronas. O plástico frio. Agora controlava os gestos, cruzando as pernas devagar e olhando a mulher pela primeira vez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Devia ter um pouco mais de trinta anos. Talvez seja uma espécie de puta de classe, pensou, acostumada a receber visitas a esta hora. Tirou com cuidado o maço de cigarros do bolso do casaco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Fuma?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela apanhou um cigarro. Ele remexeu nos bolsos à procura de fósforos. Não encontrou. Ela apanhou sorrindo (sorria muito) um enorme isqueiro de acrílico roxo transparente de cima da mesinha e acendeu os dois cigarros, primeiro o dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Acho que é muito tarde — ele disse.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Você tem horas?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela tornou a sorrir, olhando os próprios pulsos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu também não. Faz uns cinco anos que deixei de usar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Achava neurotizante demais, nunca conseguia ficar num lugar muito tempo, sempre querendo saber se era muito tarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele fez um movimento para a frente com o tronco, estendeu o braço para bater a cinza do cigarro. Ela se adiantou e empurrou o cinzeiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois sentou-se à frente dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Agora peguei uma certa prática — continuou. — Esteja onde estiver, seja que hora for, sou sempre capaz de adivinhar. Quer ver?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele fez que sim com a cabeça, querendo achar divertido. Grave, ela fechou os olhos, fingindo concentração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Meia-noite e vinte.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Pode ser — ele disse. — Não tem como confirmar?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Só ligando o rádio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele pensou que ela fosse levantar para apanhar o rádio (devia haver um, provavelmente de pilhas). Mas ela não se moveu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu tinha vontade de ter um daqueles rádios com relógio junto, você conhece?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele fez que não com a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— É assim: você coloca o despertador para uma determinada hora e escolhe uma rádio. Aí, na hora que você escolheu, em vez de o despertador fazer trrrrrriiiiiimmmm!, o rádio liga automaticamente e começa a tocar música.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Deve ser bom.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— É maravilhoso. Mas pode coincidir justamente com uma propaganda, aí não é tão bom assim. Mas acho que tem umas rádios que só tocam música, não é?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não sei. Nunca ouço rádio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu também não. Queria um desses — repetiu. — Mas é tão caro. Acho que é coisa importada. Japonesa, americana. Aqui não tem disso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Suspirou. — Bebe alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— O quê?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Perguntei se você bebe alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Pensei que você ainda estivesse falando do rádio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não estou falando mais disso — ela tornou a sorrir, distraída.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Agora estou falando de bebidas. Tenho conhaque, uísque e cachaça. Devia ter vinho, com esse frio. Você não acha que eu devia ter vinho?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não sei. Talvez.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Pois é, mas não tenho. — De repente a voz soou meio seca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— O que você prefere?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Conhaque — ele disse. E ficou olhando enquanto ela se levantava para ir à cozinha. Tinha movimentos mansos, o cabelo escuro um pouco desalinhado, usava um vestido comprido, de uma fazenda que ele imaginou quente e macia. Olhou em volta, rápido, como se não quisesse ser apanhado de surpresa. Não havia quase nada para olhar. O sofá, as poltronas, a mesinha (tampo branco de fórmica, pernas de madeira), as cortinas, a porta para a cozinha, a porta para o corredor e a porta para dentro. Quando voltou a cabeça, ela estava novamente à sua frente, com os dois copos de conhaque. Ele bebeu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Está ótimo — disse.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Esquenta um pouco, não é?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Esquenta.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Você está com frio? — Ele ia dizer que não, que já não estava, mas ela não prestou atenção. — Estava olhando pela janela antes de você chegar e imaginando o frio que deve estar lá fora. As ruas estão vazias, não estão?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Estão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— E deve haver uma pequena camada de gelo em cima dos automóveis estacionados, não é?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Acho que sim, não prestei muita atenção.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— E quando a gente fala, deve sair uma fumacinha pela boca, assim, veja.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Ela tragou o cigarro, depois o apagou e soprou a fumaça devagar, para cima.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Só que lá fora é ar condensado, não fumaça. — Riu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Aprendi no colégio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— É assim mesmo — ele concordou. E apagou o cigarro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela parou de falar. Ou louca, ele pensou. Ou puta ou louca. Mas ela era discreta e mansa, os cabelos caindo em mechas desalinhadas sobre a testa, o rosto um pouco gasto, as sobrancelhas depiladas e arrumadas em arco. As unhas sem pintura, roídas — observou, enquanto ela levava novamente o copo à boca, depois tornava a sorrir, os dentes irregulares, mas claros e parecendo naturais. Moveu-se incômodo na poltrona. Se ela não dissesse nada no próximo momento, não saberia como agir. Ela pareceu adivinhar. Pousou o copo sobre a mesa e perguntou:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Como é mesmo o seu nome?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— João — mentiu, a voz brotando antes de qualquer pensamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— É um nome simpático. Meio antigo, você não acha? Ninguém mais se chama João, hoje em dia. Os meninos costumam se chamar Marcelo, Alexandre, Fabiano, essas coisas. As meninas são Simone, Jacqueline, Vanessa. Leio sempre aquelas participações de ascimento no jornal, é o que mais gosto de ler.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele não disse nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Há cada vez menos Marias — ela continuou. — E cada vez menos Joões e Paulos. Exceto nós, claro. Quer mais um conhaque?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi então que ele começou a sentir como um perigo rondando.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela avançara o busto em direção a ele. De repente teve certeza: ela também estava mentindo. Pensou em perguntar, mas a certeza foi tanta que não era preciso. Além disso, a desconfiança de que uma pergunta assim fizesse desabar — o quê? Levantou-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Acho que vou andando. Ela não disse nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— É muito tarde.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela continuou sem dizer nada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Tenho que trabalhar amanhã cedo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela ajeitou uma das mechas do cabelo. Ele encaminhou-se para a porta. Estendeu a mão para abrir. Mas ela foi mais rápida. Antes que ele pudesse completar o gesto ela estava do seu lado, e muito próxima. Tão próxima que sentiu contra o pescoço um bafo morno de cigarro e conhaque.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As costas de sua mão esquerda roçaram a fazenda do vestido comprido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quente, macia. Bastava menos que um gesto. Mas ela já abria a porta:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Dizem que se o visitante abre ele mesmo a porta, não volta nunca mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele saiu. O corredor de mosaicos gelados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Volte quando quiser — ela sorriu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele deu alguns passos em direção ao elevador. Ela continuava na porta. Antes de entrar no elevador ainda se voltou para encará-la mais uma vez. E não conseguiu conter-se.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Não conheço nenhum Paulo — disse.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu também não — ela sorriu. Ela sorria sempre. Ele apertou o botão do Térreo. Conseguiu segurar a porta um momento antes que se fechasse, para gritar:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu não me chamo João.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Eu também não me chamo Maria — julgou ouvir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não tinha certeza. Difícil separar a voz sorridente do barulho de ferros do elevador. Rangendo, puxando para baixo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na porta do edifício, tornou a apertar o botão do porteiro eletrônico:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Escuta — perguntou —, você não tem um rádio-despertador?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— Claro que sim. Na minha cabeeeira.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O riso chegou distorcido através dos pequenos orifícios do aparelho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;— E tenho também uma garrafa de vinho. Mas agora é muito tarde. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conto de Caio Fernando Abreu - Pedras de Calcutá&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-6242336119452506518?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/6242336119452506518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/joaozinho-e-mariazinha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6242336119452506518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/6242336119452506518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/joaozinho-e-mariazinha.html' title='Joãozinho e Mariazinha'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-2775052827149634213</id><published>2010-01-19T19:16:00.000-08:00</published><updated>2010-01-19T19:27:52.934-08:00</updated><title type='text'>Trópico de Câncer</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem algo diferente no meu sangue, algo que coagula, que me queima por dentro. Eu sei, mesmo tentando disfarçar, que estou condenado a ouvir:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;- Você está com Câncer&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se isso for genético, ora bolas, sinta-se a vontade se quiser orar por mim. Não tenho medo, e não sofro antecipado; se assim fosse, não faria tantas coisas pra me condenar ainda mais. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu prefiro deixar as coisas falarem por si só do que ficar pensando, planejando. Pensar me parece forçar a abrir os olhos, e com os olhos esbugalhados a vida é mais clara, e mais futil também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando queria dizer, era a hora que mais queria ouvir... Não me julguem assim como um conhecido sempre, como o bondoso, o generoso, pois a verdade é que me mutilei por dentro, abri a minha alma, estufando o peito antes de ser baleado.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;- E os bêbados não descem ao meio-fio impunes&lt;e ao="" bêbados="" descem="" impunes="" meio-fio="" não="" os=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-2775052827149634213?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/2775052827149634213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/tropico-de-cancer.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2775052827149634213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/2775052827149634213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/tropico-de-cancer.html' title='Trópico de Câncer'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-356194596638332057</id><published>2010-01-12T18:39:00.000-08:00</published><updated>2010-01-12T18:39:58.446-08:00</updated><title type='text'>Espelho partido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o tempo tudo foi se refazendo, não me sentia tão inútil, parecia que minha vida tinha realmente dado uma guinada. Aline me deu alegria, tê-la naquele dia foi mais prazeroso do que eu poderia imaginar. Dentro de mim existe a certeza, que é a de não deseja-la somente como uma puta ou qualquer outra coisa do gênero. Quero fortalecer nossa amizade, conversar sobre coisas as quais eu não converso com ninguém. Quero fazê-la um sentimento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O espelho e minhas confissões, o duelo do eu sim, com o eu não. Eu preciso desabafar, minha garganta sofre em não dizer. Tenho que pensar a próxima etapa, criar um roteiro a partir do agora, escrever cada segundo vivenciado e estudar o novo. São as regras que tento me explicar. Sei que o que sinto por ela não chega a ser amor, porém quando uma coisa nova chega sempre será uma novidade. É assim que estou me sentindo, um novo “eu” em uma velha novidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-356194596638332057?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/356194596638332057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/espelho-partido.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/356194596638332057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/356194596638332057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/espelho-partido.html' title='Espelho partido'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3242509627944230804</id><published>2010-01-01T11:21:00.000-08:00</published><updated>2010-01-01T11:28:26.780-08:00</updated><title type='text'>Feliz Ano Velho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não tinha o mínimo sentido. As lágrimas rolavam, chorei sozinho, ninguém podia imaginar o que eu estava passando. Nada fazia sentido. Todos sofriam comigo, me davam força, me ajudavam, mas era eu que estava ali deitado, e era eu que estava desejando minha própria morte. Mas nem disso eu era capaz, não havia meio de largar aquela situação. Tinha que sofrer, tinha que estar só, que até meu corpo me abandonara. Comigo só estavam um par de olhos, nariz, ouvido e boca.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: #cc0000;"&gt;Feliz ano Velho, adeus Ano-novo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho do livro Feliz Ano Velho - Marcelo Rubens Paiva&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3242509627944230804?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3242509627944230804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/feliz-ano-velho.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3242509627944230804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3242509627944230804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2010/01/feliz-ano-velho.html' title='Feliz Ano Velho'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-4134872269852596024</id><published>2009-12-10T13:41:00.000-08:00</published><updated>2009-12-10T19:51:22.477-08:00</updated><title type='text'>Conto - Desapego</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Dentro dos turbilhões das minhas idéias, prefiro ficar com as que me parecem ser as favoritas. Tudo na vida revela-se passageiro; nós somos passageiros que caminham com olhos arregalados, passando pelas várias “estações” que existem por qualquer trajetória. O propósito vai além da estrada, vai além da busca de um sujeito oculto, de um simples, mas sim ao encontro de um definitivo.&lt;br /&gt;Desembarcar é tão difícil, pois dentro da minha bagagem existe um torpor de sentimentos inventados. Eles pesam dentro da minha carência indireta, são baratos, falsificados; diria até que são recolhidos, espreitados, com uma indevida e fiel frustração.&lt;br /&gt;O ato se manifesta em minha escrita, me fazendo aventurar pela racionalidade das palavras, como se a atitude de um mundo real viesse conjugado, conjurado com inapropriadas doses estapafúrdias de quem já sabe o que procura ou aonde quer chegar. São meus olhos embaçados que manifestam o que se sente no local errado.&lt;br /&gt;Nada se baseia em uma retratação, nada se revela como uma procura fiel e, sim no hospedeiro que pretendo ser. Eu sei exatamente por quais “estações” eu quero passar, só não sei como agir quando me deparar com o limite do meu velocímetro. O que falar? Como agir?&lt;br /&gt;Que seja conduzida a escrita como um sinônimo da realidade, feita dos ingredientes básicos da quimera indiscreta, que sondam os meus pensamentos acumulados, e que as minhas personalidades afloradas, e o eu indigerível, acobertem a sua mente nas horas mais aflitas... Naquelas horas que antecedem um novo dia.&lt;br /&gt;Não tenho mais nada, tudo o que faço é guiar e direcionar os meus ombros para aquela nova idealização. Eu quero estampar em meu peito um grande recomeçar, uma chance que prossiga até o dia em que os meus pulmões estejam pretos, completamente carcomidos pelos tragos de um vício imperecível.&lt;br /&gt;Meus olhos são tristes, e não revelam o grande carnaval dentro de mim. Eu sou assim, viciadamente perturbador e inteiramente entregue. Acreditar é isso mesmo... Tudo está longe de ser um engano, está mais certo na presença da certeza comprovada e sentida dentro do meu nervosismo estabanado.&lt;br /&gt;Criei dentro de mim um meio de fugir do dilacerante eu, fantasiei aqueles beijos balsâmicos para me sentir vivo de novo. Eu esqueci de todo o resto, eu mudei a forma daquela membrana que me protege, aprendi a conviver com outros sentimentos dentro de mim. Tudo para agradar e, fazer dessa história algo diferente.&lt;br /&gt;Nossos estágios se confundem com serras e pontes, misturam vontades pré-fabricadas com a indiferença de suas desculpas esfarrapadas. Os mitos se criam, acobertando toda uma vontade de pronunciar algo mais quente, algo com poder de derreter aquilo que se revela tão frio, tão distante.&lt;br /&gt;O rádio foi sintonizado, a mesma freqüência, as mesmas ondas que oscilam são as mesmas que permanecem guardadas na minha “estação” favorita. Será isso passageiro também?&lt;br /&gt;Quantas vezes mais eu vou ter que usar do desprendimento? Quantas vezes eu vou procurar o significado real da palavra desapego? Evolução ou dedução do acaso? Muitas perguntas para poucas respostas, talvez o querer não passe apenas de almejar a si mesmo. Destruição gradativa e laboriosa...!&lt;br /&gt;Tudo na vida tem um ponto extremo, que é construído ao lado de cada situação. O que foi feito do tempo em que eu me dediquei? Diga-me. Acho que o nosso fim chegou, fazemos parte do “tudo” também. Eu me quero de volta, tenho que lutar contra a magnitude do seu ser. Chegou a hora de eu reaver o meu coração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-4134872269852596024?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/4134872269852596024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2009/12/conto-desapego.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4134872269852596024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/4134872269852596024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2009/12/conto-desapego.html' title='Conto - Desapego'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-7617586416449947180</id><published>2009-11-13T18:00:00.000-08:00</published><updated>2009-11-13T18:08:13.590-08:00</updated><title type='text'>A trajetória</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Acreditar deve ser um sinônimo de fracasso. Arrisquei no novo e obtive mais um velho e conhecido sentimento, dolorido como aquelas canções que dilaceram um coração. Eu tentei mudar, eu mudei acreditando em um novo conceito de vida, mas o que eu não posso mudar é o que é cabível ao eu sintético. Coisas sobre viver, sobreviver ou só viver; um estágio entre o que eu julguei ser o correto... As aspas que dão ênfase a uma simples palavra. É nesse termo que eu morro, que eu me encontro como um pequeno e vazio ser que caminha, que só caminha.&lt;br /&gt;Quando algumas atitudes simples que almejam uma futura união não é o bastante. Foi o bastante pra eu poder acreditar em um salvamento da minha alma. Mas eu estou perdido, sempre estive à procura daquilo que não pode ser meu. Como correr e correr sem saber pra onde se está indo. Meu defeito é não olhar para o lado e reparar na beleza escondida que existe em toda a trajetória&lt;br /&gt;A minha trajetória acabou de se desfazer!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-7617586416449947180?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/7617586416449947180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2009/11/trajetoria.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7617586416449947180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/7617586416449947180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2009/11/trajetoria.html' title='A trajetória'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-3138170422027638673</id><published>2009-10-02T19:52:00.001-07:00</published><updated>2009-10-02T20:08:39.941-07:00</updated><title type='text'>Conto – Retalhos de um tecido vermelho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/Ssa-3lYD1bI/AAAAAAAAAKs/xghQKGpuHyQ/s1600-h/MVC-580F.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388203866330486194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/Ssa-3lYD1bI/AAAAAAAAAKs/xghQKGpuHyQ/s320/MVC-580F.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Verde são as folhas... Amarelo, roxo e azul são as pétalas que desabam com o anúncio certo do inverno que virá. Nós estamos engendrados nesse estado cíclico, aprisionados em uma cadeia, onde muitas vezes mostramos com orgulho todos os nossos elétrons emparelhados, enfileirados, desfilando com clareza a padronização imposta de como devemos nascer e morrer... Somos como a ressonância do benzeno, e viver é um estágio apolar de exposição.&lt;br /&gt;Aprendi aos poucos a enxertar os espaços vazios, mesmo com as dificuldades impostas consegui remendar os trapos que encontrei. Minha vida é feita dessas combinações. Combinações essas de cores mal selecionadas que amedrontam um coração que nasceu pra ser calado. Meu modo de existir é uma idéia, uma forma quase aleatória, um sorteio divino a qual eu não tive a ventura de ganhar o prêmio sacro da felicidade.&lt;br /&gt;Em um momento da minha vida tudo o que eu queria era encontrar um refúgio, um lugar aonde eu possa me esconder de mim mesmo. A questão não é e nunca será uma procura de quem sou eu, tudo é apenas uma fuga da realidade. Se existe alguma pretensão, ela é o desejo de desmanchar ao gotejar da chuva. Eu queria ser a fumaça de um cigarro pra poder fugir pelos vãos das paredes, com o intuito da procura, com o objetivo único e final da dissipação.&lt;br /&gt;As pessoas nasceram para escolher os seus caminhos e as inúmeras ramificações da estrada reta. Dando aqueles passos incertos da progressão natural que todo ser humano é submetido... Ou de quase todos eles. Eu infelizmente não tive a sorte de ser esse homem, o quebra-cabeça destinado a mim foi indubitavelmente o jogo de retalhos. Desmantelaram-me, rasgaram-me e agora me reconstruo com os trapos de distintas cores que vou encontrando no simples ato de viver.&lt;br /&gt;Fui atirado no covil de onças e leões e aos poucos vou aprendendo ou me acostumando com isso tudo. Joguei os meus números nas variáveis da fórmula da existência, e o resultado final é que tentar se encontrar é o sinônimo da perda. Quantas vezes eu ouvi que o amor poderia crescer nas pessoas? Não sei. Só sei que é ingenuidade minha achar que imitar e se aventurar pelo desconhecido é um sentimento afável. Quantas chances eu me dei para amar e ser amado?... Talvez isso esteja na referência do contentamento descontente.&lt;br /&gt;No céu as coisas são bem diferentes, amamos pelo simples motivo de termos que amar... E isso nos bastava. O amor é como uma luz titubeante, e o seu reflexo no espelho é um sentimento infalível que não pode nos faltar. Sabíamos em nossas concepções que cativar é um estado gasoso para ser inalado com o ar. Sim, eu tenho muitas saudades desse oxigênio todo.&lt;br /&gt;Tentei fugir ao máximo, tentei esconder-me por detrás das nuvens enquanto a extensa fila se formava. Eu queria ficar na minha casa onde o bem é recíproco e acolhedor. Acabei sendo levado com a promessa de que minhas asas seriam apenas podadas, e por fim terminei assim... Desasado e sozinho em um lugar longe do meu modo habitual de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;...Viver é um estágio permanente de dependência...&lt;br /&gt;... E morrer...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jogo é o mesmo, só mudaram as peças do xadrez ou somente as cores. O fracasso é pendente com quem é complacente com ele. O tempo passa pra todos e morrer assemelha-se a volta, e voltar é juntar todos os fragmentos... Toda vida, por mais infeliz que ela seja é como um método, nada é feliz por completo e nada é mais triste do que quando julgamos não ter nada propício, nada a favor.&lt;br /&gt;Nascemos puros, com uma única cor para nos definir. Se lhe serve de esclarecimento, todos nós somos fontes de uma única coisa. Imaginemos uma folha de papel, parece ser tão inanimado, tão sem graça. Mas o início da vida é assim mesmo, não temos muitas coisas pra relatar. Depois suas vertentes se criam, o lápis é encontrado e a história da sua vida é escrita paulatinamente, um processo laborioso feito de erros, acertos e novas cores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;...Como assim, novas cores...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo se baseia no encontro, tudo tem seu momento e sua luz. Veja o céu em sua calma e longínqua fraternidade em nos acolher. Ser azul é muito mais do que um estado natural, é como um pigmento de paz estampada no alvoroço de estarmos vagando. Estamos sempre perdidos e o lugar certo para recomeçar é um mergulho no reflexo do céu, onde purificamos o nosso corpo e lavamos o nosso espírito com amônia e ácido sulfúrico.&lt;br /&gt;Cada vez mais eu me sinto preparado, estou me tornando conivente com esse modo adquirido de vida. O tempo passa, a morte chega e logo se esvaí, como uma passagem para um novo retorno... E ter outras chances é como repousar no que antes se sublevou.&lt;br /&gt;Nós somos feitos de cores, tudo ao nosso redor é dependente da sua magnitude para se mostrar verdadeiramente vivo. Cada pessoa nasce com uma cor característica, eu nasci pigmentado com a cor vermelha, e é nessa cor que a minha essência de eternidade será mantida. Eu sou como um gigantesco tecido vermelho, todo retalhado, onde à grande maioria dos meus pedaços estão espalhados por lugares que eu adoraria saber.&lt;br /&gt;Por mais que saibamos, tentamos aprender, e aprender é uma eterna procura de seus pedaços. Na maioria das vezes nos deparamos com retalhos de outras cores. A esperança de existir um amor que supra a ausência de outro acaba nos cegando, pois a verdadeira costura mantém-se firme e forte para sempre. Enquanto não encontramos o pedaço que nos caiba, viveremos sempre no mesmo tabuleiro, em um movimento rotatório de decepções e frustrações amorosas. A história sempre será a mesma, o que muda somente são as cores dos tecidos que eu costuro em mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Conto – Retalhos de um tapete vermelho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verde são as folhas... Amarelo, roxo e azul são as pétalas que desabam com o anúncio certo do inverno que virá. Nós estamos engendrados nesse estado cíclico, aprisionados em uma cadeia, onde muitas vezes mostramos com orgulho todos os nossos elétrons emparelhados, enfileirados, desfilando com clareza a padronização imposta de como devemos nascer e morrer... Somos como a ressonância do benzeno, e viver é um estágio apolar de exposição...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-3138170422027638673?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/3138170422027638673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2009/10/conto-retalhos-de-um-tecido-vermelho.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3138170422027638673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/3138170422027638673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2009/10/conto-retalhos-de-um-tecido-vermelho.html' title='Conto – Retalhos de um tecido vermelho'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/Ssa-3lYD1bI/AAAAAAAAAKs/xghQKGpuHyQ/s72-c/MVC-580F.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6456896979313688214.post-1287281817813483931</id><published>2009-09-15T21:36:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T20:17:44.454-07:00</updated><title type='text'>Publicação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Há um mês atrás enviei um texto meu a uma editora, pois ela abriu suas pernas e disponibilizou um concurso literário. Enfim, chegou-me a pouco um e-mail de tal editora me dando seus respectivos parabéns, e fazendo um clichê básico. Disse que meu texto foi um dos escolhidos entre 852 trabalhos enviados. Isso não me importa, pois dentro de minhas concepções “gostar” é relativo ao dia da semana. Tudo equivale de como você está se sentindo pra ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoras e senhores,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com grande prazer que estou aqui, anunciando que o prazer de escrever é um ato esquizofrênico... Acreditar é um grande delírio de nossa parte. Estamos em um &lt;em&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;circo&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;expostos, procurando, idealizando nossos desejos... Nossos sentimentos estão à venda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendeu, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Agora começa a grande piada...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Estamos, assim, convidando-o(a) a participar da antologia referente ao Concurso, em regime de cooperativa, que será lançada em janeiro de 2010, em livro único ou duplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu(s) trabalho(s) será(ão) editado(s) em 6 (seis) páginas e você receberá 30(trinta) exemplares do respectivo livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode participar com todos os trabalhos, ou com quantos quiser, recebendo os mesmos 5(cinco) exemplares por página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinale abaixo a forma de investimento que melhor lhe convenha e nos devolva, o mais rápido que puder, para que possamos emitir o contrato de edição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez nossos parabéns e nosso fraterno abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;José Maria Rodrigues&lt;br /&gt;Editor&lt;br /&gt;................................................................................................................................................................&lt;br /&gt;Recorte aqui e envie-nos, devidamente assinado, pelos correios, ou confirme sua participação pelo e-mail: $$$$$$$$$$$$, indicando a forma de pagamento que escolheu, para que possamos emitir o contrato de edição.&lt;br /&gt;NOME:___________________________________________________&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nº pág. 06. Nº de exemplares: 30 ( ) A vista: 594,00 ( ) Em duas parcelas de R$ 297,00&lt;br /&gt;( ) Em três parcelas de R$ 198,00 ( ) Em quatro parcelas de R$ 152,00&lt;br /&gt;( ) Em cinco parcelas de R$ 124,00 ( ) Em seis parcelas de R$ 106,00&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor dia para pagamento: (__________)&lt;br /&gt;PRÊMIO POESIA E PROSA DE VERÃO&lt;br /&gt;___________________________________________&lt;br /&gt;Assinatura&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Eu não pretendo me vender e muito menos me comprar! Ainda mais por 594,00 reais... UHAAUHAUHAUH&lt;br /&gt;Essa piada é muito boa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E viva o dinheiro, viva Sarney, viva, viva, viva as editoras... VIVA! Tudo é um grande circo e nós fomos escolhidos pra palhaços!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Clique aqui e divirta-se também!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=YX81pXolhrM&amp;amp;NR=1"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=YX81pXolhrM&amp;amp;NR=1&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6456896979313688214-1287281817813483931?l=diariomofado.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://diariomofado.blogspot.com/feeds/1287281817813483931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2009/09/publicacao.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1287281817813483931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6456896979313688214/posts/default/1287281817813483931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://diariomofado.blogspot.com/2009/09/publicacao.html' title='Publicação'/><author><name>Guilherme Canedo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05502147845965960715</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_MBXGY2Ttwug/S9Nd-tdZwYI/AAAAAAAAAPQ/79N58XQUcrg/S220/100_0030.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry></feed>
